segunda-feira, 31 de maio de 2010

Foco na qualidade de vida: o que é educação financeira sustentável?

Por: Patricia Alves
17/09/07 - 18h07
InfoMoney


SÃO PAULO - Qual é o objetivo da educação financeira? Ensinar como gastar dentro do orçamento, para que sobre dinheiro no final do mês e não sobre mês no final do salário. Além disso, ser educado financeiramente significa saber usar o dinheiro que sobra, pagando dívidas, investindo e formando um patrimônio.

No entanto, uma outra definição do termo vem aparecendo, focando, além da segurança financeira, a qualidade de vida: Educação Financeira Sustentável!

O que significa?
De acordo com Aron Belinky, secretário-executivo da Ecopress - agência de notícias ambientais -, o principal objetivo da educação financeira sustentável é proporcionar qualidade de vida, garantindo que tenhamos - hoje e no futuro - a segurança material e as condições para uma vida feliz, com realização pessoal e profissional.

"O objetivo é mudar o pensamento de acumular cada vez mais dinheiro para a idéia de viver cada vez melhor", afirma Belinky.

Para ele, a grande confusão está em ver o dinheiro como objetivo ao invés de vê-lo como instrumento. "O importante é que a pessoa priorize a satisfação ao consumo. Viver bem não significa comprar mais um celular ou outro carro, e sim aproveitar a vida", ensina.

Princípios da educação financeira sustentável
Segundo Belinky, o planejamento financeiro é essencial para garantir um futuro, ser previdente e evitar situações de riscos e carência. "No entanto, ter mais dinheiro não significa ser mais feliz ou ter mais qualidade de vida. O importante é planejar-se para ter o suficiente, sem consumir com exagero e desperdício".

O especialista enumera três princípios básicos para ser educado financeiramente e de uma forma sustentável:
  • Leve em conta a real satisfação que tem com cada coisa que faz com o dinheiro;

  • Respeite o tempo que você trabalhou para ganhar e avalie a necessidade de gastar;

  • Evite o desperdício e acúmulo desnecessário.
Na prática
Para Belinky, o pensamento sustentável deve ir além do discurso. Segundo ele, grande parte das pessoas ainda está um passo atrás nesta questão. "Eles perceberam o problema, mas ainda não tomaram atitudes para mudar".

Para garantir o futuro das próximas gerações, Aron Belinky explica que é necessário ensinar pelo exemplo. "Não adianta falar que é importante se não praticar".

Segundo ele, uma forma de exercitar o raciocínio sustentável é sempre pensar antes de comprar: "O que esse gasto vai produzir de bom?"

Se a conclusão for que a compra seria apenas um capricho, e não uma necessidade, por que não investir esse dinheiro de forma sustentável?

Ações de empresas responsáveis ou fundos de investimentos sustentáveis têm apresentado rentabilidade igual ou superior à média do mercado. "No entanto, é necessária uma visão de longo prazo, pois a tendência é de que esses investimentos tenham boa performance no futuro", finaliza.

Usuários do Facebook prometem fazer "suicídio coletivo" de seus perfis hoje

Usuários do Facebook prometem fazer "suicídio coletivo" de seus perfis hoje

Movimento protesta contra falta de privacidade de dados da rede virtual de relacionamentos

Apesar dos recentes esforços do criador do Facebook, Mark Zuckerberg, para apaziguar a ira despertada por questões de privacidade de dados, usuários revoltados prometem fazer hoje o dia de um "suicídio coletivo'' de seus perfis no site.

Até a tarde de ontem, o movimento "QuitFacebookDay'' (dia de sair do Facebook) congregava mais de 25 mil pessoas que prometiam abandonar a rede virtual de relacionamentos nesta segunda-feira. Em todo o mundo, são quase 500 milhões de usuários.

As duas últimas semanas foram possivelmente as de pior publicidade para a rede desde sua criação em 2004. Na semana passada, Zuckerberg apresentou ao Congresso americano as novas regras para privacidade de dados dos usuários do Facebook. Foi uma tentativa de dar mais opções de controle de divulgação de dados pelos usuários, após alterações que complicaram o processo.

O Facebook vem tornando há anos cada vez mais públicos os dados que registra dos seus usuários. Em dezembro último, chegou ao ponto de tornar informações básicas públicas a priori -quem não concordasse com isso teria que bloquear a divulgação por meio de um complicado sistema de opções.

A página do "QuitFacebookDay" argumenta que o Facebook não tem respeito por seus dado. O movimento diz que a decisão de sair não é fácil, mas que há opções:

—Se toda a população do Brasil pode usar o Orkut, cremos que há esperança para você achar um novo lar na rede— diz a página.

Fonte ZH Dinheiro, com agências

 

Nota do Blogueiro: eu caí fora neste domingo. Sobre o assunto, leiam a Revista Época desta semana,

que traz esta matéria como capa.

terça-feira, 25 de maio de 2010

Visto para os EUA ficará mais caro a partir de 4 de junho

Visto para os EUA ficará mais caro a partir de 4 de junho

Por: Equipe InfoMoney
25/05/10 - 10h26
InfoMoney


SÃO PAULO – Quem pretende viajar para os Estados Unidos deverá desembolsar uma quantia maior para solicitar o visto ao país. De acordo com comunicado emitido na segunda-feira (24) pela embaixada norte-americana no Brasil, a partir do dia 4 de junho, os valores das taxas irão variar de US$ 140 até US$ 350, conforme a categoria do viajante.

Segundo informações da Agência Brasil, o preço cobrado atualmente, de US$ 131, irá vigorar até o dia 3 de junho. Em janeiro de 2008 ocorreu o último reajuste.

Novas Taxas
Serão três categorias distintas, cujos preços foram atribuídos de maneira específica para cada uma delas. Os passageiros que estiverem inseridos nas categorias de negócios, turismo, trânsito, tripulantes, estudantes acadêmicos e de intercâmbio, além de representantes de meios de comunicação, arcarão com US$ 140, o menor valor.

Para as categorias de trainees e trabalhos temporários, funcionários que se transferem em uma mesma empresa, cidadãos estrangeiros considerado com habilidades extaordinárias, profissionais do entretenimento e que atuam em programas internacionais de intercâmbio cultural, assim como religiosos será cobrado o valor de US$ 150.

Entretanto, que pretende se casar em terras estrangeiras e, portanto, está noivo ou noiva de um norte-americano, desembolsará a maior quantia para o visto, US$ 350. Conforme aviso da embaixada, o interessado em obter o visto deve saber em qual categoria se insere, uma vez que não haverá reembolso.

Serviço
Para consultar tipos de vistos e taxas adicionais, a embaixada sugere buscar informações nos seguintes endereços eletrônicos: http://www.embaixadaamericana.org.br/index.php?action=materia&id=8422&submenu=consular.php&itemmenu=86.

Dia do Contribuinte não é de comemoração, mas de conscientização!

Por: Flávia Furlan Nunes
25/05/10 - 09h25
InfoMoney


SÃO PAULO – O dia 25 de maio ficou marcado como aquele em que se lembra uma realidade não tão animadora para os brasileiros. Isso porque é quando se comemora o Dia do Contribuinte. 

A data foi escolhida em 2006, ano em que os brasileiros trabalhavam até 25 de maio somente para pagar tributos, os quais representavam 39,72% do rendimento bruto do contribuinte. A data, então, era para se livrar das "amarras tributárias", marco de quando o cidadão passaria a trabalhar para ter rendimentos para ele mesmo.

Em 2010, por sua vez, este dia será 28 de maio, quando os brasileiros terão destinado 40,54% de seu rendimento bruto para arcar com impostos, taxas e contribuições da União, dos estados e dos municípios.

Serão 148 dias trabalhados para pagar tributos neste ano, acima de países como Espanha (137 dias), Estados Unidos (102 dias), Argentina (97 dias), Chile (92 dias) e México (91 dias). Mas será que o brasileiro tem consciência dessa realidade?

Celebração x conscientização
De acordo com o presidente da Abrapi (Associação Brasileira dos Contribuintes), José Henrique Santos, a data não é de celebração, mas de conscientização.

"O brasileiro não se preocupa com quanto ele paga de tributos. Ele deveria ter ciência disso, mas acaba esquecendo e deixando o assunto de lado", afirmou, completando que a carga tributária no Brasil é uma das mais altas do mundo, o que vira um problema, se levado em consideração que o contribuinte não tem um retorno eficiente em serviços prestados pelos governos.

Em países como Suécia e França, os contribuintes trabalham 185 dias e 149 dias, respectivamente, somente para pagar tributos, o que está acima do Brasil. Porém, há uma contrapartida para o desembolso dos cidadãos.

O presidente do IBPT (Instituto Brasileiro de Planejamento Tributário), João Eloi Olenike, disse que o brasileiro deveria lutar contra a alta carga tributária, mas isso não se vê. De acordo com ele, se considerado aquilo que o cidadão paga em tributos mais o que ele tem de desembolsar para fazer frente aos serviços que não são adequados, tem de trabalhar até setembro, e não maio.

Forma de tributação
Tanto o presidente da Abrapi quanto o do IBPT acreditam que a forma de tributação no Brasil é abusiva e poderia ser reduzida.

Um exemplo é que o governo conseguiu reduzir impostos durante a crise, sem prejudicar a economia e o orçamento da União. A explicação para isso é que, enquanto se abre mão de um imposto, o aumento do consumo provocado por isso faz gerar arrecadação de outros tipos de tributos. "É possível diminuir a carga e continuar com uma alta arrecadação", disse Olenike.

Ainda de acordo com ele, a carga tributária brasileira se baseia fortemente em impostos indiretos – cobrados sobre o consumo -, enquanto deveria focar em impostos diretos – cobrados sobre o patrimônio e a renda.

"Nós entendemos que o país precisava tributar patrimônio e renda e não os seus indícios. Assim, deixaria o cidadão construir seu patrimônio, para depois tributar", afirmou.

domingo, 23 de maio de 2010

Viagem à África do Sul durante a Copa: confira todos os cuidados a tomar!

Por: Flávia Furlan Nunes
19/05/10 - 18h35
InfoMoney


SÃO PAULO – Tem torcedor que faz de tudo para assistir às partidas da Copa do Mundo. Alguns não resistem e partem para o país-sede. Em 2010, na África do Sul, não poderia ser diferente. Mas, antes de arrumar as malas, é preciso prestar atenção a todos os detalhes da viagem, para não passar por aborrecimentos em meio a tantas possibilidades de diversão.

Quem viaja à África do Sul precisa apenas de passaporte, se for ficar no destino por um período de até 90 dias, seja para estudo, negócios ou turismo. Em caso de visto de estudo, o documento é exigido para viagens acima de 90 dias. As informações para consegui-lo estão disponíveis no portal da Embaixada da África do Sul no Brasil (www.africadosul.org.br).

O passaporte precisa ter vencimento de um mês após a data marcada para o retorno do brasileiro e deve estar com pelo menos duas páginas em branco. A Polícia Federal é responsável por emitir o passaporte e por renová-lo, em caso de vencimento. Pelo portal do órgão (www.dpf.gov.br), já é possível agendar o atendimento para requerer o documento.

Passaporte e visto em mãos, é hora de atentar à saúde. Quem for assistir aos jogos da Copa não fica imune da apresentação do CIV (Certificado Internacional da Vacina) contra a febre amarela, vacina que deve ser tomada pelo menos dez dias antes do embarque. Mais informações podem ser obtidas no portal da Anvisa e da embaixada do país.

No aeroporto
Alguns problemas costumam acontecer em aeroportos. Muitos deles geram muita dor de cabeça. Os brasileiros devem ter atenção redobrada neste ponto porque, a partir de 15 de junho, começam a valer novas regras para o transporte aéreo, período em que alguns turistas estarão em viagem para assistir às partidas do mundial.

Além de obrigar as empresas a prestar assistência e realocar os passageiros em período mais curto, nos casos de atrasos e cancelamentos de voos, e prever reembolso mais rápido do valor pago da passagem, as normas regulamentam o overbooking, que nada mais é do que a prática de venda de passagens além da capacidade da aeronave.

Para evitar esse tipo de situação, compre a passagem somente com fontes confiáveis e com antecedência. Chegue no aeroporto horas antes do embarque, para participar com tranquilidade de todo o procedimento e fique atento aos seus direitos, no caso da confirmação de algum imprevisto desagradável.

Por exemplo, entre as novas regras, quando o passageiro for preterido no embarque por overbooking, a empresa deverá oferecer compensações para que ele aceite embarcar em outros voos. Além disso, em caso de atraso do voo, está previsto o reembolso de acordo com o tempo de espera do passageiro.

No destino
De acordo com o Confidence Guide da África do Sul, há certo grau de violência nas cidades do país-sede, mas a maioria dos turistas vai e volta incólume. Os problemas estão concentrados em áreas pelas quais poucos turistas circulam. "No geral, brasileiros devem tomar as mesmas precauções que tomariam em outras cidades daqui".

Também por segurança, considere plastificar sua mala antes do voo, guardar grandes quantias e documentos (como o passaporte) no cofre do hotel onde estará e manter seus pertencer muito bem guardados no deslocamento para estádio e passeios.

Uma outra preocupação no destino deve ser com a forma de pagamento a ser usada. Confira abaixo quais são as opções:

  • Moeda em espécie e traveler check: sempre leve um pouco de dinheiro em espécie, que tem a facilidade de ser aceito em qualquer local, e também uma parte em traveler check. A dica é comprar com antecedência, para não deixar para última hora e ter de aceitar um câmbio alto.
  • Cartões de débito pré-pagos: permitem ao turista pagar despesas e fazer saques, na moeda local, em todo o mundo. A diferença é que o cartão é carregado, antecipadamente, em dólar, euro ou libra. Existe até mesmo a possibilidade de carregar em rands, a moeda da África do Sul. Ou seja, assim como na compra de moeda ou TC, a pessoa já pode programar, com antecedência, quanto terá disponível para gastar, sem se preocupar com as oscilações do câmbio.
  • Cartão de crédito: você pode usar seu cartão de crédito, desde que ele seja internacional, para fazer saques e pagamento de compras. Porém, são cobradas taxas que podem comprometer o orçamento. Além disso, o pagamento das contas é feito no dia de vencimento da fatura e o câmbio válido é o desta data. Por isso, a modalidade se torna arriscada.
  • Cartão de débito internacional: alguns bancos já emitem o cartão de débito, vinculado à conta do cliente na instituição financeira, que pode ser usado no exterior tanto para realização de compras quanto de saques.

quinta-feira, 20 de maio de 2010

Dificuldade financeira é maior causa da desistência de universitários

Por: Evelin Ribeiro
20/05/10 - 10h07
InfoMoney


SÃO PAULO – Muitos são os motivos que levam um universitário a desistir do curso e, mesmo com a recente queda nos preços das mensalidades pelo aumento na oferta de vagas nas faculdades particulares, a dificuldade financeira ainda é o maior deles.

Um estudo do Semesp (Sindicato das Entidades Mantenedoras de Estabelecimentos de Ensino Superior no Estado de São Paulo) mostrou que a taxa de evasão escolar nas faculdades da região metropolitana atingiu seu maior nível histórico entre 2007 e 2008: 24,21%.

O diretor executivo do Semesp e coordenador da pesquisa, Rodrigo Capelato, concorda que hoje as faculdades ficaram mais acessíveis com o aumento das bolsas, a redução da mensalidade e a maior facilidade em se obter financiamentos estudantis. "Porém, com isso, as instituições de ensino começaram a atingir alunos de classes menos favorecidas, especialmente as C e D. Infelizmente, para esses estudantes, qualquer problema na família, desemprego ou despesa extra é um grande complicador, o que acaba causando a evasão", explicou.

Ensino básico e inadequação
Para Capelato, há outros motivos importantes que levam à desistência. Entre eles, está o ensino básico de baixa qualidade. "É comum ver o aluno vir com uma formação muito defasada e naqueles cursos com aprofundamento maior em Matemática, por exemplo, acabam não conseguido continuar".

Levantamentos anteriores do Semesp confirma tal afirmação. Segundo Capelato, os cursos com maior índice de defasagem são Engenharia, Ciências da Computação e Sistemas de Informação, os quais se aprofundam bastante em disciplinas que envolvem Matemática. "Há até faculdades que dão cursos de nivelamento para recuperar a defasagem do ensino básico", afirmou.

Um terceiro fator, nem tão relacionado a classe C e D, é a própria característica da chamada Geração Y. Há uma dissonância muito grande entre o perfil inquieto e tecnológico dos jovens e o que as faculdades têm oferecido, na sala de aula, que continua a mesma. Isso, segundo Capelato, deixa o estudante desestimulado e leva muitos à desistência.

O quarto fator apontado por Capelato é a desinformação. "O aluno escolhe o curso que fica mais perto ou o que consegue pagar. Mas deixa de analisar o que realmente o curso vai possibilitar à sua vida e descobre que não tem nada a ver com ele", disse.

O dinheiro pesa
A tese de que a questão financeira é a que mais pesa é baseada no dado da evasão de alunos de instituições públicas, gratuitas, que foi de 13% no período analisado. Para Capelato, a diferença perante os 24% de evasão no Ensino Superior pago mostra que a dificuldade financeira representa pelo menos 10% ou 11% das desistências.

Para o especialista, o nível recorde de evasão não é uma tendência. Pelo contrário, há um grande esforço das instituições para minimizar suas principais causas. "Apenas na questão financeira as instituições privadas não têm muito o que fazer, pois elas vivem da mensalidade". Segundo ele, a resposta seria a ampliação do financiamento. "No Brasil, apenas 6% dos alunos possuem financiamento estudantil, enquanto a taxa nos Estados Unidos ultrapassa 50%. Não tem como evoluirmos nesse sentido, sem uma participação do governo", finalizou.

segunda-feira, 17 de maio de 2010

Os cinco principais golpes das mídias sociais

O homem é um ser social, e sites como o Twitter e Facebook se aproveitaram desse fato com enorme sucesso.

De acordo com a diretora operacional do Facebook, Sheryl Sandberg, o site atrai 175 milhões de usuários todos os dias.

Porém, toda essa popularidade tem também um lado negro. Os criadores de vírus e outros

criminosos on-line vão onde o lucro estiver, e isso inclui os populares sites de mídia social.

Para ajudá-lo a evitar um golpe ou uma infecção por vírus, criamos uma lista dos cinco principais golpes de mídia social.

 

Nº. 5: Correntes

Você provavelmente conhece essa modalidade: as temidas correntes estão de volta. Elas podem aparecer de diferentes formas, como "Retweet para que Bill Gates doe 5 milhões de dólares para instituições de caridade!" Mas espere aí, vamos pensar um pouco sobre isso. Bill Gates já faz muito por várias instituições de caridade. Por que ele esperaria por algo desse tipo para agir? Resposta: Ele não esperaria. Tanto a causa como a solicitação são falsas.

E por que alguém publicaria isso? Boa pergunta. Poderia ser algum engraçadinho procurando fazer piada ou um propagador de spam procurando "amigos" para que possa atacá-los mais tarde. Várias pessoas bem intencionadas repassam essas informações falsas para outros. Quebre a corrente e informe-os sobre a provável mentira.

Nº. 4: Roubo de dinheiro

A própria natureza dos sites de mídia social faz com que eles propiciem o contato permanente com nossos amigos e ainda facilitem o encontro de amigos novos. Mas o que sabemos de verdade sobre esses novos "amigos"? Aquele indivíduo com a foto atraente que acabou de se mostrar muito simpático com você - e que de repente precisa de dinheiro - é provavelmente um criminoso on-line em busca de dinheiro fácil. Pense duas vezes antes de agir. Aliás, essa recomendação vale também para as pessoas que você conhece.

Pense bem: você acaba de receber uma solicitação urgente de um de seus amigos verdadeiros, que "perdeu a carteira nas férias e precisa de dinheiro para voltar para casa". Você, sendo o amigo leal que é, envia o dinheiro imediatamente de acordo com as instruções do seu amigo. Porém, tem um problema: seu amigo nunca lhe enviou nenhuma solicitação. Ele inclusive nem está sabendo de nada. O computador do seu amigo, infectado com malware, roubou todos os seus contatos e enviou um e-mail falso a todos, esperando para ver quem morderia a isca.

Por isso, pense duas vezes antes de agir. Ligue para o seu amigo. Avise-o sobre a solicitação e confira se é mesmo verdadeira. Em seguida, verifique se o seu computador também não foi infectado.

Nº. 3: Cobranças ocultas

"Que personagem do STAR WARS você é? Descubra no nosso teste! Todos os seus amigos já fizeram o teste!" Ah, isso parece interessante, e assim você insere suas informações e número do celular, conforme instruções. Após alguns minutos, você recebe um torpedo. Aparentemente você está mais para Yoda do que para Darth Vader. Muito interessante, mas nem tanto quanto sua próxima conta do celular. Você acaba de, inadvertidamente, assinar um serviço mensal duvidoso que o cobrará $9,95 dólares por mês.

Como ficou claro, aquele serviço "gratuito e divertido" acabou não sendo nem um, nem outro. Fique atento a essas ciladas e vire o jogo. Elas se desenvolvem perfeitamente em sites de mídia social.

Nº. 2: Solicitações de phishing

"Alguém publicou essas fotos de você bêbado nesta festa animada! Dê uma olhada aqui!" Hein? Eu tenho que ver essas fotos! Você imediatamente clica no link, que o leva à sua página de login do Twitter ou Facebook. Lá você insere as informações da sua conta e... pronto! Um criminoso on-line agora tem o controle total da sua conta.

Como foi que isso aconteceu? Tanto o e-mail como a página de login eram falsos. Aquele link no qual você clicou o levou a uma página que apenas se assemelhava ao seu site de mídia social. Isso se chama phishing, e você acaba de ser fisgado. Para prevenir isso, verifique se a sua segurança na Internet inclui defesas antiphishing. Vários programas gratuitos não incluem essa proteção essencial.

Nº. 1: URLs ocultos

Fique atento para não clicar indiscriminadamente em URLs que tenham sido encurtadas. Você verá esses links em todo lugar no Twitter, mas nunca saberá onde estará indo, uma vez que o URL (em outras palavras, o endereço na Web) oculta a localização completa. Um clique nesses links pode direcioná-lo ao site que deseja acessar ou a outro site que poderá instalar vários tipos de malware no seu computador.

Os "encurtadores" de URLs podem ser muito úteis. Porém, fique atento às ciladas e certifique-se de ter proteção em tempo real contra spyware e vírus.

Conclusão: Todo site que atrair um grande número de visitantes atrairá também algum elemento criminoso.
 
O Norton Internet Security oferece a proteção abrangente de que você precisa para se defender contra todos esses perigos. Com ele, você pode navegar com confiança

sábado, 15 de maio de 2010

O jornalismo muda, o leitor precisa segui-lo


O Estado de S.Paulo – Internacional – 12/05/2010 – Pág. A14

Por Brent Cunningham & Alan C. Miller

Conforme se tornam cada vez mais fluidas as fronteiras que separam notícia e entretenimento, opinião e fato, profissional e amador, todas as semanas somos confrontados com um novo capítulo no debate a respeito daquilo que define o "jornalista" e o "jornalismo". Como definir James O"Keefe? Trata-se de um cineasta ativista, um partidário provocador ou um repórter investigativo?

Será que o furo de reportagem do National Inquirer sobre o filho bastardo de John Edwards merecia o Prêmio Pulitzer? O que significa entregar o Prêmio George Polk, um dos principais do jornalismo, àqueles que colocaram na internet um vídeo feito com celular mostrando uma jovem morrendo durante protestos no Irã?

Nossa cultura de notícias e informação nunca foi tão rica e tão democrática; qualquer pessoa que disponha de uma conexão à internet pode contribuir com o debate público. Mas uma nova pesquisa realizada pelo Projeto Vida Americana e Internet, do Centro de Pesquisas Pew, e pelo Projeto pela Excelência no Jornalismo deixa claro: os EUA tornaram-se um país de consumidores superficiais das notícias cujo "relacionamento com o noticiário está se tornando portátil, personalizado e participativo".

Enquanto o conceito de "jornalismo" é ampliado para incluir cidadãos com câmeras em seus celulares, o serviço de microblogs Twitter e as ferramentas de mídia social como o Facebook, alguns dos avanços que fazem dessa nova realidade midiática algo tão repleto em termos potenciais também a tornam excessivamente carregada. A mesma pesquisa do Centro Pew descobriu que 70% dos entrevistados sentem-se sobrecarregados pela quantidade de notícias e informações de diferentes fontes, e 72% deles disseram acreditar que a maioria das fontes de notícias é parcial.

A tradicional hierarquia dos noticiários foi subvertida. Com as notícias sendo exibidas lado a lado com itens suspeitos e muito parecidos com notícias, vindos de uma variedade de fontes, como poderemos saber em quem confiar? Como distinguir da propaganda, da desinformação e da informação crua a informação digna de credibilidade?

Engajamento. Há a necessidade de distinções. As informações não são criadas de forma igual e é fundamental para a saúde de nossa democracia que as pessoas tenham a capacidade de discernir aquilo que é confiável - e compreender por que essa distinção é fundamental. Isto é especialmente importante para a próxima geração de consumidores de notícias, que passará um tempo ainda maior acessando (e criando e transmitindo) entretenimento e informação por meio de uma gama cada vez maior de sofisticados dispositivos digitais, sem ter recebido as ferramentas para distinguir entre fato e ficção - e nem aprendido o significado da necessidade de fazer essa distinção.

Um estudo recente realizado pela Fundação Família Kaiser descobriu que crianças e adolescentes com idades entre 8 e 18 anos passam em média 7 horas e 38 minutos diários conectados a alguma forma de mídia de entretenimento - um aumento de 20% nos últimos 5 anos. Descobriu também que "o uso de todos os tipos de mídia aumentou nos últimos dez anos, com exceção da leitura" - e a leitura, é claro, inclui jornais e revistas.

Alguns jovens consideram o Google sua principal fonte de informação, apesar da capacidade de acessar os ricos fluxos de informação e notícias com a digitação de umas poucas teclas. Este estudo amplia os resultados obtidos em 2007 pelo Centro Joan Shorenstein para a Imprensa, a Política e as Medidas Públicas, de Harvard, segundo os quais muitos adolescentes e jovens adultos estão "mal preparados para processar as principais notícias com as quais se deparam".

Mas um recém-criado movimento começou a enfrentar esse desafio. O Centro de Alfabetização Jornalística, curso de alfabetização voltado para a compreensão de noticiários oferecido pela Universidade Stony Brook, de Long Island, e o Projeto de Alfabetização Jornalística estão conferindo aos alunos as habilidades necessárias para avaliar a confiabilidade e a credibilidade das notícias em todos seus formatos. Mas a alfabetização jornalística não é amplamente ensinada nas escolas americanas, e o foco nos exames e testes padronizados levou a uma tendência de exclusão dos cursos "cívicos" ou que lidam com "temas atuais". Precisamos de um esforço nacional para criar um conjunto informado e engajado de cidadãos da era digital.

O Plano de Banda Larga Nacional da Comissão Federal de Comunicações dos EUA, divulgado no mês passado, oferece uma importante oportunidade para melhorar a alfabetização jornalística de milhões de estudantes. O plano, incluído no pacote de estímulo de US$ 787 bilhões do ano passado, é uma iniciativa há muito necessária para reforçar nossa infraestrutura digital por meio da oferta de acesso à internet via banda larga para todo o país.

Mas, assim que a infraestrutura seja instalada e a informação possa fluir, como as pessoas farão uso destes recursos? Os dias do consumo passivo das notícias são coisa do passado, quando todos sintonizavam o noticiário noturno. Hoje em dia, os cidadãos precisam pensar como jornalistas porque desempenham cada vez mais o papel de zeladores da informação, tanto ao criar e publicar conteúdo original na rede quanto ao retransmitir notícias e informações criadas por outros.

Oportunidade. Para a mídia profissional, melhorar a alfabetização jornalística é uma oportunidade de construir um público leitor para o jornalismo que serve a interesses públicos. Aproximadamente 75 jornalistas aposentados e na ativa participaram das aulas do Projeto de Alfabetização Jornalística, partilhando suas experiências e respondendo perguntas a respeito do jornalismo de qualidade. Catorze organizações jornalísticas participam do projeto. Incentivamos outros veículos de comunicação a patrocinar a alfabetização jornalística e encontrar maneiras de envolver-se com o projeto.

Sustentar o jornalismo sério na era digital é um tema aberto a muitos debates e experimentos, a maioria deles concentrada no produto - a extremidade da oferta na equação da informação. Mas não haverá solução sem a demanda proveniente de cidadãos que compreendam e valorizem o jornalismo de qualidade. / TRADUÇÃO DE AUGUSTO CALIL

BRENT CUNNINGHAM É EDITOR EXECUTIVO DA COLUMBIA JOURNALISM REVIEW ALAN C. MILLER É DIRETOR EXECUTIVO DO PROJETO DE ALFABETIZAÇÃO JORNALÍSTICA

terça-feira, 11 de maio de 2010

Brasileiro não sabe quanto paga de imposto

Fonte: O Liberal Online |  Data: 9/5/2010

O brasileiro pode não perceber, mas paga cerca de 55% de imposto na compra de uma máquina de lavar roupa e desembolsa mais 32,25% pelo sabão em pó. O simples ato de acender uma luz já representa transferência de 39,25% do valor pago para os cofres do governo. E o sonho da casa própria chega a custar quase o dobro por causa das mais variadas taxas e impostos que são cobrados no valor final.
A falta de informação do contribuinte aparece numa pesquisa encomendada pela Federação das Indústrias do Estado de São Paulo (Fiesp) ao instituto Ipsos. Foram entrevistadas mil pessoas em 70 cidades espalhadas pelo Brasil. Os resultados não chegaram a surpreender a Fiesp. A sondagem mostrou que a maioria da população tem conhecimento de que paga impostos sobre produtos de consumo doméstico. No entanto, não faz a menor ideia de quanto paga de tributos sobre cada mercadoria ou serviço. Não se trata de mero descaso.
O consumidor desconhece o tamanho da "mordida" porque a cobrança do Leão é feita de forma indireta e disfarçada. O valor dos chamados tributos invisíveis, que representam mais de 40% da carga tributária no País, já vem embutido no preço final das mercadorias."Não podemos culpar o cidadão de ignorância nem de falta de atenção, porque não contam para ele quanto cobram de imposto", diz o diretor do departamento de pesquisas e estudos econômicos da Fiesp, Paulo Francini. Para ele, o sistema fere o conceito de cidadania. "Só pode reclamar pelos seus direitos quem tem consciência dos deveres que está praticando", diz. As informações são do jornal O Estado de S. Paulo.

quinta-feira, 6 de maio de 2010

Do jeitinho que o povo gosta - Texto imperdível

Das aulas sobre História brasileira, deveríamos ter aprendido com mais atenção aquela que diz respeito ao fato de que o Estado foi criado antes da constituição de uma sociedade civil.

Relembrando, à época da colonização não houve resistência local ao modelo e projeto do Estado português. Depois do fracasso das capitanias hereditárias, o governo português inventou os governadores-gerais. E, com eles, a burocracia.

Há registros históricos sobre o desembarque de nobres, funcionários públicos, soldados e criminosos (réus e degredados). Aliás, quase todos solteiros e interessados em grana fácil. Não houve a imigração de famílias, ou por motivação religiosa, como na América do Norte.

Pois resultou uma estrutura estatal forte, organizada, centralizadora e burocrática. Que não encontrou resistência civil. Consequentemente, nossa incipiente sociedade de então se adaptou a esta estrutura estatal.

Segundo o ilustre gaúcho de Vacaria, advogado e historiador Raimundo Faoro (1925-2003), a responsabilidade pelo nosso subdesenvolvimento é do aparelhamento burocrático, herdeiro da administração colonial portuguesa.

Trata-se do domínio de uma casta de altos funcionários aliada ao patronato político cujos interesses comuns formam uma associação parasitária.

Juntos compõem uma rede que, espalhada pelo país, extrai dele tudo o que pode (leia Os Donos do Poder, 1958). Repito, a sociedade submissa se adapta!

Consequentemente, o fruto principal dessa deformação histórica e dessa adaptação social é o "jeitinho brasileiro".

Com o passar do tempo, lei e ordem passaram a significar pouco, ou quase nada, em nosso comportamento social. Fraudes, falsificações, desrespeito a contratos, entre outros exemplos, são atitudes que não sofrem imputação ou reprovação moral.

Assim, não surpreendem a corrupção disseminada e os sucessivos escândalos políticos e comerciais. Não faltam notícias e episódios diários que relacionam a conduta do brasileiro ao famoso estigma de "querer levar vantagem em tudo".

Seguidamente, repercute o expressivo número de fraudes relacionadas à distribuição e utilização do programa Bolsa-Família. Valores insignificantes. Mas não o suficiente para inibir a tentação e o oportunismo.

Inúmeras dessas fraudes são praticadas por autoridades, a exemplo de vereadores, lideranças políticas, funcionários municipais, em conluio com pessoas do povo e da própria comunidade.

Esses delitos comportamentais, ainda que de menor valor ou consequência social, não deixam de traduzir uma índole suspeita. Uma carência de perspectiva ética balizadora.

Em verdade, estamos a merecer, como povo e sociedade, um apurado estudo de caráter sociológico/psicológico, de modo a revelar, ou complementar, teorias sobre o caráter do povo, sobre a natureza (a)ética do brasileiro.

Autocontestação: ou, então, não é nada disto acima descrito, e sim, simplesmente, falta de educação, repressão, punição e cadeia!

De qualquer modo, possível e infelizmente, estudos e atitudes que nos levarão a desagradáveis constatações e conclusões.

* Astor Wartchow, Advogado - Artigo publicado no Jornal Zero Hora de 04/05/2010.

segunda-feira, 3 de maio de 2010

Inventário em Vida

            * Telmo Silveira

        

            Um dos momentos mais importantes em uma família é a sucessão. Mas, em nossa cultura, ainda prevalece a tendência à resolução da herança somente após a morte, sendo o assunto um tabu, apesar dos prováveis conflitos e custos que este hábito representa.

 

            Mas já não são poucas as famílias que vêm optanto por uma forma de Planejamento Sucessório com vistas a preservar seu patrimônio e até expandi-lo, além de evitar as tradicionais disputas e burocracias com o inventário post mortem.

 

            São comuns as confusões entre os herdeiros em relação à herança, bens, direitos e dívidas. Para evitar o que geralmente acarreta alto custo emocional e financeiro, alguns passos e decisões precisam ser dados ainda em vida.

 

            Em primeiro lugar, é preciso iniciar um diálogo familiar e organizar as finanças, contabilizando bens, direitos e eventuais dívidas, bem como seguros e outros direitos mais específicos.

 

            A partir daí, uma série de medidas administrativas e legais precisam ser dadas com o assessoramento de um profissional de confiança, onde o sigilo e a transparência estejam muito bem determinados.

 

            A alternativa mais prática e pouco onerosa para os imóveis é a doação com reserva de usufruto e cláusula de inalienabilidade (impenhorabilidade e incomunicabilidade). Dessa forma fica garantido o uso total em vida, sem os riscos de prejuízo posterior como penhora indesejada ou divisão do bem com terceiros (genro ou nora, por exemplo).

 

            É importante, também, que as contas bancárias possam ser movimentadas por um herdeiro ou administrador da herança, sendo os saldos repartidos conforme vontade manifestada em vida.

 

A conversa familiar é o método mais simples para iniciar e conduzir um processo sucessório.

            É preciso abandonar a inércia e os medos tradicionais e dar vazão a iniciativas racionais e práticas. É realmente necessário planejar a sucessão para preservar os bens conquistados ao longo dos anos e garantir a execução rápida e segura da última vontade, não repassando-se aos herdeiros problemas e confusões, ao contrário, liberando-os dos custos e da burocracia de um inventário judicial e das corriqueiras intrigas emocionais. É importante ter em mente que o inventário judicial custa duas vezes mais do que a sucessão feita em vida.

 

É racional, inteligente e econômico pensar sem preconceito na execução do planejamento sucessório. Quem mais sairá ganhando com esta decisão é o patrimônio familiar e a saúde emocional das futuras gerações.

Além dos honorários de um profissional habilitado, mais em conta do que em um inventário judicial, incide também o ITCD, em média de 4% sobre o valor dos imóveis, e emolumentos de aproximadamente 0,4% sobre o bem doado devido ao Tabelionato e também 0,4% ao Registro de Imóveis, totalizando, a execução da sucessão em vida, em média, de 6% a 8% do valor do patrimônio.

 

Se levada a inventário, incidem custas judiciais de 2,5%, avaliador 1,5% e honorários advocatícios de 6% a 10%, mais impostos totalizando não menos do que 16%, além da obrigatória intervenção da Receita Federal que é sempre burocrática e inconveniente.

 

Portanto, nada melhor para satisfazer a mais legítima vontade em relação aos bens que serão deixados aos sucessores do que tomar as providências em vida.

 

* Advogado na área de Patrimônio e Sucessões, Planejador Financeiro Pessoal.