terça-feira, 6 de abril de 2010

Redes sociais: 83% das MPEs paulistanas não utilizam essas ferramentas

 
Por: Karla Santana Mamona
01/04/10 - 12h24
InfoMoney


SÃO PAULO – Um levantamento realizado pela ACSP (Associação Comercial de São Paulo) e pela GfK Brasil apontou que 83% das MPEs ( Micro e Pequenas Empresas) paulistanas não utilizam as redes sociais (Orkut, Twitter, Facebook, entre outras) para se relacionar com os clientes.

Das 17% das MPEs que utilizam a ferramenta, 49% não monitoram o que os internautas escrevem em suas comunidades.

"Metade das empresas pesquisadas declara já monitorar, mas isso é feito de forma interna, pela equipe da empresa e, às vezes, pelo próprio dono. A grande maioria também não responde aos comentários dos internautas. Quando questionadas se haveria interesse em realizar algum monitoramento desse tipo, a maioria, 60% diz que sim", afirma a superintende de marketing da ACSP, Sandra Turchi, conforme publicado pela Agência Sebrae.

Entre as empresas que usam as redes sociais, 26% são do setor financeiro e 21%, de serviços, seguidas das empresas do comércio atacadista, com 17%. Já na indústria e no comércio varejista, a participação chega a 15% e 12%, respectivamente.

Fins pessoais
Ainda segundo a Agência Sebrae, outro estudo realizado pela GfK Brasil afirmou que as redes de relacionamento são a principal razão que leva os brasileiros a utilizarem a internet para fins pessoais. Das pessoas que navegam na internet, 47% acessam o Orkut, Facebook, Twitter e MySpace. Entre as mulheres e faixas etárias mais baixas, o percentual é maior ainda, de 53%.

Além das redes de relacionamento, a troca de e-mails com amigos e familiares é usada por 44% das pessoas. Novamente, as mulheres aparecem com maior porcentagem, de 47%. Com 40% estão o acesso a informações gerais, como sites de busca, enciclopédias colaborativas ou números de telefone, e a leitura de notícias. Porém, enquanto o hábito de acompanhar os acontecimentos é mais percebido na classe AB (45,5%) e nas pessoas entre 35 e 44 anos (48%) e com mais de 55 anos (55%), o acesso a dados gerais é mais comum entre mulheres (45%).

Sobre as pesquisas
O estudo da ACSP foi realizado com 500 empresas da capital de São Paulo de todos os setores econômicos. Já a outra pesquisa da GfK Brasil entrevistou mil brasileiros com mais de 18 anos de 12 capitais ou regiões metropolitanas.

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