sábado, 12 de dezembro de 2009

Destaque-se, seja resiliente!

Gestão de Recursos Humanos

As corporações vem buscando profissionais capazes de suportar o estresse e se adaptar a ambientes conturbados. Veja dicas para desenvolver essa habilidade.
Hoje, neste mundo globalizado onde as empresas se relacionam em um ambiente de extrema competitividade por metas e resultados, o estresse é uma realidade observada nas mais diferentes áreas e setores do mercado de trabalho.

Para atender a esta realidade, as corporações vem buscando profissionais dotados da capacidade de se adaptarem a esse ambiente conturbado na busca de constantes resultados. Nessa busca destaca-se o chamado “profissional resiliente”. Mas o que é resiliência?

Resiliência é um conceito oriundo da Física, que se refere à propriedade de acumular energia quando exigidos ou submetidos a extrema pressão, voltando em seguida ao seu estado original, sem qualquer deformação, como um elástico. O dicionário Aurélio descreve a resiliência como “a capacidade pela qual a energia armazenada em um corpo deformado é devolvida quando cessa a tensão causadora de uma deformação elástica”.

No mundo corporativo, podemos definir resiliência como a capacidade do indivíduo de lidar com serenidade com o estresse e as adversidades cotidianas, decorrentes do ambiente de trabalho, moldando-se a cada situação e recuperando o seu estado original.

O equilíbrio humano é como a estrutura de um edifício. Se a pressão for maior que a resistência, aparecerão rachaduras, como doenças psicossomáticas. Daí a importância desta flexibilidade, característica principal do profissional resiliente.

Assim, pode-se considerar que a resiliência é uma combinação de fatores que propiciam ao ser humano condições para enfrentar e superar problemas e adversidades de maneira racional, buscando as soluções mais adequadas.

Resiliência em dez dicas
Um profissional resiliente, quando submetido a situação de estresse, a administrará de maneira sensata, sem impulsividade, visualizando o problema como um todo. Essa capacidade certamente lhe propocionará forças para enfrentar a adversidade e o tornará capaz de apresentar soluções criativas e eficazes.

A boa notícia é que todos nós podemos nos tornar resilientes. Seguem algumas dicas:

• Mentalize seu projeto de vida, mesmo que ele não possa ser colocado em prática imediatamente. Sonhar com seu projeto é confortante e reduz a ansiedade;
• Pratique esportes e métodos de relaxamento e meditação para aumentar o ânimo e a disposição. Os exercícios aumentam o nível de endorfinas, hormônios que proporcionam sensação de bem-estar;
• Procure manter o lar em harmonia, pois este é o "ponto de apoio” para recuperar-se;
• Aproveite parte do tempo para ampliar os conhecimentos, pois isso aumenta a autoconfiança;
• Transforme-se em um otimista em potencial;
• Assuma riscos (tenha coragem);
• Apure o senso de humor (desarme os pessimistas);
• Separe bem quem você é do que você faz;
• Use a criatividade para quebrar a rotina;
• Permita-se sentir dor, recuar e, às vezes, flexbilizar para em seguida retornar ao estado original.

Lembre-se, resiliência é a arte de transformar toda energia de um problema em uma solução criativa.


Por Leonardo Soares Grapeia (fundador e editor da AGN - Administração, Gestão e Negócios. Seu e-mail é: leonardo@agenegocios.com.br)


HSM Online
18/11/2008

Para 2010, investimento seguro é sair do caos

Está aberta a temporada de caça às previsões para o mercado de TI no ano que vem. Novidades tecnológicas no ambiente empresarial parecem ser a maior aposta.
Começou a temporada de caça às previsões sobre o mercado de TI para 2010. As empresas buscam referências nos dados e nos especialistas para saber que tendências podem ser esperadas no próximo ano, que promete ser menos tenso do que este, marcado pela crise mundial.

Se observarmos as previsões divulgadas, veremos um foco mais voltado às novidades tecnológicas que poderão ser adotadas no ambiente empresarial do que propriamente na contribuição real que tais tecnologias dariam ao crescimento dos negócios. Fato, aliás, que sustenta o que pesquisas recentes concluíram: grande parte das empresas brasileiras ainda investe mais na infraestrutura do que em áreas mais estratégicas, como gestão e inovação.

O IDC (International Data Corporation) acaba de divulgar que, no primeiro semestre de 2009, houve um crescimento expressivo na terceirização de infraestrutura; no entanto, serviços relacionados a educação, treinamento, consultoria e grandes projetos de integração de sistemas (exceto virtualização e consolidação de servidores e storage) tiveram resultados inferiores.

Se em 2010 as empresas pretendem investir com mais segurança após um período arriscado, pode-se dizer que o service desk se destaca como uma boa opção. Porque oferece, mais que o help desk, serviços orientados a processos, que refletem diretamente na gestão dos negócios. Entre as vantagens, estão o monitoramento e coordenação de atividades, atualização sobre a infraestrutura, gestão das políticas de segurança da informação e controle sobre as ocorrências internas, que auxiliam na tomada de decisões com a emissão de relatórios gerenciais para análise.

Que fique claro: nem sempre o sucesso de uma empresa está ligado ao arsenal tecnológico. Se formos ver de perto algumas delas, encontraremos dezenas atoladas num estágio de TI que pode ser denominada como "Caos": a tecnologia adquirida está mal utilizada, há falta de planejamento e soluções isoladas e paliativas se proliferando e gerando gastos adicionais.

É nesse ponto que a maturidade do diagnóstico e a atuação de um fornecedor comprometido se tornam fundamentais. Seu perfil de gestor supera o de mero vendedor de serviços. Ele entende do que o cliente precisa para crescer ou manter sua posição no mercado, e não apenas das novidades tecnológicas. É por isso que vemos uma procura crescente pelo profissional de TI antenado com os negócios, colaborador. E se esse personagem é de primeira linha, sua equipe deve responder no mesmo nível, bem treinada, qualificada, atualizada e comprometida com os resultados.

As empresas estão planejando e decidindo seus investimentos neste final de ano, provavelmente, mais otimistas que estavam no final de 2008. Mas ainda têm o desafio de não se deixarem levar por modismos enquanto sua infraestrutura tecnológica não for colocada a serviço dos objetivos do negócio.

Por Edmilson Rosa (Consultor de gestão de processos, especialista em governança de TI e diretor da P2HE)

HSM Online

Fonte: http://br.hsmglobal.com/interior/index.php?idCMSIdioma=3

quarta-feira, 9 de dezembro de 2009

A Psicanálise e os tempos atuais!

Carl Gustav Jung, um dos fundadores da psicanálise moderna, costumava dizer que nós todos bebemos em uma mesma fonte. Para definir isso, desenvolveu uma teoria cuja origem pode ser encontrada no trabalho dos antigos alquimistas, que chamavam esta fonte de “alma do mundo” (Anima Mundi).

Segundo esta teoria, sempre tentamos ser indivíduos independentes, mas uma parte de nossa memória é a mesma. Independente de credo ou cultura, todos buscam o ideal da beleza, da dança, da divindade, da música.

A sociedade, entretanto, se encarrega de definir como estes ideais vão se manifestar no plano real. Por exemplo, hoje em dia o ideal de beleza é ser magra, enquanto há milhares de anos as imagens das deusas eram gordas. O mesmo acontece com felicidade: existe uma série de regras que, se você não seguir, seu consciente não aceitará a idéia de que é feliz. Essas regras não são absolutas, e mudam de geração para geração.

Jung costumava classificar o progresso individual em quatro etapas: a primeira era a Persona – máscara que usamos todos os dias, fingindo quem somos. Acreditamos que o mundo depende de nós, que somos ótimos pais e nossos filhos não nos compreendem, que os patrões são injustos, que o sonho do ser humano é não trabalhar nunca e passar a vida inteira viajando. Algumas pessoas procuram entender o que está errado, e terminam encontrando a Sombra.

A Sombra é o nosso lado negro, que dita como devemos agir e nos comportar. Quando tentamos nos livrar da Persona, acendemos uma luz dentro de nós, e vemos as teias de aranha, a covardia, a mesquinhez. A Sombra está ali para impedir nosso progresso – e geralmente consegue, voltamos correndo para ser quem éramos antes de duvidar. Entretanto, alguns sobrevivem a este embate com suas teias de aranha, dizendo: “sim, tenho uma série de defeitos, mas sou digno, e quero ir adiante.”

Neste momento, a Sombra desaparece, e entramos em contato com a Alma.

Por Alma, Jung não está definindo nada religioso; fala de uma volta à Alma do Mundo, fonte do conhecimento. Os instintos começam a se tornar mais aguçados, as emoções são radicais, os sinais da vida são mais importantes que a lógica, a percepção da realidade já não é tão rígida. Começamos a lidar com coisas com as quais não estamos acostumados, passamos a reagir de maneira inesperada para nós mesmos.

E descobrimos que, se conseguimos canalizar todo este jorro de energia contínua, vamos organizá-lo em um centro muito sólido, que Jung chama de o Velho Sábio para os homens, ou a Grande Mãe para as mulheres.

Permitir esta manifestação é algo perigoso. Geralmente, quem chega ali tem a tendência a considerar-se santo, domador de espíritos, profeta.

Não apenas as pessoas, mas as sociedades também usam estas quatro máscaras. A civilização ocidental tem uma Persona, idéias que nos guiam e que parecem verdades absolutas.

Mas as coisas mudam. Em sua tentativa de adaptar-se às mudanças, vemos as grandes manifestações de massa, onde a energia coletiva pode ser manipulada tanto para o bem como para o mal (Sombra). De repente, por alguma razão, a Persona ou a Sombra já não satisfazem – é chegado o momento de um salto, novos valores começam a surgir (mergulho na Alma).

E no final deste processo, para que estes novos valores se instalem, a raça inteira começa a entrar de novo em contato com a linguagem dos sinais (o Velho Sábio).

É exatamente isso que estamos vivendo agora. Pode durar cem ou duzentos anos, mas as coisas estão mudando – para melhor.

Fonte: guerreiro da luz - www.paulocoelho.com.br

quinta-feira, 3 de dezembro de 2009

Jack Welch - Brasil, a bola da vez?

ExpoManagement 2009 - Cobertura Especial

Com muito calor humano, Jack Welch falou sobre o futuro da sustentabilidade no mundo e a relação desta com as mudanças climáticas e a lucratividade das empresas.
“Se você é um CEO de uma empresa, você tem que supor que a mudança do clima vai acontecer. Você precisa estar de acordo com as demandas dos consumidores que estão em busca da sustentabilidade”. Foi com este pensamento que Jack Welch defendeu o seu ponto de vista, afirmando que o mundo caminha nessa direção. “Nada como uma boa recessão para fazer as pessoas pensarem antes de gastar”.

Para Welch, o uso sustentável de Recursos humanos deve ser um item na agenda dos empresários. “Como podemos deixar para trás o discurso e levar a frente a sustentabilidade como modelo de negócios?”, questionou. O CEO afirmou que é preciso dar aos clientes produtos que os tornem mais produtivos e possam ser mais úteis. “Tirar menos recursos do mundo e fornecer produtos melhores”.

O CEO acredita que a coisa mais importante na qual o empresário precisa pensar todos os dias é em tornar o seu cliente mais competitivo, vencedor. “Menos uso de energia vai ajudar o seu cliente a ser melhor”, afirmou. Na seqüência, alguns temas que foram debatidos durante a conferência, e as respostas de Jack Welch para muitas perguntas feitas pela platéia.

Governança corporativa
Welch afirmou que a crise mundial revelou uma falta de governança corporativa. “A governança não cumpriu o seu papel. A crise só apontou as fraquezas”. O CEO enfatizou que quanto mais executivos ativos estiverem no conselho das empresas, melhor. “Ser um grande membro de conselho é ser curioso, mas não é fazer micro gestão. Isso inclui o entendimento das pessoas da organização, sentir o cheiro da organização para ter a sensação do que está acontecendo”. Ele explicou que é preciso ter a experiência prévia para saber o que está acontecendo. “Nós ainda não encontramos o modelo certo. Antigamente era prestigioso ser conselheiro, agora é um risco”.

Política
Quando questionado sobre política, Welch relembrou que a economia americana passa por uma situação difícil. “Obama está abarcando coisas demais, reinventando a área de saúde, tentando reformar em oito meses o que levou trezentos anos para ser construído”. Ele afirma que o maior problema para qualquer político é criar empregos e mantê-los. “Vamos ter de aguardar um certo tempo para ver o que acontece. A idéia de reformar o sistema de saúde de uma maneira tão ampla, quando as pessoas estão satisfeitas e você esta quebrado, é muito arriscada. O público só se preocupa com a dívida quando perde dinheiro”, declarou, explicando que o presidente Obama aparentemente está criando até uma resistência quanto a ele mesmo, já que sua popularidade caiu muito. “É melhor ser empresário do que ser político”, opinou Welch.

Acionistas
Welch acredita que se você começa com clientes e funcionários satisfeitos, os acionistas têm tudo a ganhar. “O valor do acionista é um produto do seu bom trabalho. É um trabalho em equipe”. Para ele, equilibrar investimento presente e futuro é o trabalho de um grande líder, “Tem que equilibrar de maneira permanente, todo santo dia”, declarou, enfatizando que ao atingir resultados de curto prazo, você vai ter recursos para investir.

Clientes
O que os clientes procuram numa relação de longo prazo? Welch responde que é um fornecedor que se preocupe com eles e que queira entregar o produto a qualquer preço. Ele afirma que os clientes sabem se você está interessado neles ou em você mesmo.”O vendedor é a pessoa que vai transformar a relação do cliente em uma grande experiência. Eu não gosto de vendas transacionais. Prefiro negócios que rendem compras a longo prazo”. Ele explicou que é por este motivo que é preciso fazer as pessoas entenderem essa estratégia: como fazer o cliente ficar grudado na sua empresa.

Educação
O CEO foi taxativo ao dizer que a educação é muito importante para a sociedade. “Os EUA estão tendo problemas sérios com a educação”, afirmou. No cenário brasileiro, Welch ponderou o quanto a base do País é ruim. Ele acredita que existe uma cultura promissora a respeito de empreendedorismo, mas que ainda é só uma promessa. “Essa é uma tendência. A Índia tem isso. As pequenas empresas criam mais empregos que as grandes”, afirmou.
Para Welch, a coisa mais importante do Brasil é desenvolver a criatividade. “Não dá para administrar uma grande empresa sem um bom sistema educacional”.

Brasil Mania
Jack Welch avaliou que a emergência da China é um grande benefício para o Brasil. “O Brasil é a bola da vez. É um desafio gerenciar esse sucesso. Só espero que vocês saiam ganhando”, afirmou. Para ele, só é possível ganhar levando em consideração a importância da qualificação dos líderes, uma vez que acredita que quando não se tem líderes, normalmente não se tem recursos humanos. “Você não consegue ser um vencedor se não conhecer as regras do jogo”, afirmou, enfatizando o valor da integridade.“Qualquer pessoa que violar a integridade tem que ser enforcada em público”, concluiu.


HSM Online
30/11/2009

STF aprova reajuste de 56,42% para servidores do Judiciário Federal - O Globo

STF aprova reajuste de 56,42% para servidores do Judiciário Federal - O Globo

Não, não é pegadinha. É a continuação de um privilégio indecente que agride a classe dos professores, policiais e outras.

terça-feira, 1 de dezembro de 2009

O segredo do sucesso de Taiwan

Por Kenichi Ohmae

Kenichi Ohmae explica como as empresas do país conseguiram chegar ao topo do mercado mesmo tendo entrado no jogo com décadas de atraso.
Para dar exemplos de quem ganhou espaço nesse momento de crise e incertezas do mercado, o professor Kenichi Ohmae comentou a respeito de empresas de Taiwan. As companhias do país compreenderam rapidamente as novas regras do mercado e, mesmo entrando relativamente atrasadas no jogo, já ocupam posição de destaque diante da concorrência e derrubam marcas que demoraram décadas e muitos milhões de dólares para criar uma identidade.

As maiores empresas do país são, em sua maioria, de fabricação de serviços eletrônicos ou fabricantes de projetos originais. Nesse segmento, entre as 20 líderes de vendas no mundo, 12 são taiwanesas. Além disso, são líderes no share global de fabricantes de placas-mãe, notebooks, monitores LCD, entre outros itens. Não à toa, o país é o segundo maior é o que mais contribui para as exportações chinesas depois da própria China. São 33 empresas responsáveis por um montante de US$ 71,2 bilhões.

Um grande exemplo de sucesso desse modelo de negócio e de adaptação à nova realidade é a Honhai. Pouco conhecida por seu nome, a empresa é a responsável pelo desenvolvimento e a fabricação, entre outros itens, do iPod, o famoso tocador de mp3 criado pela Apple. A Honhai centraliza a aquisição da matéria-prima de países como Japão, Estados Unidos e Coréia do Sul para produzir o aparelho em uma fábrica terceirizada em Shenzhen, na China. Além da Apple, a empresa tem parceiros como Hewlett-Packard, Cusci Systems, Lenovo, Motorola, Nintendo, Nokia e Sony, o que a tornou em uma das maiores empresas de eletrônica do mundo.

Outro exemplo do país que muito em breve será líder de mercado é a Acer. A empresa se tornou a terceira maior fabricante de microcomputadores no mundo ao adquirir a Gateway em 2007 e até 2010 se tornará a primeira. Isso significa superar a HP, responsável por 20,2% do mercado.

O segredo taiwanês, explica Ohmae, é conhecer muito bem o mercado de trabalho nos seus vizinhos e falar três idiomas. “O inglês para vender, o japonês para comprar e o mandarim para produzir”, comentou. Os empresários locais aprenderam também que componentes eletrônicos viraram commodities e deixaram de ser fontes de diferenciação. Um exemplo disso, diz o palestrante, é a Vizio.

Hoje, a marca lidera o mercado de televisões de LCD na América do Norte, depois de deixar para trás gigantes como Samsung, Sony, LG e Sharp. “Simplesmente não há mais a diferença de qualidade que existia décadas atrás, entre aparelhos de marcas como a Sony para as concorrentes. E sabendo que não existe diferença, o consumidor vai sempre preferir comprar uma tevê maior por um preço mais barato”, pontuou.

HSM Online
01/12/2009

Refis tem adesão recorde e atrai grandes empresas

Com a possibilidade de parcelar em até 15 anos valores bilionários, empresas se rendem ao "Refis da crise"

Atraídas pela possibilidade de parcelar em até 15 anos valores bilionários de disputas judiciais perdidas no Supremo Tribunal Federal (STF), grandes empresas como Braskem, Eletropaulo e Cedro Têxtil se renderam às vantagens oferecidas pelo "Refis da crise", que chegam a descontos de 100% nos valores de multas para pagamentos à vista.

A Braskem, por exemplo, aderiu ao programa para parcelar cerca de R$ 1,9 bilhão. O valor corresponde a três disputas judiciais que a empresa mantinha, mas das quais desistiu pela pequena probabilidade de obter êxito em razão de julgamentos recentes do Supremo. Na discussão sobre o crédito-prêmio do IPI, o STF decidiu em agosto que o benefício foi extinto em 1990. A empresa vai pagar o débito em 12 meses. Já a Eletropaulo inseriu um total de R$ 910 milhões no novo Refis. Segundo fato relevante, o efeito da adesão ao programa será um adicional de R$ 250 milhões ao resultado - isso porque os descontos oferecidos pelo programa geram uma "sobra" em relação aos valores provisionados para as disputas judiciais.

O prazo para aderir ao "Refis da crise" terminou ontem, com 1,1 milhão de inscritos, até o início da manhã. O número supera as adesões ocorridas nos últimos três programas oferecidos pelo governo federal. Somados, Refis 1, Paes e Paex atraíram 974 mil contribuintes.

Mesmo com as vantagens oferecidas, o programa atual não escapa do risco de ter um grande volume de exclusões. Nas edições anteriores, quase a metade dos contribuintes foi excluída, a maioria por inadimplência. A pior situação foi no primeiro Refis, de 2000. Das 129.166 empresas que aderiram, apenas 7,1 mil permaneceram no parcelamento. "Cerca de 90% das exclusões são por falta de pagamento", informa Frederico Igor Leite Faber, chefe da divisão de administração de parcelamentos da Receita Federal.

Fonte - valor economico