sábado, 27 de fevereiro de 2010

Maior parte dos brasileiros diz que dinheiro não é o melhor sinal de sucesso

Por: Gladys Ferraz Magalhães
26/02/10 - 08h00
InfoMoney

SÃO PAULO – Você acredita que o dinheiro é o melhor sinal de sucesso de uma pessoa? Se a sua resposta é não, você faz parte dos 52% de brasileiros que discordam de tal ideia, segundo revela pesquisa da Reuters conduzida pela Ipsos em 23 países.

De acordo com o estudo, o número de brasileiros que concordam com a ideia acima não é tão pequeno assim: são 48%, cinco pontos percentuais acima da média mundial, de 43%.

Dentre os países que mais acreditam que o dinheiro é o melhor expoente do sucesso de alguém, estão China (69%), Coreia do Sul (69%), Índia (67%), Japão (63%) e Turquia (61%). Na contramão, encontram-se canadenses (73% discordam), mexicanos (72% de discordantes), suecos (72%), holandeses (71%) e argentinos (70%).

Perfil
Ainda segundo o levantamento, dentre os homens e as mulheres que não acreditam que o dinheiro é o maior medidor de sucesso de alguém, o maior percentual é delas: 60% contra 53% deles.

Por idade, as pessoas mais velhas, com idades acima de 55 anos, são as que menos possuem tal crença, com 65%, frente aos 60% dos que têm entre 35 e 54 anos e 52% daqueles com menos de 35 anos.

No que diz respeito à faixa de renda, os percentuais de discordantes

quarta-feira, 24 de fevereiro de 2010

Em cinco minutos diários, é possível promover qualidade de vida no trabalho

Por: Karla Santana Mamona
23/02/10 - 16h00
InfoMoney

SÃO PAULO – Cada vez mais profissionais almejam ter uma melhor qualidade de vida, já que é comum que as pessoas trabalhem em ritmo frenético e estressante, extinguindo o tempo para se dedicar à família, aos amigos e às atividades de lazer.

"Muitas vezes, em função do excesso de atividades que temos que desenvolver no ambiente de trabalho, as inúmeras reuniões, o excesso de toques no computador, a má-postura, a corrida para nos alimentarmos em apenas 15 minutos, sem falar nas pressões do chefe, do cliente, entre outros, nos levam a perder a tão famosa qualidade de vida, que tanto almejamos", afirmou a vice-presidente da ABQV (Associação Brasileira de Qualidade de Vida), Cecília Shibuya.

Em apenas cinco minutos
Cecília explicou que é muito importante saber equilibrar o lado pessoal e profissional. Ela destacou dicas que podem ser feitas em apenas cinco minutos que ajudam a aliviar o estresse diário e promovem a qualidade de vida. Confira:

  • Pare e faça uma pausa;
  • Respire fundo e solte o ar devagar;
  • Fique em pé e se movimente um pouco:
  • Se for possível, vá até o banheiro, lave o rosto e molhe a nuca;
  • Ingira líquidos. A hidratação é muito importante;
  • Se espreguice. Faça movimentos com as pernas e os braços, levando a articular o sangue;
  • No calor, coloque vestimentas leves;
  • Se tiver uma bolinha anti-estresse, faça movimentos com as mãos e com os pés;

Dedicar mais tempo
É indicado também que os profissionais comecem a dedicar algum tempo do dia a si mesmos. Essa mudança de comportamento deve ser gradativa e cotidiana.

"Se, ao invés de levantar correndo, a pessoa passar a se espreguiçar antes de pular da cama, já estressada, vai se sentir melhor. Se passar a dormir mais e dedicar mais tempo a alguma atividade que lhe dê prazer, com certeza constatará que estará rendendo mais no final do dia", disse Cecília.

Cecília afirmou ainda que pessoas que têm melhor qualidade de vida são mais produtivas e ficam mais tempo trabalhando nas empresas, ao contrário dos profissionais mais sobrecarregados, que, além dos problemas de saúde, podem trazer prejuízos para a empresa e para a própria família.

segunda-feira, 22 de fevereiro de 2010

Fim do horário de verão: adaptação acontece em dois a três dias; veja dicas

Por: Karla Santana Mamona
22/02/10 - 16h10
InfoMoney

SÃO PAULO – O horário de verão, que acontece desde 1985 no Brasil, terminou no sábado (20), mas muitas pessoas não se acostumam facilmente com a mudança para o horário normal e apresentam sintomas como dores de cabeça, mau humor, alteração do apetite, entre outras.

Segundo o neurologista do Hospital Nossa Senhora das Graças, Cleverson de Macedo Gracia, os principais sintomas de dificuldade de adaptação ao novo horário são insônia, sonolência diurna, cansaço, fraqueza muscular, distúrbios estomacais, confusão mental, irritabilidade e queda da imunidade. "Esses sintomas só são significativos em caso de mais de dois fusos horários, isto é, com variação do horário em duas ou mais horas. Em caso de uma hora, os sintomas tendem a resolver rapidamente em dois a três dias", explicou Gracia.

Para quem tiver dificuldade na adaptação, o neurologista aconselhou que a pessoa tire um cochilo acima de 45 minutos, quando possível, ingira alimentos com cafeína e faça exercícios físicos regularmente.

Relógio biológico
De acordo com o neurologista, a dificuldade em adaptação ao horário de verão e ao término é devida ao nosso organismo, que tem ciclo cicardiano, que é o período de 24 horas, e é influenciado diretamente pela luz solar. O médico afirmou ainda que a adaptação ao horário de verão é mais difícil do que ao término dele.

"As mudanças para leste são piores do que para o oeste, isto é, quando você adianta o relógio é pior de que quando você atrasa. A razão disso é que nós estamos mais propensos a ficar mais tempo acordado à noite do que ter de acordar mais cedo no dia seguinte. Como se fosse a favor e contra o relógio biológico", finalizou.

sexta-feira, 19 de fevereiro de 2010

Vai casar? Analise o lado legal e financeiro na hora de abrir uma conta conjunta

Por: Flávia Furlan Nunes
19/02/10 - 10h15
InfoMoney

SÃO PAULO – Depois de um tempo de namoro, é chegada a hora de dizer "sim". Porém, além de decidir sobre questões da cerimônia de casamento, saiba que este é o momento de pensar nas finanças do casal. Dentre aquilo que deve ser analisado, está se será aberta uma conta conjunta ou se cada um manterá a sua própria conta-corrente.

De acordo com a consultora financeira Eliana Bussinger, a decisão deve ser tomada por ambos, porém ela indica que o casal mantenha contas separadas. "Minha impressão é de que quem está casando é adulto e precisa ter responsabilidade, inclusive pelo seu próprio dinheiro. Isso preserva a individualidade e a independência da pessoa, o que evita muita briga", destacou.

Quando a conta é conjunta, ela explica que, muitas vezes, acontece de a pessoa ter de dar explicações para o parceiro sobre todo o gasto que é realizado, inclusive os pequenos, e "falar de gasto desgasta a relação", usando as palavras da consultora.

Isso sem contar que, segundo ela, os opostos normalmente se atraem, o que significa que não é difícil encontrar uma pessoa que gasta bastante com uma que seja pão-dura. "A pessoa, inconscientemente, vai querer trazer equilíbrio para a sua personalidade e se atrai pelo oposto", explicou.

De olho nas finanças
Já que, no banco, o dinheiro está separado, como deve ser feito o pagamento das contas domésticas? Eliana disse defender o modelo em que as contas são divididas pelo casal proporcionalmente aos ganhos de cada um. Quem ganha mais paga mais. "É um contrato que precisa ser revisto", afirmou, como no caso de um aumento salarial recebido por uma das partes, o que deve mudar a divisão das contas.

Quando o casal planeja algo de longo prazo, como a compra de um imóvel, de um carro ou fazer uma viagem mais cara, a consultora indica que se faça uma conta conjunta, também depositando mês a mês uma quantidade de dinheiro proporcional ao salário que é ganho por cada um. Nesta situação, é sempre bom analisar qual o banco que oferece as melhores condições.

Ainda em relação à conta conjunta, para quem fizer essa opção, Eliana disse que existe a vantagem de taxas de juros mais baratas na tomada de crédito e tarifas mais em conta, uma vez que o montante de dinheiro na conta é maior, o que é visto com bons olhos pelas instituições financeiras.

O lado legal
Ainda pode ser cedo para pensar nisso, mas, no caso de divórcio, ter uma conta conjunta torna a divisão de bens mais fácil ou mais difícil? De acordo com a advogada especialista em Direito Civil, de Família e Sucessão, Ivone Zeger, isso depende do regime em que o casamento foi consumado.

Na comunhão total, todo o bem do casal, mesmo se adquirido antes do casamento, deve ser dividido. "Mesmo que o valor tenha sido resultado de trabalho individual, que os depósitos tenham sido individuais e se houve herança ou doação, tudo o que está na conta conjunta deve ser dividido meio a meio", explicou.

E não adianta nada tentar tirar o dinheiro para comprar um bem ou guardar em outro local para não dividir, pois as instituições financeiras concedem extratos que mostram qual era o saldo antes do divórcio e a pessoa que gastar o dinheiro terá de ressarcir a outra.

No caso da comunhão parcial, todos os bens adquiridos antes do casamento não se comunicam com o outro cônjuge. "Se abriu conta depois do casamento, seja individual ou conjunta, o dinheiro vai ser dividido entre os dois".

O regime de separação total de bens determina que cada cônjuge conserve a propriedade de seus bens particulares presentes e futuros e, assim, em caso de separação, cada um fica com o próprio patrimônio. Se há conta conjunta, dificilmente se consegue provar que os recursos eram de apenas uma das partes, então, eles acabam sendo divididos, mas pode acontecer que alguém consiga provar e tenha direito a todo o dinheiro. Por isso, de acordo com a advogada, não faz sentido casar em separação de bens e criar uma conta conjunta.

Em caso de união estável, se o casal não firmar um contrato de convivência, valem as regras da comunhão parcial de bens.

Vale ressaltar que, após a edição do Novo Código Civil, em 2002, tornou-se possível a mudança do regime de casamento. "Porém, é bom destacar que tem de entrar na Justiça com uma boa razão, com embasamento, porque o juiz analisará se o outro cônjuge está protegido", explicou Ivone, que ainda disse que o tempo do processo é do trâmite de uma ação.

Um olhar antropológico das redes sociais

O especialista em Análise de Redes Organizacionais, Ignacio García, fala sobre a evolução cultural da sociedade em rede

O ano de 2009 nos deixou uma contundente certeza: queiramos ou não, estamos em rede como nunca antes na nossa evolução cultural (por evolução entenda-se aqui o "processo de mudança" e não necessariamente o "progresso" no sentido linear). 

Tudo indica que tal processo irá se intensificar nos próximos anos, continuando a dar forma ao que o filósofo Manuel Castells definiu como a "Sociedade em Rede". E nesta nova era do conhecimento e da sociedade em rede, o Brasil conta com traços culturais de sociabilidade que se manifestam na rápida adoção das TICs (Tecnologias da Informação e Comunicação), o que o coloca numa situação privilegiada de competitividade global. 

Todavia, junto com esta certeza, vem várias outras incertezas que geram, especialmente no meio empresarial, uma grande ansiedade sobre como se adaptar às mudanças de características vertiginosas, orgânicas (não mecânicas) e auto-organizadas (não impostas pela hierarquia).
É por isso que 2009 foi o ano no qual as organizações brasileiras se voltaram massivamente às chamadas "mídias sociais", compreendendo que, querendo ou não, já estão na sociedade em rede.

Junto com o empoderamento de um consumidor cada vez mais conectado, antenado e criador de conteúdo e, com as novas características dos cidadãos da denominada geração Y, os limites classificatórios se tornam cada vez mais difusos, nos levando a compreensão de que tudo está interligado.

Dissipação de limites entre a organização empresarial e seus stakeholders (aonde começa e termina cada uma?) e entre o mundo on-line e off-line como espaço de experiência e relacionamento, são exemplos que impactarão cada vez mais a maneira de como se pensa e se pratica a comunicação empresarial.

Nesta vertente, as organizações que se comportarem de maneira "retardatária" na compreensão e adoção de novas tecnologias e conceitos de comunicação empresarial, poderão sofrer as conseqüências de quem entra tarde no jogo, podendo se auto-excluir do emaranhado entrançado sócio-cultural contemporâneo.

Com as certezas e incertezas herdadas do ano que passou, nossa proposta para o ano que começa é contribuir na compreensão e ação da comunicação empresarial no seu sentido mais amplo, a partir de uma ótica antropológica das redes sociais que lhe dão vida. Comecemos, então, pela pré-história das redes sociais.

A pré-história das redes sociais

Junto com a crescente popularidade do conceito de "redes sociais" (vinculado ao mundo virtual ou online), cresce a esperança de uma sociedade mais integrada e horizontal, muitas vezes descrita por metáforas organicistas e provenientes da teoria da complexidade. No entanto, é preciso compreender que o conceito de rede não implica necessariamente algo positivo per se, já que a rede é um meio e não um fim em si mesma, e a valorização da rede é algo relativo aos atores que a compõem. 

O conceito de rede social tampouco é algo novo (mas sim ganha novas características na sua versão virtual ou on-line), já que, como mostraremos a seguir, a interligação entre indivíduos é inerente ao gênero humano. Durante mais de 99% do tempo transcorrido desde a aparição dos primeiros indivíduos do gênero Homo – há aproximadamente dois milhões de anos AC -, nossos antepassados já se organizavam socialmente em pequenas comunidades do tipo caçadoras- recolectoras, nômades, com pouca divisão do trabalho e primando a interação cara-a-cara e a tomada de decisão coletiva e guiada pelo consenso.

Ou seja, mais de 99% da nossa existência na Terra vivemos em pequenas redes sociais de topografia (forma) horizontais e clusterizadas em pequenos grupos pouco conectados entre si.
No tempo restante (menos de 1%), importantes mudanças aconteceram - o que não significa que o período anterior fosse estático. De maneira muito resumida, podemos dizer que tais mudanças, particularmente tecnológicas, afetaram o tamanho e hábitos das comunidades e, subsequentemente, ampliaram os limites do mundo, o que levou a uma posterior sub-limitação geopolítica em Estados-Nação.

Nos últimos vinte anos (irrisórios 0,001%) a aparição da Web 1.0 e posteriormente da Web 2.0 possibilitou, como nunca antes, a interação entre indivíduos diversos e fisicamente distantes, tornando o mundo significativamente mais enxuto (ao menos em termos comunicacionais e em referência aqueles incluídos digitalmente). Este fascinante processo reaviva o conceito de "comunidade" inerente ao nosso gênero. Comunidades formais e, sobretudo, informais que se constituem a partir de atributos em comum, mas desta vez também existem na forma virtual ou on-line, dialogando em tempo real no seu interior e entre elas.

Acreditamos que uma nova história de relacionamentos mais horizontais e auto-organizados está começando e pode beneficiar-se à luz da compreensão da natureza humana, caracterizada, entre outros aspectos, pela necessidade da comunicação informal além das estruturas formais (como é o caso das empresas).

Em suma, este é o momento propício para olhar a comunicação empresarial como uma grande e complexa rede de indivíduos que interagem além dos limites das estruturas formais e físicas e dos canais tradicionais de comunicação. Desvendar e gerenciar as comunidades de afinidade que se criam e existem dentro e fora das organizações deve ser uma prioridade estratégica da gestão em geral e da comunicação empresarial em particular. 

Ignacio García (Antropólogo Organizacional, especialista em Análise de Redes Organizacionais e CEO da Tree Branding Consulting). www.treebranding.com / Ignacio@treebranidng.com

HSM Online
19/02/2010

quinta-feira, 18 de fevereiro de 2010

Brasileiro com renda entre cinco e dez mínimos é o mais satisfeito com a vida

Por: Flávia Furlan Nunes
18/02/10 - 12h11
InfoMoney
SÃO PAULO – Brasileiros com renda familiar entre cinco e dez salários mínimos são os mais satisfeitos com a vida que levam, revelou uma pesquisa realizada pelo Ibope Inteligência, a pedido do Diário do Comércio, com mais de 2 mil pessoas neste mês.

De acordo com os dados, 87% dos brasileiros nesta faixa de renda familiar estão no mínimo satisfeitos com a vida que levam, proporção maior do que a da população que ganha mais do que dez salários mínimos, na qual 83% estão no mínimo satisfeitos.

A proporção vai para 85% entre a população que ganha entre dois e cinco salários mínimos como renda familiar, para 79% entre os brasileiros que recebem entre um e dois salários mínimos e para 72% entre aqueles com renda até um mínimo.

Perfil dos satisfeitos
Quando analisado o sexo, os dados mostram que os homens estão mais felizes com a vida que levam, com 83% que responderam estar muito ou apenas satisfeitos. Entre as mulheres, a proporção cai para 78%.

Em relação à idade, a população entre 16 e 24 anos, entre 30 e 39 anos e entre 40 e 49 anos apresenta o mesmo número de pessoas no mínimo satisfeitas com a vida que levam, em uma proporção de 82%. Aquelas entre 25 e 29 anos estão menos satisfeitas, com 76% que deram essa resposta, bem como aquelas com 50 anos ou mais (79%).

Pessoas com Ensino Superior são as mais satisfeitas (86%), enquanto aquelas com até a 4ª série e com Ensino Médio são as menos satisfeitas, com 79% de respostas cada grupo.

Os brasileiros mais felizes com a vida que levam estão no Sudeste, onde 82% das pessoas disseram estar satisfeitas ou muito satisfeitas, ante 80% no Norte/Centro-Oeste e no Nordeste e 79% no Sul.

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O perfil do vendedor de futuro: o comunicador de valor dá lugar ao criador de valor

O atual consumidor demanda profissionais que criem valor ao invés de meros comunicadores de valor

Tradicionalmente o vendedor sempre foi encarado como um agente cujo principal propósito era o de comunicar valor. Essa missão era típica de um contexto onde a organização vendedora tinha um poder de barganha maior perante a um cliente que, além de não ter muitas opções para atender suas necessidades, era muito mal informado. Em um ambiente onde a demanda é maior que a oferta, quem dá as cartas é quem está na ponta da venda e não é requerida uma sofisticação maior do processo comercial.

Atualmente essa dinâmica não é a mesma e isso, por si só, já não justifica o vendedor como comunicador de valor. Qual a utilidade de um agente com esse perfil já que o cliente encontra as informações que necessita a um clique?

Já em meados da década de 90, a Dell deu mostras das tendências desse processo ao realizar a substituição da presença física do vendedor pela automação do processo de compras de computadores pessoais. Até então o modelo utilizado pelo setor era o da venda do produto por meio de lojas especializadas e cadeias de varejo, onde sempre havia a presença do vendedor fisicamente. A Dell implantou o modelo de vendas à distância, fortemente baseado na Web, onde o cliente, se desejasse, poderia realizar todo processo de compra de forma autônoma, sem falar com um único representante da empresa.

A adoção desse modelo representou uma importante ruptura no modelo de negócios do segmento e rapidamente a empresa avançou na época no campo de empresas tradicionais do setor, como IBM e HP. A lógica por trás dessa bem sucedida estratégia é que o agente que não agrega valor é facilmente substituído por outro mais barato - neste caso representado pela tecnologia. A solução para essa dinâmica é nos prepararmos – e a nossa equipe - para uma migração da posição de comunicadores de valor para criadores de valor.

Assim a abordagem comercial (quarta fase do processo comercial orientado para o valor) deve ter como referência clara essa perspectiva: o vendedor como criador de valor ao cliente. Nessa posição o profissional é um agente que orquestra as demandas do cliente (provenientes de um diagnóstico apurado) com as potencialidades da organização que representa. Esse alinhamento é tangebilizado no desenho adequado de sua proposta de valor que deve ser apresentada ao cliente de forma clara. Com isso, todo o valor apresentado deve ser efetivamente percebido (lembre-se que aquilo que o cliente não percebe ele simplesmente ignora).

Essa é a visão moderna do papel do vendedor no ambiente organizacional. Tenho insistido que existe uma oportunidade – e uma demanda – para o profissional de vendas que tem um perfil muito mais alinhado a visão do gestor de negócios em detrimento do estereótipo clássico do vendedor tradicional. Para atingir esse objetivo é requerido que esse profissional adote uma série de competências complementares às tradicionais.

Em meu livro, "Vendas 3.0", no capítulo "O perfil do supervendedor do século XXI", me dedico a explorar essas competências que sumarizo a seguir:

Conhecimento da oferta
Pode parecer uma obviedade, mas é incrível como ainda nos deparamos com vendedores que não têm pleno conhecimento da oferta que comercializam. Essa habilidade é um pressuposto básico para o vendedor de sucesso e ponto.

Construção de relacionamentos
Construir valor com o cliente requer um nível de abertura importante no relacionamento entre as partes. Só assim o cliente ficará a vontade para discorrer sobre suas demandas e problemas sem insegurança. Confiança é a base para a construção de relacionamento com o cliente.

Capacidade de comunicação
Como um dos desafios que se coloca é mostrar de forma clara todo o valor desenvolvido para o cliente é imperativo que o profissional de vendas consiga articular adequadamente sua argumentação de vendas de forma estruturada e segura.

Orientação para resultados
Desconheço um vendedor excepcional que não se caracteriza pela busca incessante de resultados melhores. Em geral essa orientação é tão forte nestes profissionais que a busca pelo atingimento da meta não é sua principal motivação. A superação de seus próprios limites é o que mais lhe motiva.

Atitude empreendedora
Uma das características do ofício de vendedor é sua solidão. Ter uma atitude empreendedora significa a competência de atuar autonomamente, de forma proativa e buscando sempre a auto motivação com vistas a superar todas as adversidades que se colocam no dia a dia.

Você pode encarar esse leque de competências e imaginar que estou me referindo a um super-homem. É inegável que desenvolver essa série de competências se configura em um desafio dos mais complexos. Porém, não podemos nos abster dessa busca, pois as demandas corporativas só tendem a se acentuar. Uma das chaves para essa busca é a capacitação constante. Todo profissional – e isso não se restringe ao de vendas – deve ter uma atitude orientada a busca do conhecimento como uma constante em sua carreira. A boa notícia é que os benefícios provenientes desse comportamento serão perenes e lhe garantirão uma vantagem competitiva expressiva no mercado.

HSM - 18/02/2010, por Sandro Magaldi (diretor comercial da HSM do Brasil, Professor da ESPM e autor do livro Vendas 3.0 - Uma nova visão para crescer na era das ideias. Visite seu blog: www.sandromagaldi.com.br)

Em busca da independência financeira!

Um dos pontos mais interessantes do blog AmigoRico.org, ultimamente, vem sendo a troca de idéias entre os visitantes do blog. Pois bem, o leitor Eduardo Weber enviou um excelente texto, que publico a seguir.

Pedi ao Eduardo que descrevesse a experiência dele, ao que ele me respondeu: "Primeiramente, que bom que você gostou do meu artigo, fico muito feliz. Segundo, sobre mim, vou lhe passar algumas informações para você colocar junto com o artigo.

Bem, eu tenho 27 anos e atualmente trabalho com criação de cães da raça bulldog inglês e compro e vendo imóveis. Normalmente eu compro imóveis penhorados ou hipotecados, da mesma maneira que Robert 'Toru' Kiyosaki. Comecei trabalhando na compra e venda de carros e desenvolvendo softwares e scripts para sites, com o tempo consegui entrar no ramo de imóveis e hoje possuo um portifolio bem interessante. Consegui com bastante esforço atingir minha independência financeira com 24 anos, hoje trabalho para aumentar meu portifolio de imóveis e para aumentar minha renda passiva mensal."

Eduardo conta a seguir 7 dicas para ganhar dinheiro e se tornar um ótimo investidor fundamentadas na experiência prática dele em busca da independência financeira.

Aproveitem! E, desde já, agradeço ao Eduardo, em nome de todos os membros do AmigoRico.org, pela contribuição.

"Esse artigo tem o objetivo de explicar algumas definições importantes para todos que tem o objetivo e o desejo de ganhar dinheiro e se tornar uma pessoa rica. São definições simples e que estão simplificadas de maneira a serem uma introdução que merece futuras explicações mais completas e detalhadas.

1. A definição de Ativos e Passivos

É muito importante o entendimento dessa definição, pois esta lhe ajudará a entender e visualizar mais facilmente possibilidades de ganho de dinheiro. Uma definição que gosto de utilizar é: ATIVOS são tudo aquilo que colocam dinheiro no seu bolso e PASSIVOS são tudo aquilo que tiram dinheiro do seu bolso. Um exemplo simples dessa definição seria: se você comprar um imóvel e alugá-lo, ele lhe dará uma renda mensal, sendo então um ativo. Porém se, ao invés de alugar o seu imóvel, você for morar neste imóvel ele se tornará  um passivo, pois ao invés de uma renda você terá várias despesas, como, por exemplo, água, luz, condomínio, IPTU, etc. Isso é apenas um exemplo para você entender que é melhor você aplicar seu dinheiro em algo que lhe gere uma renda ao invés de uma despesa.

2. Invista dinheiro naquilo que você tenha controle

Muitas pessoas acreditam que investir dinheiro é pegar todas as suas economias e colocá-las no banco, porém investir dinheiro não significa colocar dinheiro no banco unicamente, pois quem mais ganha com o seu dinheiro não é você, mas sim o banco. Neste exemplo de investimento que muitas pessoas seguem, elas estão deixando de ganhar muito mais do que realmente poderiam ganhar e dando a possibilidade uma instituição obter esses lucros. Imagine só: você aplica na poupança 1 mil reais e então você recebe de juros ao mês cerca de 0,5% ou seja você recebe em torno de 5 reais por mês de lucro, enquanto o banco empresta esse mesmo dinheiro (o seu dinheiro) em diversos tipos de financiamentos e empréstimos e chegam a ganhar até 12% ou mais por mês, ou seja 120 reais por mês. Neste exemplo, quem está ganhando mais, você ou o banco?  Agora, por que o banco ganha mais? Simples, por que eles administram seus investimentos.

Se você administrar o seu dinheiro e os seus investimentos você não acredita que investindo 1 mil reais você não ganharia muito mais do que 5 reais ou até mesmo 120 reais por mês? Eu acredito que sim.

3. Aplique seu dinheiro em investimentos de curto e longo prazo

Se você tiver uma fazenda e investir em um pomar de maçã ou laranjas e não tiver em sua fazenda uma horta para plantar outras frutas, verduras, além de ter algumas galinhas e vacas, você não terá como sobreviver até o seu pomar começar a dar seus frutos. A mesma coisa você deve considerar em seus investimentos, se você tiver um pomar, ou seja, investimentos de longo prazo, você só colherá seus frutos dentro de alguns anos. Já se você tiver juntamente com o seu pomar uma horta e alguns animais, ou seja, investimentos de curto e médio prazo, você ganhará seus lucros dentro de uma mesma semana, quinzena, mês ou ano.

4. Reaplicar seus lucros

Um grande segredo dos ricos é que eles reaplicam a maior parte dos seus lucros nos mesmos investimentos onde eles já têm dinheiro aplicado e em novos tipos de investimentos. Um exemplo, se você for a uma fábrica de sapatos e comprar um par de sapatos por 30 reais e vender esse par por 60 reais, o que você faria: você sairia correndo para uma loja de móveis e daria esse valor de entrada na compra de uma TV ou pegaria o seu lucro e voltaria na fábrica de sapatos para comprar 2 pares de sapatos?

Se você comprar 2 pares de sapato, você estaria reinvestindo seu dinheiro no mesmo tipo de negócio, mas se você utilizar uma parte do seu lucro para adquirir meias para oferece aos seus clientes quando você for vender seus sapato você estará reaplicando seus lucros em outro tipo de negócio.

5. Seu emprego não deve ser a sua única fonte de renda

Muitas pessoas cometem esse pequeno erro, acreditam que o seu emprego é e deve ser sua única fonte se renda. Agora eu pergunto, e se acontecer alguma eventualidade? E se você ficar doente e não puder trabalhar? De onde você tirará fundos para sustentar você e sua família? Das suas economias?

Trate o seu emprego como seu financiador de investimentos, use o dinheiro de seu salário para financiar suas atividades extras empregatícias. Tenha em mente que a melhor aposentadoria que você pode ter são os juros e rendimentos que você tem dos seus próprios investimentos. Seja uma pessoa multifuncional, não se limite apenas ao seu emprego ou atividade.

6. Em toda necessidade existe uma oportunidade

Você deve estar pensando: Entendi tudo até agora, mas onde eu devo investir meu dinheiro?

Bem, a maioria das pessoas acredita que não é capaz de investir seu próprio dinheiro e que deve existir alguma fórmula mágica na qual você a aplica em sua vida e então você fica rico. Primeiro, todos são capazes de investir seu próprio dinheiro e alcançar lucros. Segundo, não existe uma fórmula mágica, mas sim uma lei: em toda a necessidade existe uma oportunidade. Todas as pessoas compartilham das mesmas necessidades, comer é uma delas, pense bem agora, quantos negócios e empresas você conhece que trabalham com essa necessidade? Com certeza, muitas.

Existem infinitas necessidades e conseqüentemente infinitas oportunidades. Cabe a você agora pensar em uma necessidade na qual você possa investir o seu dinheiro. Uma sugestão: invista naquilo que você já tenha algum conhecimento ou afinidade.

7. Não pense que você não pode ter alguma coisa mas sim o que você tem que fazer para obtê-la

Quando você tem o interesse em adquirir alguma coisa, mas você não possui o dinheiro para isso não fique desanimado e deixe seu desejo de lado. Essa é a reação mais comum: esquecer os seus desejos e se acomodar a idéia de você não pode ter ou fazer alguma coisa. Na verdade esse é o tipo de mentalidade oposta da que você deve possuir, não aceite a situação e coloque a sua mente para trabalhar. Não pare de pensar quando você concluir que não pode ter alguma coisa, mas comece a pensar em tudo aquilo que você terá que fazer para possuí-la. A sua mente é a sua única arma, use-a ao seu favor. Se você tem o desejo de se tornar uma pessoa rica, não fique desanimado e pensando que você não pode ser, mas pense em tudo o que você terá que fazer para alcançar esse status. Não fique esperando o dinheiro que você deseja ter cair do céu no seu colo, arregace as mangas e comece a agir. Você tem a capacidade para isso, na verdade todos têm, mas são poucos que conseguem atingir esse status, pois são poucos que possuem a mente ligada na riqueza. Tenha a sua mente ligada na riqueza e você se tornará rico ou tenha a mente ligada na pobreza e você ficará podre. Só depende de você, dos seus pensamentos e ações. "

Texto escrito por Eduardo Weber, leitor do AmigoRico.org. Caso você tenha um texto interessante sobre independência financeira e investimentos

quarta-feira, 17 de fevereiro de 2010

Quem opera na bolsa não está isento da declaração do IR

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Fonte: Jornal Brasil Econômico - Qui, 11 de Fevereiro de 2010 19:46
Qui, 11 de Fevereiro de 2010 19:46

 

A Receita Federal divulgou dia 10, instrução normativa sobre a declaração do Imposto de Renda Pessoa Física 2010, ano base 2009.

Segundo a norma, precisa fazer a declaração o contribuinte que teve rendimentos tributáveis superiores a R$ 17.215,08 no ano (ou R$ 1.434,59 mensais). Mas engana-se quem pensa que todos os que tiveram renda inferior a este valor escapam da famosa trabalheira. Os investidores, por exemplo, precisam ficar atentos.

"Para quem fez operações na bolsa, permanece a obrigatoriedade de fazer a declaração, mesmo que a renda tributável do ano tenha ficado abaixo do limite de isenção", explica o coordenador editorial da consultoria IOB, Edino Garcia.

Atenção, portanto, aos prazos da Receita. A entrega das declarações começa em 1º de março e vai até 30 de abril.

O ideal é começar cedo para evitar correria na última hora. Os investimentos compõem o patrimônio do contribuinte, então o saldo em cada tipo - poupança, fundos, Certificados de Depósito Bancário (CDBs), ações ou debêntures, entre outros - ao fim de 2009 deve ser informado.

No caso das aplicações mais comumente feitas nas agências bancárias, como fundos ou CDBs, o procedimento não passa de copiar na declaração os valores informados no extrato anual enviado pelo próprio banco.

Já quem compra ações tem mais de trabalho. "As corretoras também emitem extratos, específicos para a declaração, com o saldo em ações mantido pelo investidor. Quem opera com mais de uma corretora, precisará juntar os dados de cada uma", destaca o instrutor Márcio Rodrigues, da consultoria especializada em educação financeira InvestEducar.
Imposto mensal
Ainda mais importante que o saldo em ações é, na visão de Rodrigues, informar corretamente os dados sobre a tributação já paga ao longo dos meses do ano passado.

É bom lembrar que cabe ao próprio investidor apurar e efetuar o pagamento, mês a mês, do Imposto de Renda devido sobre os lucros dos negócios com ações.

A alíquota incidente sobre o lucro líquido de cada venda é de 15% nas operações comuns no mercado à vista e de 20% nos day-trades (compra e venda no mesmo dia). Mas só é preciso pagá-lo se o volume de vendas superar R$ 20 mil no mês.

Como o imposto já deve ser pago ao longo do ano, na declaração anual apenas são informados os ganhos líquidos obtidos na bolsa, além do valor desembolsado com a tributação, mês a mês, explica Garcia.

"É o tipo de informação que o contribuinte pode buscar nos Darfs (Documento de Arrecadação de Receitas Federais, por meio do qual se faz o pagamento do imposto) passados", diz.
Preencher corretamente esses campos é fundamental para evitar problemas com a Receita. "São informações fundamentais para justificar, por exemplo, variações grandes no patrimônio, ocorridas por conta da venda de ações com forte valorização", lembra Rodrigues.

O consultor do Centro de Orientação Fiscal (Cenofisco) Lázaro Rosa da Silva destaca que a divergência entre a informação das instituições financeiras e do contribuinte tende a levá-lo para a malha fina.

"Recomendo guardar extratos, recibos de compra e venda e toda documentação que o contribuinte possa usar para provar os dados informados."

quinta-feira, 11 de fevereiro de 2010

Consultor em Governança Familiar alerta para a necessidade de preservar a entidade "Família" nos negócios

Consultor em Governança Familiar alerta para a necessidade de preservar a entidade "Família" nos negócios

Famílias empresárias muitas vezes dedicam tamanha atenção à gestão, manutenção e crescimento do patrimônio, que provocam custos familiares irreversíveis. São almoços de domingo regados a negócios, abandonando-se a celebração da família em si. Qualquer assunto acaba puxando nova discussão dos negócios desagradando, inclusive, um parente que está ali apenas para curtir a família.

A mistura entre sucessão patrimonial (inexorável e com regras legais) e sucessão na gestão das empresas, embaralhamento entre remuneração pelos trabalhos prestados e sucessão patrimonial formam mais um elemento de desconforto nas relações. É corriqueiro o privilégio ao descendente que está na gestão dos negócios.

Nesse caso, o adequado é que ele seja respeitado e remunerado como um executivo (e bem remunerado), pois em sua posição acaba tornando-se um "empregado" dos demais membros da família e como tal é cobrado a qualquer momento, mesmo nos mais inadequados. Contudo, isso não faz com que ele tenha mais direito do que os demais herdeiros em relação ao patrimônio.

Tudo isso sem falar em um dos mais perniciosos comportamentos, a diferenciação dos herdeiros desde a infância, provocando mágoas profundas e que dificilmente serão dissolvidas. São sentimentos que certamente surgirão quando os alvos desses acontecimentos passarem da condição de irmãos para sócios. O desprezo, a desatenção, o favorecimento deste ou daquele são extremamente nocivos à delicada trama que interliga os elementos de uma família.  

Alguns empresários têm como filosofia a "Administração por Conflito", seja com executivos ou com familiares que trabalham na empresa. O objetivo é tirar o máximo de todos pelo embate, apostando fichas na ideia de que as pessoas funcionam melhor sob pressão. Com o passar do tempo colecionam vitórias e derrotas, como todos nós. Mas, o preço quando se trata de familiares é a deterioração das relações, corroídas pela rotina do enfrentamento.

Enquanto os ventos sopram favoráveis para os negócios da família, esses conflitos ficam abafados, encobertos pelos benefícios da riqueza e dividendos robustos (isso funciona como um Lexotan). Quando o negócio começa a degringolar ou no momento em que alguém manifesta seu desconforto com determinada situação, os ressentimentos aparecem. E não adianta, depois de 20, 30 anos de indiferença, e privilégios querer reconstruir algo que foi desconstruído ao longo do tempo, falta o alicerce!

Não há como um patriarca, no fim da vida, querer reparar todos os erros do passado, fazendo com que os filhos se entendam depois de uma conversa recheada de boas intenções, se o que foi semeado ao longo dos anos foi apenas a discórdia, a competição e o conseqüente desenvolvimento de mágoas e rancores. Essa reversão só acontece nos romances, ou em situações extraordinárias pela ocorrência de fato chocante e de extrema gravidade, onde o universo de cada um e das relações emocionais vira de ponta cabeça.

Na vida real, quando a essência da cizânia foi nutrida por anos, o máximo que se pode conseguir na solução dos conflitos são acordos patrimoniais, recompensas que abrandam os enfrentamentos, mas não recuperam laços familiares sinceros, pois eles foram rompidos, desgastados ou nunca foram semeados.

Vale refletirmos:
. Estamos dando atenção adequada aos negócios e à familia?
. Estamos sendo bem sucedidos nos negócios?
. Estamos dando a transparência necessária aos acionistas e herdeiros?
. Estamos semeando o amor e companheirismo dentro da família?
. Estamos confortáveis com o que estamos construindo, olhando a longo prazo?
Lembre-se: "a Família é o berço de tudo".

Por Carlos Alberto Gramani (Consultor em Governança Familiar e Family Office. Com redação de Tânia Galluzzi, jornalista)

HSM Online
10/02/2010

PRINCÍPIOS BÁSICOS DAS FINANÇAS PESSOAIS

 Prezado amigo.  Se você acha importante saber mais sobre Planejamento Financeiro Pessoal, vale a pena ler esta pequena introdução ao assunto.

 

O Planejamento Financeiro Pessoal é a forma de administrar as finanças pessoais com o objetivo de obter a independência financeira com a realização material e garantia do futuro (aposentadoria tranqüila).

 

O primeiríssimo passo é saber bem ao certo a sua receita. A fórmula ideal é somar todos os rendimentos dos últimos três anos e dividir por 36 (meses).  Este valor será a sua receita mensal.
 
Em seguida, some o seu custo fixo mensal. Veja a lista sugestiva ao final, que deve ser adaptada a cada pessoa ou família. 
 
Além do custo fixo mensal, toda pessoa ou família tem as despesas obrigatórias variáveis, ou seja, as que não são possíveis eliminar, mas passíveis de redução, como supermercado e lazer.
 
Por último, na classificação das despesas, temos as despesas não obrigatórias fixas, como assinatura de revistas, clubes, TV à cabo, cuidados pessoais.   
 
É importante salientar que a classificação das despesas varia de acordo com o padrão de vida de cada um. É preciso acrescentar, ainda, no custo fixo mensal, as despesas anuais com impostos (IR, IPTU, IPVA) e outras maiores, dividindo-as por doze.
 
Dentro deste quadro, o recomendável é não ter o custo fixo superior a 50% da receita, reservando-se 20% para investimento e poupança. Para as despesas variáveis e não obrigatórias fixas sobrariam 30%.

 

Claro que este cenário é irreal para as condições econômicas da maioria das famílias brasileiras. Mas é preciso ter um ideal a perseguir e este é o sugerido pelos economistas mais experientes no assunto.
 
Mas duas regras não podem ser desprezadas: um mínimo de 10% dos rendimentos para a poupança e a não obtenção de empréstimos que resultem em parcelas superiores a 30% da receita mensal.

 

Isto já seria ótimo.
 
Resumindo, são três as Regras de Ouro das Finanças Pessoais:
 
1)      Não gastar mais do que seus rendimentos;
2)      Não investir mal o seu dinheiro (comprar casa na praia, automóvel muito caro);
3)      Conseguir economizar e viver bem.
 
 
Posteriormente, vou informar bons livros e páginas da internet sobre este fascinante assunto, um pouco esquecido em nossa cultura: a educação sobre as finanças pessoais.

 

Mas sempre é tempo, especialmente se pensarmos nas crianças, cada vez mais atraídas pelo consumo exagerado.  
 
Uma grande feriado de carnaval, com descanso ou folia, enredado de paz, saúde, alegria e amizade. Ah, e dinheirinho no bolso!
 
Telmo Silveira
Planejador Financeiro Pessoal
 
 
CUSTO FIXO MENSAL
 
Bancos & Cartões - Tarifas
Escola e cursos
Moradia - Celular
Moradia - Telefone Fixo
Moradia - Conta de Energia Elétrica
Moradia - Conta de Gás
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Moradia - Internet
Moradia - TV por assinatura
Moradia - IPTU
Automóvel - Gasolina
Automóvel - Seguro e manutenção
Automóvel - IPVA e licenciamento
Previdência Privada
Plano de Saúde
Supermercado
Farmácia
Jornais e Revistas

10 DICAS PARA A QUALIDADE TOTAL DE VIDA

A qualidade de nossas vidas não depende somente de quanto dinheiro nós temos no banco ou quantos carros possuímos. A verdadeira qualidade de vida pode ser medida pela nossa saúde e bem-estar físico e emocional, pelos nossos pensamentos e relacionamentos, por nossa auto-estima e principalmente pelo grau de espiritualidade que alcançamos na vida.

 

1º HARMONIZE SEU LAR

Abra portas e janelas e comece uma limpeza. Inicie pelo guarda-roupa e armários, tire tudo e só guarde o que está realmente precisando. O resto elimine da melhor forma que encontrar (doando, vendendo etc.). Faça isso em todas as dependências da casa ou escritório. Lembre-se, só fica o necessário! Roupas e objetos que estão sem uso perdem a função vital, bloqueando o fluxo de energia do meio ambiente. A falta desta energia ou a energia parada adoece a casa, você e sua família. Faça isso periodicamente.

2º COMA BEM

Respeite os momentos das refeições. Preste atenção no que está fazendo. Não assista TV e nem marque negócios para esta hora. Evite falar sobre problemas. Acalme-se, olhe para o seu prato e lembre-se: o que está ingerindo irá para o interior das suas células e será parte de você, tanto física como mentalmente. Seu corpo é 100% natural, uma alimentação artificial é incompatível com a sua natureza. Evite também alimentos de base animal, pois eles levam uma vida inteira sendo maltratados, principalmente no momento do abate. Todas estas emoções como o medo, o desespero, a tristeza, ficam em forma de energia negativa impregnadas nas carnes que você está ingerindo.

3º PRESTE ATENÇÃO EM VOCÊ

Perceba os seus pensamentos. Ao longo do dia você tem milhares de pensamentos negativos e positivos. Você não é os seus pensamentos, mas eles têm uma enorme força sobre a sua vida. Se você tem mais pensamentos negativos, isto demonstra que você é uma pessoa negativa, sua vida vai mal e as pessoas e situações que você atrai também estão na mesma freqüência de negatividade. Você pode mudar a sua vida mudando a qualidade de seus pensamentos. Quanto aos negativos, você não poderá eliminá-los, mas poderá tirar as suas forças, cultivando os positivos e os elevados. Quando você presta atenção no que está pensando, já tem maior autocontrole sobre a energia mental e conseqüentemente sobre sua vida. Procure ler frases de afirmações positivas. Mas o melhor de tudo é aprender a conversar com DEUS.

4º TENHA OBJETIVOS

Tenha objetivos materiais e espirituais. Busque sempre melhorar a sua condição financeira, planeje comprar bens, faça investimentos, realize viagens e busque tudo que você tiver vontade, mas lembre-se: nunca dependa destas conquistas para viver emocionalmente bem. Elas não podem garantir isto! O verdadeiro Bem-Estar só é alcançado através dos objetivos espirituais. Vá a conquista de ser uma pessoa mais paciente, bondosa, serena, confiável e amiga, aberta, sincera e simples, mas humilde e principalmente uma pessoa que tenha fé e confiança na vida. Estes objetivos e só estes objetivos podem garantir o equilíbrio, a satisfação e a razão de viver.

5º FAÇA EXERCÍCIOS

Escolha um exercício que lhe agrade, caminhar e nadar são os mais recomendados. Os exercícios estimulam o fluxo de energia vital, gerando além de um melhor condicionamento físico, uma ótima sensação de bem-estar. A prática de exercícios bioenergéticos como a yoga, o tai ch'i chuan, a dança do ventre entre outros, é fundamental para o equilíbrio do corpo e da mente. O mais difícil é tomar a decisão de começar. Mas depois de 21 dias de exercício ou prática o cérebro registra como um hábito e tudo fica mais fácil.

6º UTILIZE SEUS TALENTOS

Você tem dons e talentos. Descubra quais são eles e comece a colocar em prática. A saúde física e emocional depende muito destes talentos. Pessoas que não utilizam esta energia criativa, bloqueiam o seu fluxo energético e adoecem física e emocionalmente. Canalize seus talentos com o propósito de melhorar a vida das pessoas. Este é um excelente caminho para encontrar equilíbrio e crescimento em sua vida.

7º MEDITE, MEDITE E MEDITE

É a medicina do corpo e da mente mais poderosa do mundo. Além de terapêutica é a melhor ferramenta para o crescimento pessoal e espiritual. Preste muita atenção: aprendendo a meditar você descobre a diferença do que é ou não importante para sua vida, com isto se torna uma pessoa mais segura e objetiva. Com a meditação você cura seu corpo, melhora a memória e concentração, desperta a intuição e a percepção. Você se torna uma pessoa mais disposta e produtiva, mais agradável e serena. A forma de meditar é muito particular de cada pessoa. Existem muitas técnicas e rituais. Cada um deve praticar da maneira que se sentir melhor. Procure um livro, um curso ou um mestre, mas procure, pois a meditação vai melhorar muito a sua vida.

8º ACEITE A VIDA

Pare já de reclamar. Volte sua mente para o que a vida oferece de bom. Aceite viver neste planeta azul, e curta esta viagem da melhor maneira possível. Lembre-se que ela tem fim, então faça bom proveito. Ajude pessoas, seja sincero e alegre.

Aceite sua casa e seus bens. Aceite as pessoas como elas são e principalmente se aceite como você é, seu corpo, sua personalidade. Mas aceitar não significa se acomodar com os problemas e dificuldades da vida. Devemos buscar a força para mudar o que podemos mudar, e a aceitação para o que não se pode.

9º VISITE A NATUREZA

Coloque está meta em sua vida. Pelo menos uma vez por mês, faça uma visita a mãe natureza. Ela tem o poder de purificar as suas células e acalmar o seu espírito. O mar neutraliza as energias negativas e recarrega campo eletromagnético (aura), as cachoeiras ativam a vida celular e também energizam a aura, além de hidratar a pele e cabelo. O verde ativa o processo interior de autocura, tanto física como emocional.

Não se esqueça, você é parte da natureza e deve estar em harmonia com ela se quiser manter ou recuperar a qualidade de sua vida.

10º CONVERSE COM DEUS

Os gregos evitavam dizer o nome de Deus, pois achavam seu vocabulário muito limitado para expressar a grandeza Dele. Então todas as vezes que tinham que falar sobre Deus usavam a expressão o TODO.

Aprenda estar em sintonia com o TODO que está ao seu redor e principalmente dentro do seu coração. A melhor forma? Fica a seu critério, o importante é desejar que isto aconteça.

Autor: Marcelo de Almeida -  Todos os Direitos Reservados - Site: http://www.marcelodealmeida.com.br

terça-feira, 9 de fevereiro de 2010

Os 10 mandamentos do Leão: dicas para evitar problemas ao declarar o IR

Preparar a Declaração de Ajuste Anual não é das tarefas mais agradáveis, mas nem por isso precisa ser considerada um bicho de sete cabeças.

Para tornar a tarefa menos complicada, a diretora de conteúdo e especialista em Imposto de Renda da Fiscosoft, Juliana Ono, fez uma lista com 10 dicas sobre a declaração, envolvendo documentos necessários, cuidados com o preenchimento, modelos, prazos e novidades. Confira:

Os 10 mandamentos do Leão
  1. Estar de posse de todos os comprovantes
    Estes documentos possuem informações importantes e necessárias para o preenchimento da declaração.

  2. Saber como funciona o programa gerador da Declaração
    É importante saber o que deve ser incluído em cada campo, para evitar equívocos que podem levar à malha fina.

  3. Cuidado na hora de digitar os dados
    Erros de digitação envolvendo valores e documentos são os mais comuns e podem fazer a declaração ficar retida.

  4. Confirmar se as férias vendidas em 2008 constam no campo de rendimentos isentos
    No comprovante de rendimentos, o empregador deve ter informado o valor do abono pecuniário de férias (10 dias de férias vendidas durante o ano 2008) no campo de rendimentos isentos. Se seu comprovante de rendimentos não está assim, é preciso contatar o empregador e pedir retificação não só do comprovante, como também da Dirf enviada em fevereiro.

  5. Informar na declaração apenas deduções de despesas amparadas por documentos que comprovem o gasto
    Vale atentar também às deduções permitidas e aos limites de cada uma delas.

  6. Informar todos os rendimentos recebidos
    É importante, inclusive, lembrar da obrigatoriedade de informar também os dos dependentes relacionados na declaração.

  7. Pedir ajuda especializada
    Saber o que pode e deve ser informado em cada campo exige um pouco mais de conhecimento.

  8. Testar diversas formas de declarar
    Um pequeno planejamento tributário, comparando os modelos completo e simplificado da declaração, facilita a escolha da forma mais benéfica de declarar.

  9. Analisar a variação do patrimônio
    É importante verificar se a variação ocorrida no ano é compatível com os rendimentos recebidos, informados na declaração.

  10. Não deixar para a última hora
    O quanto antes a declaração for preenchida, menores as chances de erro e de atraso no envio, que pode levar ao pagamento de multa (valor mínimo de R$ 165,74).

DICAS EM VENDAS DO CONSULTOR DA SEMANA

4 dicas para o pós-treinamento

Por José Teofilo Neto

Um treinamento ajuda muito, mas por si só não resolve, pois mudar posturas vai muito além. É necessário acompanhar a aplicação dos conhecimentos trazidos pelo treinamento. Mudar dói, principalmente para aquele que se acostumou a apresentar desculpas em vez de bons resultados. Por isso, cada gestor deve entrevistar seu subordinado que participou do treinamento e perguntar:
  1. Quais foram as lições mais valiosas vistas?
  2. O que você fará agora de diferente em seu trabalho?
  3. Quando você implantará as mudanças? Quais recursos necessitará?
  4. O que deve ser melhorado nos outros setores da empresa sob risco de afetar o desempenho de sua área?
Ações que demandam acertos com outras áreas devem ser submetidas a um "conselho" de gestores para reunir todas as propostas e consolidar num único documento aquilo que deve ser feito, estabelecendo prioridades, atribuições e formas de prestação de contas sobre a evolução de cada ação.

José Teofilo Neto atua focando o trabalho em equipe, planejamento, renovação organizacional e treinamento corporativo.
 
Entre em contato com ele pelo e-mail: teofilo@comunicacaodireta.com.br.
 
 

domingo, 7 de fevereiro de 2010

Sobre o Tempo

Sobre o Tempo

Planejamento 2010: qual a melhor forma de tributação

por Nina Alves | Financial Web

22/01/2010 Para especialista, estratégia reduz custos e torna a empresa mais competitivas no mercado

Mudança nas leis, alterações de regras contábeis, aumento na fiscalização. O ano de 2010 mal começou e já trouxe muitas dores de cabeça para os CFOs e sua equipe. Para amenizar o impacto de tantas alterações nas operações, o diretor da Rede Nacional de Contabilidade (RNC), Marcos Apostolo, aconselha muito planejamento tributário.

"Essa estratégia precisa ser feita desde a elaboração do contrato social da companhia. Com o novo Código Civil, por exemplo, as empresas podem distribuir lucro aos funcionários mensalmente, independentemente da participação de cada um no capital da empresa. Sobre remuneração de capital não incide Imposto de Renda nem INSS", explicou Apostolo.

Em um País no qual existem mais de cem mil leis, reduzir a carga tributária torna a empresa mais competitiva, segundo o especialista, pois torna as operações mais baratas e, os preços, mais atraentes para o mercado. "É preciso constituir uma equipe qualificada, que conheça a legislação e saiba utilizá-la em benefício da companhia", disse.

Escolher o regime de tributação é um dos primeiros passos para um planejamento eficiente. "Cada um deles traz vantagens para determinados setores, ou pode ser prejudicial em outros. Por isso, o executivo deve estar ciente das características do modelo que melhor se enquadra na atividade da corporação", ressaltou.

Na ponta do lápis

Para as organizações que utilizam muita mão-de-obra, o regime do Simples Nacional é o mais ideal, pois reduz significativamente os encargos sociais. "Um empresa de pequeno porte pode economizar cerca de R$ 40 mil", estimou Apostolo. O diretor alerta, porém, que nem todo ramo econômico pode participar do SuperSimples.

Já para companhias de alto faturamento, mas baixa margem de lucro líquido, na casa de 8%, o melhor modelo é o de Lucro Real. "Esse é o caso de atacadistas, varejistas e distribuidoras. Para elas, é melhor tributar o lucro, e não as vendas", afirmou.

Outra forma de reduzir a mordida do leão é fazer uma análise dos juros sobre o capital. "Muitas empresas não sabem, mas é possível abater o capital investido do imposto, corrigindo-o de acordo com tabelas disponibilizadas pela Receita. Isso gera despesa, que pode ser subtraída do lucro real, diminuindo o montante a pagar", destacou.

Quando a margem de lucro é alta, porém, o melhor a fazer é optar pelo Lucro Presumido, cuja tributação incide pelo faturamento. "Um bom exemplo para esse modelo são as empresas do ramo de serviços, como TI", analisou.

Praga, sonho de consumo de turista

Praga, sonho de consumo de turista

sábado, 6 de fevereiro de 2010

Lidere a si mesmo, antes de pretender liderar os outros!

21/01/2010 - Cabeça de Líder - Cesar Souza
Lidere a si mesmo, antes de pretender liderar os outros

Lembra quando você está angustiado por que não consegue integrar os membros da sua equipe e alcançar os resultados desejados? Ou quando não consegue obter de outro departamento o que ficou combinado e sua área está prejudicada?  Quando seu filho parece andar fazendo tudo para lhe contrariar ? E, ainda por cima, você não está conseguindo equilibrar sua vida profissional com a tão sonhada qualidade de vida?

O que está em questão é a sua competência como líder. Mas quando se pensa em Liderança, a maioria da literatura e dos programas de treinamento parte do princípio que temos de nos capacitar para liderar ...  os outros!  Ensina-se a como comandar os outros, como motivá-los, como ser um chefe melhor, como se relacionar melhor com pessoas difíceis, com os filhos, etc. Sempre os outros, como se o foco da liderança residisse nos liderados.

Nada de errado em tentar liderar melhor os outros. O problema é que técnicas e receitas de liderança não surtirão o efeito desejado se você não adquirir uma competência fundamental para o seu sucesso como líder: antes de pretender liderar os outros, aprender a liderar a você mesmo.

Importante que você adquira a atitude de liderar-se. Isso implica em liderar suas emoções, seus ímpetos, suas deficiências e saber suplementá-las com pessoas de sua equipe ou com parceiros na sua vida pessoal. Mas isso só será possível se você tiver uma elevada dose de auto-conhecimento.

Por exemplo, se você se conhece bem e já sabe que é do tipo executor, que não planeja muito as ações e de certa forma atropela as circunstâncias no afã de realizar os resultados que deseja, nada melhor que ter em sua equipe uma ou duas pessoas que sejam mais do tipo planejadoras e contrabalancem essa sua característica pessoal. Mas, se, pelo contrário, você for um líder que prima mais pelo planejamento detalhado e não está conseguindo realizar as metas que são esperadas de sua equipe, contrate pessoas mais realizadoras, do tipo artilheiro, aquelas que fazem gols e garantem os resultados do time, mesmo que não sejam tão qualificados como você gostaria.

O líder precisa aprender a liderar a si próprio também no que diz respeito a suas emoções. Isso se revela com clareza na hora de dar feedback a membros de sua equipe ou a familiares. Se você tem o chamado pavio curto e explode com facilidade quando algo não está indo de acordo com o que deseja, importante ter consciência disso e se disciplinar para avaliar desempenho dos outros ou para tentar ajustar o comportamento dos seus liderados, em vez de simplesmente dizer tudo que vem a cabeça e destruir a auto-estima dos que o cercam. Aprenda a reconhecer o que outros fazem de correto, valorize suas pequenas vitórias, use o seu ímpeto e arroubos emocionais mais nos momentos de feddback positivo, quando couber.

Liderança não é uma questão técnica, mas de atitudes e posturas. Atitudes perante outros, mas também perante a si mesmo. A disciplina 1.0  da Liderança deveria ser: Antes de Liderar os outros, aprenda a liderar a si mesmo. Mas isso não se ensina apenas em escolas...

Por César Souza (presidente da Empreenda, empresa de consultoria em estratégia, marketing e recursos humanos, além de autor e palestrante)

sexta-feira, 5 de fevereiro de 2010

Redes Sociais serão como o ar que respiramos

Confira as previsões de Charlene Li, especialista em tecnologias sociais, sobre as estratégias para o cliente 2.0

Não dá mais para fugir das redes sociais. A empresa gostando ou não terá que se relacionar com seus clientes por meio da web, onde o seu público ou parte dele estará. Mas qual a melhor forma de fazer isso? Que estratégia usar para que o resultado não seja negativo? Para Charlene Li, especialista em tecnologias sociais em web 2.0, a melhor estratégia para entrar nas redes sociais é descobrir primeiro se o cliente realmente faz parte dela. "Faça uma pesquisa para detectar a forma como as pessoas utilizam a tecnologia e como elas tomam suas decisões na web. As estratégias de negócios só devem ser lançadas nas redes sociais se a empresa tiver boa presença neste meio", explica Charlene, que virá ao Brasil no dia 25 de março para o Seminário HSM Charlene Li.

A analista em redes sociais aponta que em 10, 20 anos ou até menos, as redes sociais serão como o ar que respiramos. Ou seja, estará em todos os lugares. A grande questão, segunda ela é: que tipo de informação será preciso para que as redes sociais funcionem como o ar? Existem três tipos, a questão da identidade: quem é você. A segunda informação está relacionada ao seu contexto: quem você conhece. E a terceira informação são as suas atividades: o que você faz no contexto destes relacionamentos? E para Charlene, mais que saber estas informações é levantar quais sites você visita, quais produtos você consome e traçar estratégias a partir daí.

Para as empresas o grande desafio será como obter, trocar e preservar todos esses registros dos clientes. Charlene acredita que exista algum algoritmo que consiga gerenciar toda a questão da privacidade e levanta algumas reflexões: o que fará com que as redes sociais se conversem e reúnam todos os dados dos usuários? O que é necessário fazer para que concorrentes interajam e mantenham o mesmo padrão? Para ela a resposta é simples: o dinheiro. "Ninguém fará isso pelo espírito de união, transparência e abertura. Eles farão isso porque podem ganhar dinheiro", afirma.

Talentos em web 2.0 precisam ser descobertos nas corporações

Para a analista em redes sociais, a maioria das empresas ainda não está capacitada para o Groundswell – termo para definir a tendência das pessoas usarem as tecnologias das redes sociais para conseguirem o que necessitam por meio de outras pessoas. Apesar das empresas ainda estarem numa fase embrionária, Charlene afirma que existem pessoas nas companhias com conhecimentos e habilidades suficientes para desenvolver este trabalho. Basta apenas identificá-las. O conceito de Groundswell está sendo difundido no livro The Groundswell – Fenômenos Sociais nos Negócios de autoria de Charlene Li e Josh Bernoff.

Outro cuidado que as empresas devem ter no momento de definir se entram ou não em redes sociais, é a escolha do canal. Para se comunicar com os usuários e gerar resultado é preciso checar antes o que os clientes utilizam e quais são os objetivos da empresa. "Quando alguém sabe onde acontecem as conversas dos clientes e quais são os objetivos da empresa, pode-se encontrar a correspondência entre ambos. Além disso, ouvir o que o público quer é um excelente ponto de partida para aumentar o compromisso com a empresa", afirma Charlene.

Esse comprometimento passa ainda por escutar o que cliente tem a dizer e manter o diálogo. Com base nas informações sobre o que o cliente realmente precisa, a empresa passa a ter uma rica pesquisa para aperfeiçoar seus produtos. Diferente do marketing tradicional que controla a mensagem emitida, no Groundswell os usuários aprendem entre si e confiam nas recomendações do amigo. Por isso a importância da presença da empresa dentro das mídias sociais.

Serviço: Charlene Li estará presente no Brasil no dia 25 de março durante o Seminário HSM Charlene Li. A especialista abordará o poder das tecnologias sociais de ruptura na transformação da estratégia, do marketing, da inovação e do relacionamento com os clientes.