sábado, 29 de outubro de 2011

O ladrão oficial

por TELMO APARÍCIO SILVEIRA*

Sem uso de revólver ou arma branca, e de forma sorrateira e reiterada, todos nós brasileiros já fomos, somos e seremos  assaltados através das contas de telefone celular e fixo, TV por assinatura, banda larga, energia elétrica e outras faturas. Ao que parece, inexiste consumidor que não tenha sido vítima destes assaltos. Nem se fale nas tarifas bancárias e débitos diversos ou juros lançados a maior pelas instituições financeiras.

Estas empresas prestadoras de serviços concedidos, em tese rigorosamente fiscalizadas pelas agências reguladoras e órgãos públicos diversos, furtam, fraudam e violam todas as leis de proteção ao consumidor existentes, construindo bom patrimônio a partir da inércia de grande parte dos usuários.

Todo um sistema de proteção foi construído para encorajá-las às práticas abusivas e criminosas. Pequena parte do produto do furto é devolvida, pois o acesso às informações de proteção, juizados especiais e Procons é restrito, já que é preciso tempo e paciência para suportar o inevitável incômodo. O estresse é grande, bem sabe quem se dedica a controlar suas contas e flagrar os métodos surrupiadores da poupança popular.

Há pouco se descobriu que a conta de energia elétrica vinha sendo turbinada com um reajuste flagrantemente indevido. O que aconteceu então? A Aneel decidiu pelo não ressarcimento aos consumidores de cerca de sete bilhões de reais que foram cobrados indevidamente pelas distribuidoras de energia elétrica entre 2002 e 2009. Ou seja, foi o maior furto que se tem conhecimento na história do país. Não foi o assalto ao Banco Central de Fortaleza não. Lá foram só míseros 164 milhões de reais.

A revolta que causa no íntimo dos consumidores deveria ser mais bem estudada. Os efeitos na moral do cidadão e no conjunto da sociedade são perversos, pois se subentende que o ladrão oficial está imune às leis do país, e que estes furtos e fraudes, contínuos, duradouros e milionários catalogam-se como inexigibilidade de conduta diversa ou causa qualquer de excludente de culpabilidade.

Essa culpabilidade diminuída tem sido um soco na sociedade. O estágio do insuportável já foi ultrapassado e ninguém tolera mais este abuso. Os Procons têm sido uma tábua da salvação dos consumidores furtados e fraudados, mas não têm conseguido aplacar a sede de faturamento indevido destas instituições bandidas. Formou-se um ciclo vicioso difícil de exterminar.

Que a Presidenta Dilma, como gosta de ser chamada, com toda a carga de apoio social que lhe foi estendida e seu bom conhecimento em gestão e serviço público, socorra a sociedade indefesa e provoque uma mudança de paradigma, a fim de estabelecer-se a decência nas relações de consumo do brasileiro com estas grandes empresas, fim a que toda a sociedade almeja.  

 

* Advogado em Porto Alegre, ativista comunitário e ambiental   

Seu chefe boicota suas oportunidades? Descubra o que fazer

Seu chefe boicota suas oportunidades? Descubra o que fazer
 
SÃO PAULO – Quando a experiência na empresa ou mesmo a proatividade de um colaborador não são suficientes para promover o crescimento do profissional, a pergunta que fica é: o que fazer? Jogar tudo para o alto e procurar outra oportunidade ou ficar e resolver o problema?

Para os mais prudentes e sensatos, a segunda opção é, sem dúvida, a mais viável - especialmente para os trabalhadores que esperaram anos por uma promoção.

Dessa forma, o mais adequado é que o profissional procure ser franco e direto com seu supervisor, chamando-o para uma conversa, na qual poderá abordar suas insatisfações profissionais e até mesmo aguardar uma posição de seu gestor.

"Geralmente um líder não boicota um colaborador por não gostar do profissional. Na verdade, ele acha que está fazendo o melhor para o funcionário", diz a consultora associada da Muttare, consultoria de gestão, Roberta Yono Ebina.

Chefes inseguros
O problema costuma ocorrer com mais frequência na presença de chefes inseguros. Segundo a diretora executiva da Ricardo Xavier Recursos Humanos, Izabel de Almeida, em uma situação em que um profissional se destaca na equipe, pode ocorrer que um chefe inseguro não veja isso da forma adequada.

"Ele tentará esconder as competências desse profissional e não o promoverá ou valorizará para ninguém na empresa", diz.

Outro ponto diz respeito à concepção antiga que alguns profissionais insistem em manter. "Alguns acreditam que a valorização de um profissional representa um possível aumento de salário ou a perda de um colaborador para o mercado de trabalho", explica Izabel.

Liderança problema
Mas independentemente da postura do gestor, o importante é que os trabalhadores sejam os menos prejudicados, especialmente se perceberem que estão perdendo oportunidades dentro da companhia por conta da má liderança de seu supervisor.

"Muitos são os líderes que executam ordens por conveniência própria. Ou seja, não formam sucessores ou pensam em desenvolver a própria equipe. Eles gerenciam na base do favor e, quando se deparam com um problema, colocam panos quentes nas situações", diz Roberta.

Por isso, atenção! Ao menor sinal de que as coisas não serão resolvidas, o ideal é que o colaborador procure ajuda na área de recursos humanos da empresa.

"O profissional que perceber isso deve procurar ajuda, falar com o RH [Recursos Humanos] ou buscar um trabalho de coaching para entender o que está acontecendo com ele. É importante que o RH saiba que o chefe tem tal comportamento, pois não existe mais espaço no mercado para esse modelo de chefia", diz Izabel.

O medo
Mas nem sempre abrir o jogo pode ser tão fácil, especialmente para aqueles que dependem da remuneração mensal e precisam do emprego, afinal, denunciar esse tipo de comportamento gera conflito e desgaste dentro da empresa.

"O colaborador tem medo de tomar uma atitude como esta e teme pelo emprego", diz Roberta. Por esta razão, apenas entregue o jogo se tudo o que estiver ao alcance tiver sido feito.

"Se o profissional tentou falar com o líder e com o RH e não teve retorno, ele deve procurar outro emprego. Mas o ideal é que ele faça isso de forma legítima e não por barganha. Ou seja, ele não deve se demitir para depois aceitar uma contraproposta do empregador, pois, se o colaborador ficar, a mensagem recebida pela empresa será outra", aconselha Roberta.

Fonte: web.infomoney.com.br

 

 

terça-feira, 4 de outubro de 2011

Bovespa abre em baixa e pode atingir menor nível do ano

Bovespa abre em baixa e pode atingir menor nível do ano

Agência Estado

A Bolsa de Valores de São Paulo (Bovespa) abriu em baixa, com riscos de cair abaixo dos 50 mil pontos nesta terça-feira (4) e se aproximar do menor nível do ano. O pessimismo com a evolução da economia mundial deve penalizar com mais força a performance das ações brasileiras ligadas às matérias-primas. Como a agenda de divulgadores econômicos do dia está esvaziada, traz poucas chances de inversão de tendência para os negócios. Às 10h07min, o índice Bovespa (Ibovespa) caía 1,19%, aos 50.184 pontos.

O sinal negativo vindo do exterior intensifica a aposta de queda. A Europa amanheceu amargando perdas acentuadas nas bolsas, após um novo adiamento na liberação da próxima parcela do empréstimo à Grécia, referente ainda ao acordo firmado no ano passado. Nesta manhã, o ministro das Finanças da Grécia, Evangelos Venizelos, afirmou que o governo tem dinheiro suficiente para continuar a operar até meados de novembro.

Hoje também, o banco norte-americano Goldman Sachs rebaixou as previsões para o Produto Interno Bruto (PIB) global, o euro e as commodities. "Os EUA me preocupam, mas a Europa me apavora", comenta, em relatório, o analista da Cruzeiro do Sul Corretora, Jason Vieira