segunda-feira, 26 de abril de 2010
Os juízes do Rio Grande e a anistia
Dizer que os militares impuseram aos civis um regime impopular é afirmar uma mentira. Que por força da repetição querem converter em verdade. A verdade verdadeira é que a violência de alguns setores da esquerda só encontrou apoio em outros setores da esquerda. Eles não defendiam a democracia, defendiam um ideal totalitário! E, mais do que nas armas dos soldados, foi na indiferença da sociedade civil que eles esbarraram. É por isso que, no entorno do Cone Sul, no Brasil tivemos, comparativamente, tão pouco sangue. Nossa sociedade não simpatizava com a guerrilha.
Querem a verdade? Pois, para mim, a verdade foi esta: o Brasil de março de 1964 era um Brasil anárquico, e os projetos desenhados nos palanques governistas não encontravam eco no coração da maior parte dos brasileiros. Os militares assumiram o controle sob aplausos, e foi por contarem com a simpatia popular que praticamente não encontraram resistência.
Nos anos que se seguiram, alguns dos que pretendiam criar um Estado comunista partiram para a luta armada e foram confrontados. Os dois lados tiveram vítimas e cometeram excessos. A tortura e o assassinato de opositores, reais ou imaginários, não foram uma exclusividade dos governos militares. Mas os "heróis resistentes" que hoje ditam as regras decretaram que a ilicitude desses atos depende da ideologia em nome da qual foram praticados. E é por isso que, bem recentemente, Cesare Battisti, um assassino "de esquerda", recebeu o status de asilado, enquanto Manuel Cordero Piacentini, um assassino "de direita", foi devolvido à prisão.
Claro que, nos dias atuais, a minha é uma visão "politicamente incorreta". A minoria de ontem transformou-se na maioria de hoje. Ou na maioria ruidosa, que é como acho que a situação pode ser melhor descrita. Essa "maioria" quer sangue e não verdade! Essa maioria quer vingança!
Que o conselho executivo da Ajuris venha se juntar aos "politicamente corretos" ("Os juízes do Rio Grande e a anistia", ZH de 22 de abril, página 15) é coisa que não me surpreende. Afinal de contas, "juízes do Rio Grande" também prestaram homenagens a João Pedro Stedile – e poucos indivíduos têm manifestado maior desprezo pelo Judiciário do que esse senhor! Mas confesso que da magistratura do meu Estado eu esperava um pouco mais de isenção e comedimento.
Fernanco Motolla, Desembargador aposentado do TJRS
Artigo publicado no Jornal Zero Hora do dia 23/04/2010
sábado, 24 de abril de 2010
Anatel facilita procedimento para bloqueio de celulares roubados
20/04/10 - 19h58
InfoMoney
SÃO PAULO Usuários que tiverem o celular roubado, furtado ou perdido poderão efetuar o bloqueio do aparelho sem a necessidade de apresentar o B.O. (Boletim de Ocorrência). O documento pode ser substituído por um Termo de Responsabilidade assinado nas lojas das prestadoras.
Segundo a Anatel (Agência Nacional de Telecomunicações), o BO era exigido para manter o bloqueio permanente no Cemi (Cadastro de Estações Móveis Impedidas) e agora poderá ser substituído pela assinatura do termo. A partir do registro, os aparelhos ficam impedidos de funcionar, mesmo que um novo chip seja inserido.
A modificação visa a facilitar o bloqueio dos aparelhos dos consumidores que tenham dificuldade na obtenção do BO nas delegacias de polícia, segundo a Anatel.
Pedido
Em janeiro, o Ministério da Justiça enviou um pedido à Anatel para regulamentar o bloqueio de aparelhos extraviados. Em nota, o órgão afirmou que os consumidores desconhecem o serviço que permite bloquear o celular para que ele não seja utilizado. "Com o bloqueio do aparelho pelo consumidor, o celular roubado se tornará apenas um relógio e/ou despertador", declarou a secretária de Direito Econômico do Ministério, Mariana Tavares de Araújo. "Quanto mais gente souber da norma, melhor. Aumentará a sensação de segurança na sociedade".
Para cadastrar o aparelho roubado, o usuário precisa entrar em contato com a central de atendimento da prestadora e informar o número do telefone e solicitar o bloqueio do aparelho. Segundo a Anatel, não é necessário informar o número de série do aparelho (IMEI).
No primeiro contato, o bloqueio é temporário. Para torná-lo permanente, o usuário deve encaminhar o BO à prestadora ou ir a uma loja da operadora assinar o Termo de Responsabilidade em até 48 horas.
sexta-feira, 23 de abril de 2010
Dia da Terra: demanda por profissionais "verdes" se manterá alta no futuro
22/04/10 - 15h56
InfoMoney
SÃO PAULO Nesta quinta-feira (22) comemora-se o Dia da Terra. Especialmente nesta data, muitos começam a pensar no melhor modo de cuidar bem dela. O assunto é tão sério que a cada ano novas carreiras e profissionais "verdes" surgem. E, de acordo com especialistas, esse cenário não é passageiro. Ao menos no Brasil, o futuro de profissões ligadas ao meio ambiente é promissor. Mas para quem for qualificado.
Para o professor de Gestão de Pessoas do Insper, Marcus Sousa, profissões "verdes" surgem no mercado de trabalho hoje e surgirão no futuro. "Países em desenvolvimento têm e terão cada vez mais demanda por esse tipo de profissional", afirma. "O Brasil é um País hídrico e que tem muitos problemas ambientais para serem resolvidos", ressalta.
O coordenador da área de Meio Ambiente e Saúde do Centro Universitário Senac - Campus Santo Amaro, Alcir Vilela, também vê um bom cenário para esses profissionais. Para ele, a demanda por cursos "verdes" não é momentânea. "Existem cursos cuja demanda é pontual, no caso daqueles ligados ao meio ambiente isso não acontece, porque o mercado se constrói em cima de uma demanda da sociedade como um todo", afirma. E vai mais longe: "esse mercado tem oportunidades geradas por causa de problemas. E os problemas permanecem".
Mercado promissor para quem gosta
Os especialistas ouvidos concordam que a demanda por profissionais ligados ao meio ambiente não é fruto de uma febre ecologicamente correta. Porém, aqueles que pretendem ingressar na área precisam ser qualificados. "O mercado vem se solidificando e está cada vez mais exigente, o que é compreensível, porque essa área está se aproximando dos setores estratégicos das empresas", explica Vilela.
Exatamente por exigir tamanha qualificação, Vilela afirma que é preciso gostar e muito da área, uma vez que não é fácil atuar nela. "Tem de gostar, porque é uma área relativamente nova, o que exige muito estudo, pois os processos não estão consolidados", ressalta o coordenador do Senac. "É impossível você ser bom em uma coisa que você não gosta", reforça.
Saber trabalhar em equipe, ter capacidade de lidar com situações de conflito de interesses e ter perfil empreendedor também estão na lista das habilidades que os profissionais "verdes" devem ter para conseguir atuar. "Diferentemente de muitas profissões que têm públicos específicos, o público de meio ambiente é qualquer pessoa do mundo. Todo mundo consome meio ambiente", ressalta Vilela.
Exatamente por isso, nessa área, é preciso saber dialogar. "Sempre vai haver uma tensão, porque as pessoas têm expectativas diferentes", lembra.
Para Sousa, do Insper, além disso, conviver com a natureza é fundamental. "O perfil geral é formado por pessoas que gostem da relação com o meio ambiente. As grandes questões surgem dessa vivência", considera.
Com todas essas habilidades na lista, aliada à competência, a chance de o profissional crescer na área é grande. Os ganhos, de acordo com Vilela, dependem muito do campo de atuação desse profissional que pode ser em Organizações Não-Governamentais e em empresas dos setores público e privado.
Profissões do futuro
No cenário atual, Vilela acredita que perfis ligados à gestão e engenharia ambiental são os que têm maior demanda. "Hoje, o setor industrial requer mais o engenheiro ambiental, porque ele está ligado a processos produtivos", diz. No setor de serviços, o gestor é mais requisitado, principalmente na área financeira, que procura atrelar o conceito de sustentabilidade em suas ações.
Já Sousa, do Insper, enxerga algumas profissões que devem ser promissoras daqui há alguns anos. Além das mais conhecidas hoje, ele acredita que o mercado pode começar a ficar de olho em algumas mais específicas, como Avaliador de Créditos de Carbono, Gestor de Empresas do Terceiro Setor e Gestor de Manejo Ambiental (incluindo as especificações em Manejo Florestal, Hídrico e Geológico).
"No caso do geológico, que lida com os impactos que as minas trazem ao ambiente, a demanda hoje já é grande", afirma. Sousa ainda acredita que a busca por tecnologias para reaproveitamento de água também eleva a procura por profissionais especializados nesse tema.
Entre as profissões "verdes" do futuro listadas por Sousa, estão incluídas Arqueologia Submarina e Tecnologia em Baterias e Células Combustíveis Automobilísticas. "No desenvolvimento de carros elétricos, é preciso células pequenas e duráveis. Esses profissionais atuam no desenvolvimento dessa tecnologia", explica o professor.
Temática recorrente
Ainda que novos cursos surjam hoje ou no futuro, o meio ambiente deve ser inserido no currículo de cursos tradicionais. Direito e Administração Ambiental são exemplos. Aproveite o Dia da Terra para pensar sobre o assunto.
terça-feira, 20 de abril de 2010
Caixa estuda oferecer plano de saúde
19/04/10 - 17h25
InfoMoney
SÃO PAULO A CEF (Caixa Econômica Federal) estuda ingressar no mercado de seguro de saúde, informou nesta segunda-feira (19) a presidente do banco, Maria Fernanda Gomes Coelho.
De acordo com ela, um estudo sobre a viabilidade de o banco entrar neste ramo deve ser concluído ainda neste ano. "Tudo indica que entraremos com parcerias, mas ainda estamos estudando o perfil, os setores e segmentos possíveis".
Potencial de mercado
Maria Fernanda afirmou que este mercado tem um potencial de crescimento muito grande, principalmente se for considerada a quantidade de clientes que não têm condições financeiras de pagar plano de saúde.
"É um segmento do qual participam as demais instituições financeiras e é estratégico para nossa instituição oferecer esses produtos e serviços, sobretudo para as camadas mais baixas da população", disse Maria Fernanda, segundo a Agência Brasil.
A presidente da CEF acredita que o crescimento da economia irá estimular também as empresas a buscarem diferenciais para sua equipe e empregados em relação aos planos de saúde.
segunda-feira, 19 de abril de 2010
Antes de comprar, metade dos internautas pesquisa sobre produtos em blogs
16/04/10 - 12h26
InfoMoney
SÃO PAULO Cerca de 52% dos internautas acessam blogs, sites e fóruns para obter informações sobre produtos que pretendem comprar. Um estudo da TNS Research, feito com o objetivo de apontar alternativas de aumentar o alcance das marcas no universo digital, mostrou que outros 38% associam o hábito de ler blogs a buscar informações sobre assuntos relacionados a tempo e dinheiro.
Além disso, 63% dos entrevistados têm o hábito de comentar experiências sobre produtos e serviços, o que, segundo a gerente da área de Consumo da TNS Research Internacional, Ana Sequeira, deve ser aproveitado estrategicamente pelas empresas.
"Reconhecer e potencializar os conteúdos desse canal, tornando o blogueiro conhecido dentro e fora da rede é uma boa oportunidade para as marcas", afirma Ana.
No geral, 56% dos entrevistados escrevem em blogs e 42% leem blogs de pessoas desconhecidas. Outros 29% apontam como vantagem dos blogs o acesso imediato a notícias relevantes e a possibilidade de acesso a diferentes pontos de vista sobre assuntos específicos. "Monitorar os acessos às marcas e facilitar os mecanismos de busca são outras iniciativas que podem ser adotadas pelas organizações", completa a executiva.
Redes sociais
Diferentes tipos de atividades digitais foram objeto de análise do estudo. As redes sociais, por exemplo, são usadas para compartilhamento de informações por 43% dos usuários, enquanto, para 32%, elas servem como um espaço pessoal ou, para 24%, como forma de ser aceito em grupos de amigos.
Para Ana Sequeira, compreender as necessidades dos internautas e os mecanismos de geração de conteúdos na web são questões vitais para que as iniciativas empresariais na internet obtenham sucesso.
Para ela, as comunidades virtuais oferecem às empresas uma oportunidade de interagir e gerar identificação com o consumidor. "Mas isso deve ser feito de forma sutil e não invasiva", completou Ana.
segunda-feira, 12 de abril de 2010
A entrevista de James Cameron
Cameron demonstra que vai começar uma campanha internacional contra a construção da Usina Hidrelétrica de Belo Monte, no Rio Xingu.
Formulário eletrônico para pedido de visto para os EUA já é obrigatório
05/04/10 - 10h51
InfoMoney
SÃO PAULO O formulário eletrônico de pedido de visto para os Estados Unidos é de apresentação obrigatória a partir desta segunda-feira (5). O DS-160 substitui os modelos anteriores (DS-156, 157 e 158) e estava disponível desde o dia 15 de março.
O novo formulário foi disponibilizado pela Embaixada norte-americana no País para agilizar os processos de pedidos de vistos de brasileiros que pretendem ingressar nos Estados Unidos. O novo modelo é totalmente eletrônico e permite incluir fotos e está disponível no https://ceac.state.gov/genniv/.
Cabe ressaltar que o novo formulário não mudará o restante do processo para obter o visto. Dessa forma, os brasileiros ainda precisam agendar as entrevistas e pagar as taxas habituais.
Procedimento
De acordo com a Embaixada, pesquisas indicam que nos países onde se utiliza o DS-160 a satisfação dos usuários é maior, se comparada ao sistema antigo.
Para obter o visto, os brasileiros devem preencher o formulário dois dias antes da entrevista. Após o preenchimento, a pessoa receberá a confirmação com um código de barras, que deverá ser apresentado no dia da entrevista.
Outra mudança que deve ser realizada no processo é a restrição da entrada de solicitantes com porte de aparelhos eletrônicos, como celulares, ipods, pen drives e outros equipamentos. A restrição, de acordo com a Agência Brasil, deve ser feita a partir do próximo dia 19, e tem por objetivo diminuir o tempo para a realização da entrevista, uma vez que, hoje, as pessoas devem deixar os equipamentos após a entrada no prédio, consumindo mais tempo.
Visto de cinco anos
O prazo de validade dos vistos de brasileiros para os Estados Unidos pode ser ampliado de cinco para dez anos. A medida já foi aprovada pelo Congresso Nacional, bastando, agora, a ratificação do presidente da República, Luiz Inácio Lula da Silva.
A proposta de alterar o prazo de validade dos vistos de permanência de brasileiros nos Estados Unidos e de cidadãos norte-americanos no Brasil é fruto de acordo entre os dois países. A proposta foi aprovada pela Comissão de Relações Exteriores e Defesa Nacional.
Para vigorar, o Congresso norte-americano também deve ratificar o acordo.
CONSUMIDORES DO MEDO - É bom ler e passar adiante!
Editorial do Jornal Zero Hora de 11/04/2010.
Deixamos de ser cidadãos e nos tornamos todos consumidores do medo. Armamo-nos, mas os delinquentes têm sempre mais poder de fogo até mesmo do que nossas forças policiais. Pagamos impostos elevados e, em muitos casos, serviços privados de segurança, mas o sentimento de desproteção não nos abandona. Os jornais e os noticiosos de rádio e televisão ampliam diariamente o espaço das crônicas policiais, tal a quantidade de crimes, assaltos, arrastões, roubos de veículos, tráfico de drogas. E essa não é uma visão apenas das classes de maior poder aquisitivo: nas periferias das principais cidades e mesmo em áreas rurais de municípios distantes, a violência se faz presente com indesejável frequência. Pacatos moradores de sítios são torturados, habitantes de vilas periféricas são agredidos por traficantes, famílias pobres são negligenciadas pelo poder público, com seus integrantes supliciados pelo ambiente de miséria em que vivem com crianças maltratadas, mulheres agredidas, homens desesperançados e cativos do vício.
A visão do sociólogo Luís Antônio Francisco de Souza sintetiza bem esta situação: "A pobreza não é causa da violência. Mas quando aliada à dificuldade dos governos em oferecer melhor distribuição dos serviços públicos, torna os bairros mais pobres mais atraentes para a criminalidade e a ilegalidade". Na ausência do poder público, não é incomum que o tráfico e o crime organizado o substituam. E aí a sociedade se divide entre os que têm medo e os que impõem medo.
Quando vamos reagir como sociedade organizada? Quando vamos mostrar nossa inconformidade com esta condição de prisioneiros em nossas próprias casas? Quando vamos nos assumir como cidadãos íntegros, com direito à liberdade, à segurança e ao convívio civilizado? Para isso, certamente, temos que exercer também nossos deveres de escolher como governantes e representantes políticos pessoas íntegras, honestas, comprometidas com o bem coletivo. Precisamos, também, fazer a nossa parte, dar atenção à educação de nossos jovens, construir uma cultura de paz, oferecer exemplos de trabalho, respeito e solidariedade, rejeitar o jeitinho e a esperteza como meios para alcançar o sucesso. Temos direito à tranquilidade, mas só poderemos conquistá-la se cumprirmos também as nossos obrigações para com a sociedade.
Quando vamos reagir como sociedade organizada? Quando vamos mostrar nossa inconformidade com esta condição de prisioneiros em nossas próprias casas?
sábado, 10 de abril de 2010
Você é um consumidor Sustentável?
O primeiro Dossiê de Consumo Sustentável, feito pelo Portal Unomarketing em parceria com a revista Ideia Socioambiental, a MOB Consult e a Market Analisys, mostra dados do consumo consciente no Brasil e revela falsos mitos sobre o comportamento de consumidores.
A principal base para a elaboração do dossiê são os resultados do Monitor de Responsabilidade Social Corporativa 2010, realizado pela Market Analisys. Um dos méritos da pesquisa é eliminar a confusão causada entre os termos "intenção de compra" e "ação concreta", focando o questionamento neste último.
Preço ainda é fator decisivo
A pesquisa, coordenada por Fabián Echegaray, mostrou que, diferentemente do que ocorre nos EUA e na Oceania, onde aproximadamente 55% do público prefere produtos de empresas socialmente responsáveis, o fator decisivo de compras para a maioria dos pesquisados brasileiros (35%) é o preço. No País, apenas 9% dos entrevistados mostraram-se preocupados com o comportamento socioambiental do fabricante; antes, outros fatores como características funcionais (19%), confiança na marca (16%) e disponibilidade (13%) são citados.
Outro dado do monitoramento mostra que no ano anterior à pesquisa, 78,8% das pessoas tinham ouvido/lido pouco ou nada sobre os esforços das empresas para melhorar o desempenho socioambiental. Para Ricardo Voltolini, autor do dossiê, isso se deve em parte à "falta de indicadores socioambientais específicos, rótulos explicativos e campanhas de comunicação de empresas baseadas nos atributos sociais e ambientais de seus produtos".
Sociedade de Consumo
Apoio relevante para a elaboração do dossiê também foi a análise sobre a sociedade de consumo feita pelo consultor Luiz Bouabci, da Mob Consult, empresa especializada em mapeamentos de rede. Com uma ampla análise do comportamento na história do consumo e seus principais marcos históricos, como o feudalismo, o mercantilismo, a Revolução Industrial, o Fordismo e o consumo de massa, Bouabci conclui que a durabilidade, antes característica principal de produtos fabricados, deu lugar à obsolescência.
De acordo com o estudo, a partir da ideia de "modelo do ano" lançada pela GM na década de 20, os consumidores passaram a experimentar "o amor pelo novo" e a ritmar o consumo pela capacidade inovadora da indústria em gerar diferenciação entre os produtos. A partir da década de 60, a moda passou a ser fator determinante para status social incentivando o consumismo conspícuo. "Hoje a obsolescência já faz parte da estratégia de marketing de muitas empresas e fomenta a cultura do descarte", comenta.
Entretanto, o consultor é otimista quanto aos movimentos de transformação desse comportamento de consumo, ainda que obscurecidos pela falta de informação. Segundo ele, problemas como "as mudanças climáticas, a escassez de recursos, o acúmulo de lixo e desordens sociais têm alertado a população global de que é preciso agir".
HSM Online
31/03/2010
quinta-feira, 8 de abril de 2010
Cariocas sofrem calados com a violência urbana
Eu e mais uma colega bem que tentamos o caminho da Quinta da Boa Vista. Passamos por uma lagoa na rodoviária, mas fomos obrigados a parar após descer do viaduto de São Cristóvão. A rua estava tomada por um rio nas proximidades do 4o Batalhão da PM (São Cristóvão). Talvez isso tenha dificultado a saída dos policiais daquela unidade. Mas que eu saiba os batalhões de Copacabana (19o) e Leblon (23o) não tiveram qualquer problema desse tipo. Como decidi sair com carro do jornal para tentar conseguir um lanche para os colegas obrigados a passar a noite na redação, verifiquei in loco que, na noite do temporal, boa parte da Zona Sul ficou praticamente sem policiamento ostensivo. A única radiopatrulha que avistei, às 5h, estava parada na calçada em frente ao Copacabana Palace Hotel. Se a Zona Sul, que é sempre bem policiada estava assim, imagino como tenha sido a situação na Zona Norte da cidade.
Para piorar o quadro de tensão faltou luz no Aterro do Flamengo e num bom trecho da Praia de Botafogo. O resultado não poderia ter sido outro: a noite em que o Rio parou foi também a que registrou uma avalance de arrastões que jamais será totalmente dimensionada porque as vítimas não gostam de ir à delegacia prestar queixa. Entre as áreas mais atacadas estavam trechos da Autoestrada Lagoa-Barra, perto da Rocinha, pistas das linhas Vermelha e Amarela, avenidas Brasil, Maracanã e acessos ao Alto da Boa Vista.
Perto das estações do metrô, onde o movimento de passageiros foi recorde, também havia pivetes atacando pedestres sem qualquer chance de defesa. Foi assim na estação do metrô da Carioca, por exemplo.
O mais grave de tudo é que infelizmente os cariocas já se habituaram a sofrer calados com a violência urbana. Ninguém dá mais um pio. Essa é a mostra definitiva de que estamos bem longe de melhorar essa situação, apesar de alguns indicadores positivos.
Minha satisfação foi fazer o pequeno infográfico que está na capa do GLOBO de hoje com a informação de que uma das coisas que não funcionou foi o policiamento ostensivo.
Leia a matéria do GLOBO sobre a noite de arrastões durante o temporal.
Uso da web para pesquisas de preço chega a 84% dos consumidores da classe A
06/04/10 - 18h24
InfoMoney
SÃO PAULO O uso da internet para comparação de preços chega a 84% dos consumidores da classe A e 82% dos consumidores da classe B, sugerindo que, especialmente entre a população de renda mais alta, ninguém mais realiza compras sem antes fazer uma investigação na rede.
Os números são da quinta edição da TIC Domicílios, elaborada pelo NIC.br (Núcleo de Informação e Coordenação do Ponto BR). A pequisa mostra o uso das Tecnologias da Informação e Comunicação no Brasil.
"A consulta de preços já se consolidou como ferramenta para comparação de compras e levantamento da disponibilidade de bens e serviços, mesmo que a finalização do processo de aquisição do produto não ocorra pela internet", aponta o estudo.
Mesmo nas faixas de renda menos elevadas, a pesquisa é fortemente adotada: ela é feita por 47% dos consumidores. No geral, a consulta a preços de produtos ou serviços na internet cresceu oito pontos percentuais de 44% para 52%l, comparando-se os resultados da pesquisa referentes a 2008 e os da mais recente, divulgada nesta terça-feira (6), que analisou 2009.
A realização de compras pela internet, no entanto, ainda é uma atividade fortemente ligada às camadas mais ricas da população. Segundo a TIC, ela é quase nula na classe DE (5%) e chega a 59% na classe A.
Motivos para não comprar
os fatores culturais são os que mais pesam nas restrições dos consumidores para adotar o comércio eletrônico. A maioria dos entrevistados (56%) prefere comprar o produto pessoalmente, por preferir vê-lo antes de fechar negócio. Outros 39% dizem não ter necessidade ou interesse em comprar pela web, enquanto 26% alegam preocupação com a segurança ou privacidade.
"A baixa inclusão bancária no país e a disponibilidade de crédito para o consumo, geralmente associada à condição de baixa renda, baixa escolaridade e até mesmo ao trabalho informal, podem se configurar em um entrave para o crescimento do comércio eletrônico", afirmou o estudo.
Produtos preferidos
Os eletrônicos são os produtos mais comprados pela internet. Dos respondentes, 43% mencionaram essa categoria, enquanto 34% disseram preferir produtos para casa/eletrodomésticos. Livros, revistas e jornais (29%) e Computadores e equipamentos de informática (27%) vêm em terceiro e quarto lugares, respectivamente.
A forte penetração os computadores nos lares brasileiros e da conexão à internet são os principais motivos apontados pelo NIC.br para o crescimento do uso da rede para o consumo.
terça-feira, 6 de abril de 2010
Redes sociais: 83% das MPEs paulistanas não utilizam essas ferramentas
01/04/10 - 12h24
InfoMoney
SÃO PAULO Um levantamento realizado pela ACSP (Associação Comercial de São Paulo) e pela GfK Brasil apontou que 83% das MPEs ( Micro e Pequenas Empresas) paulistanas não utilizam as redes sociais (Orkut, Twitter, Facebook, entre outras) para se relacionar com os clientes.
Das 17% das MPEs que utilizam a ferramenta, 49% não monitoram o que os internautas escrevem em suas comunidades.
"Metade das empresas pesquisadas declara já monitorar, mas isso é feito de forma interna, pela equipe da empresa e, às vezes, pelo próprio dono. A grande maioria também não responde aos comentários dos internautas. Quando questionadas se haveria interesse em realizar algum monitoramento desse tipo, a maioria, 60% diz que sim", afirma a superintende de marketing da ACSP, Sandra Turchi, conforme publicado pela Agência Sebrae.
Entre as empresas que usam as redes sociais, 26% são do setor financeiro e 21%, de serviços, seguidas das empresas do comércio atacadista, com 17%. Já na indústria e no comércio varejista, a participação chega a 15% e 12%, respectivamente.
Fins pessoais
Ainda segundo a Agência Sebrae, outro estudo realizado pela GfK Brasil afirmou que as redes de relacionamento são a principal razão que leva os brasileiros a utilizarem a internet para fins pessoais. Das pessoas que navegam na internet, 47% acessam o Orkut, Facebook, Twitter e MySpace. Entre as mulheres e faixas etárias mais baixas, o percentual é maior ainda, de 53%.
Além das redes de relacionamento, a troca de e-mails com amigos e familiares é usada por 44% das pessoas. Novamente, as mulheres aparecem com maior porcentagem, de 47%. Com 40% estão o acesso a informações gerais, como sites de busca, enciclopédias colaborativas ou números de telefone, e a leitura de notícias. Porém, enquanto o hábito de acompanhar os acontecimentos é mais percebido na classe AB (45,5%) e nas pessoas entre 35 e 44 anos (48%) e com mais de 55 anos (55%), o acesso a dados gerais é mais comum entre mulheres (45%).
Sobre as pesquisas
O estudo da ACSP foi realizado com 500 empresas da capital de São Paulo de todos os setores econômicos. Já a outra pesquisa da GfK Brasil entrevistou mil brasileiros com mais de 18 anos de 12 capitais ou regiões metropolitanas.
domingo, 4 de abril de 2010
Um belo texto para um Domingo de Páscoa
Oração matinal , por Cris Berger
quinta-feira, 1 de abril de 2010
Internet pode causar dependência e comprometer vida social, alerta psicólogo
30/03/10 - 16h49
InfoMoney
SÃO PAULO A internet pode viciar e comprometer aspectos da vida social do indivíduo. A afirmação é do psicólogo Cristiano Nabuco, responsável pelo Centro de Estudos de Dependência da Internet dos Hospital das Clínicas, em São Paulo.
O centro já atendeu 200 pessoas em três anos de funcionamento. O perfil dos dependentes não se resume a crianças e adolescentes: cada vez mais, adultos e idosos preferem a vida virtual à real.
"Ao contrário do álcool e das drogas, por exemplo, não há nenhuma campanha de prevenção e controle ao uso da internet. As pessoas não fazem ideia do perigo", declarou Nabuco, segundo informações da Agência Brasil.
O psicólogo ainda afirma que a dependência de internet é um problema de saúde pública e defende a necessidade de investimento em campanhas educativas. "Com a inclusão digital, o número de dependentes tende a explodir em pouco tempo", alertou.
Sintomas
Uma mulher de 45 anos que acordava todos os dias às 4h30 para colher morangos de um jogo virtual e um adolescente de 13 anos que não levantava do computador nem para ir ao banheiro são alguns exemplos de pacientes tratados pelo centro.
Abrir mão de atividades com a família para ficar em frente ao computador ou perder o controle do tempo, ficando horas on-line, podem ser sintomas da dependência. Nabuco afirma que a chave para se livrar da dependência é reconhecer que o tempo na frente do computador é excessivo.
"Ninguém come ou faz ginástica o dia inteiro. O importante é balancear e colocar um tempo para a internet semelhante ao de outras atividades", recomentou o psicólogo.
Bancos querem educar financeiramente o brasileiro
29/03/10 - 18h23
InfoMoney
SÃO PAULO Os bancos brasileiros estão investindo em educação financeira para a população. Tanto que, nesta segunda-feira (29), a Febraban (Federação Brasileira de Bancos) anunciou o lançamento de um portal na internet que dará informações e prestará serviços à população, por meio de dicas.
"O aumento da renda levou à bancarização e essas pessoas que começaram a se relacionar com os bancos têm pouco conhecimento", afirmou o presidente da Febraban, Fábio Barbosa.
Para se ter uma ideia, o número de clientes bancários cresceu 70% em dez anos, atingindo 80 milhões de pessoas. Em relação ao crédito, que também deve ser um dos focos do portal, o volume já atingiu R$ 1,4 trilhão.
"O crédito é um fator de inclusão social. É preciso trazer informação para que isso seja bem feito, evitando o superendividamento. Ele é alavancador do desenvolvimento, desde que bem utilizado", ressaltou Barbosa.
Bolso em dia
Para ajudar na educação financeira da população, a Febraban vai colocar no ar na terça-feira o portal www.meubolsoemdia.com.br, no qual os internautas poderão acessar planilhas para controle de gastos, dicas de uso consciente do dinheiro e informações a respeito de produtos e serviços bancários.
"Esperamos ajudar as famílias brasileiras a continuar consumindo, mas de forma consciente, evitando colocar em risco o orçamento familiar e chegar a uma situação de inadimplência. Queremos mostrar que planejamento familiar pode e deve dialogar com pesquisa de preço", explicou o diretor de Educação Financeira da Febraban, Fábio Moraes.
O portal contou com um investimento de R$ 7 milhões, levando em conta a plataforma on-line e os gastos com divulgação.
