terça-feira, 21 de dezembro de 2010

Universidades facilitam ida ao exterior por meio de convênios de intercâmbio

Por: Equipe InfoMoney
03/12/10 - 15h55
InfoMoney


SÃO PAULO - O convênio de intercâmbio vem ganhando fama entre as instituições brasileiras de Ensino Superior. Oportunidades para os estudantes não faltam, o que torna possível o sonho de viajar a outro país e desenvolver ainda mais a base de estudos para o sucesso da carreira.

Na avaliação do CEO da FISA, empresa de consultoria especializada em start up e expansão de negócios, Samuel Sicchierolli, o aluno com experiência internacional tem currículo privilegiado e conhecimento amplo que lhe garantem as melhores colocações no mercado de trabalho. A FISA é representante no Brasil dos cursos de pós-graduação da Universidade de Perugia, na Itália. O mercado nacional, diz o empresário, está de olho nessa fatia do intercâmbio.

"No Brasil, já fechamos a parceria com a UNIFOR – Universidade de Fortaleza, que lança os cursos em marco de 2011, com a Universidade de Guarulhos, que programa o lançamento dos cursos para o primeiro semestre, e com o Mackenzie em SP, que ainda não tem data definida. Estamos em contato com mais 2 instituições no momento, já que existe um limite de 10 universidades brasileiras", afirma Sicchierolli.

O programa oferecido pela universidade italiana contempla os cursos de Comunicação Social e Publicidade; Relações Internacionais; Publicidade, Comunicação e Design Estratégico; Desenvolvimento e promoção de recursos culturais e turísticos; Direitos Humanos Internacional; e Competitividade Internacional das Pequenas e Médias Empresas.

Facilidades
Muitas outras universidades
também oferecem um leque de opções aos seus alunos que pretendem buscar novos desafios no exterior. É o caso da Uniban (Universidade Bandeirante de São Paulo), que assinou parceria com o Grupo Lusófona de Portugal.

Segunda a universidade paulista, os alunos serão beneficiados com mais de duas centenas de cursos de graduação e pós-graduação, com amplas possibilidades de intercâmbio de alunos e professores nos países de língua portuguesa.

Já a Universidade Anhembi Morumbi, por meio da parceria com a Rede Laureate, oferece programas de graduação e pós-graduação aos seus estudantes para diversos cantos do mundo. Laureate é um grupo internacional de universidades, com mais de 50 instituições de ensino, em 24 países. Os cursos oferecidos são das áreas de Engenharia, Educação, Negócios, Saúde, Direito, Arquitetura, Hospitalidade, Gastronomia e Tecnologia da Informação.

A PUC (Pontifícia Universidade Católica de São Paulo), por sua vez, leva seus alunos a mais de 10 países do mundo, entre eles Espanha, França, EUA e Dinamarca. Para participar do intercâmbio, o aluno precisa passar por provas de línguas, além de ter o currículo analisado pelos coordenadores da própria universidade.

Outro exemplo interessante acontece na FMU (Faculdades Metropolitanas Unidas). Por meio de um convênio com a Universidade de Lodz, na Polônia, estudantes de ambos os países trocam informações e conhecimentos sobre as áreas em que atuam. Em 2010, o programa alcançou sua sexta edição. No geral, 120 alunos da instituição brasileira já foram beneficiados com o convênio de intercâmbio.

O que fazer quando seu estilo de trabalho difere do da empresa?

Por: Camila F. de Mendonça
20/12/10 - 10h52
InfoMoney


SÃO PAULO – O que fazer quando o seu estilo de trabalho não coincide com o da empresa onde você atua? Para responder a essa questão, é preciso primeiro saber se o problema que você aparenta ter é de fato uma questão de estilo, pois muitas vezes o profissional considera como uma questão de modo de trabalhar outros problemas que têm no ambiente profissional, mas que são de outra natureza.

"Eu, como profissional, devo sempre fazer uma autoanálise, entender meu perfil, saber quais são meus valores e analisar se o ambiente no qual eu estou inserido está de acordo ou não", afirma a consultora de Carreira da Career Center Claudia Monari.

Para ela, entender se os problemas advêm de uma questão de estilo de trabalho depende muito dessa análise. Por sua vez, a gerente da V2 Recursos Humanos, Andréa Kuzuyama, acredita que saber se o modo de trabalho de um profissional difere do da empresa depende de questões mais objetivas.

Perceber se consegue cumprir os prazos da organização, se tem dificuldades de relacionamento com colegas e líderes, se discorda da postura deles e dos valores da empresa já é um passo para notar que aquela vaga não é a sua cara. "Se existem características opostas, fica evidente essa diferença", diz Andréa. "Tanto o profissional percebe como as pessoas que trabalham diretamente com ele têm facilidade de perceber, porque essa diferença tende a ser muito discrepante", afirma a gerente.

Claudia não acredita em um diagnóstico tão imediato. "Nem sempre é fácil perceber essas diferenças. Para isso, o profissional deve vivenciar as situações de dentro da empresa. Se ele se limitar apenas a fazer sua parte no trabalho e não conviver com as pessoas, vai ser difícil ler o ambiente", afirma.

Estilo ou emprego novo?
Trabalhar de uma maneira diferente daquela que a empresa exige pode ser uma questão de adaptação. Contudo, quando essa diferença é muito evidente pode acabar prejudicando a ascensão profissional do colaborador. "Quando isso acontece, dificilmente a pessoa consegue se manter na empresa ou ela acaba sendo desligada ou ela mesma por dificuldade de se adaptar acaba pedindo o desligamento", explica Andréa.

Claudia tem a mesma percepção. "Se ele não está totalmente adaptado ao ambiente, cedo ou tarde, ou a empresa ou o próprio profissional vai tomar a decisão de por um ponto final no contrato de trabalho e partir para uma outra oportunidade, mais adequada", considera.

Diante dos possíveis prejuízos, o que o profissional deve fazer: tentar se adaptar ao modo de trabalho da empresa ou mudar de emprego? Para Claudia, se o profissional perceber que mudar o estilo de trabalho pode fazer dele um colaborador melhor, a tentativa de mudança é válida.

O que não pode é forçar um perfil que não tem. "Caso essa mudança ultrapasse os valores e o próprio perfil desse profissional, é melhor que ele busque outras oportunidades", reforça a consultora. Andréa acredita em mudanças efetivas, mas concorda que elas não devem trazer prejuízos para o profissional.

Para ela, a questão de mudar de estilo ou de trabalho envolve uma vontade desse colaborador de efetivar essa mudança. "Eu acredito que o ser humano tem capacidade para mudar e se adaptar, mas, antes de tudo, ele precisa querer; ou deve buscar um emprego com a 'sua cara'", ressalta.

Hora da decisão
Escolher um outro estilo de trabalho ou sair da empresa é uma decisão que envolve um planejamento de carreira acertado. Para Andréa, o profissional precisa ter claro qual o objetivo de carreira e de vida dele. "Caso a mudança proposta seja em uma atividade transitória, que não tem a ver com os objetivos ou que vai contra os princípios, vale buscar uma outra oportunidade", acredita.