terça-feira, 30 de março de 2010

NET vai vender seus produtos em bancas de jornal

Por: Flávia Furlan Nunes
26/03/10 - 16h06
InfoMoney


SÃO PAULO – A NET Serviços anunciou nesta sexta-feira (26) que vai comercializar seus produtos em bancas de jornal.

O projeto começou a ser implementado neste mês em cem bancas da cidade de São Paulo, que serão habilitadas como postos de venda dos produtos da empresa de multisserviços via cabo.

"Através de pesquisas, constatamos que o perfil de consumo da população está mudando com grande velocidade. Descobrimos, por exemplo, que as pessoas querem adquirir nossos produtos em pontos físicos, por isso, trouxemos mais uma opção de aquisição para nossos clientes", explicou a diretora comercial, Roberta Godoi.

As bancas
Pelo projeto, os jornaleiros receberão material de divulgação e treinamento sobre o processo de venda e os produtos disponíveis. Eles receberão pagamento de comissão por venda instalada.

O cliente, após a aquisição do produto em banca, terá a instalação dos produtos e o atendimento como se a aquisição tivesse sido feita nos outros canais de vendas.

A NET atua em 93 cidades e oferece TV por assinatura, internet banda larga e voz, por meio de um único cabo. No 4º trimestre de 2009, a empresa possuía 3,7 milhões de clientes de TV por assinatura, 2,9 milhões de assinantes de internet e 2,6 milhões de clientes

sábado, 27 de março de 2010

Contagem regressiva: Hora do Planeta acontecerá neste sábado, às 20h30min.

SÃO PAULO – Pelo quarto ano seguido, milhares de pessoas ao redor do mundo vão ficar às escuras. Não se trata de um apagão. A Hora do Planeta, que acontecerá entre 20h30 e 21h30 do sábado (27), organizada pela WWF, é um ato coletivo em favor do planeta e contra o aquecimento global. Para participar, basta apagar as luzes.

De acordo com o Instituto Akatu, o movimento conta com a participação de 2 mil cidades de mais de 100 países. No ano passado, 88 países participaram do ato simbólico. No Brasil, 14 mil pessoas, 176 organizações e 1.035 empresas de quase 30 cidades também apagarão as luzes contra o aquecimento global.

Este ano, a campanha mundial da Hora do Planeta teve seu lançamento na China, na cidade de Chengdu, município natal da ursa panda Mei Lan, embaixadora mundial do movimento.

Tudo começou com a Austrália
O primeiro país a apagar as luzes foi a Austrália. Em 2007, 2,2 milhões de habitantes em Sydney ficaram às escuras durante uma hora.

Naquele ano, o país produzia cerca de 80% da sua eletricidade a partir de usinas termoelétricas a carvão – o que aumenta a emissão de gases poluentes de efeito estufa. No mundo, 20% desses gases são gerados a partir da produção de energia elétrica.

Tudo às escuras
No Brasil, dez capitais participarão do ato, entre elas São Paulo, Rio de Janeiro, Porto Alegre e Curitiba devem participar deixando às escuras símbolos de suas cidades, como a Ponte Estaiada, na capital paulista; o Cristo Redentor, no Rio de Janeiro; a Praça Alfândega, em Porto Alegre; e a Estufa do Jardim Botânico, em Curitiba.

No mundo, monumentos importantes e simbólicos também vão ficar apagados, como a Torre Eiffel, em Paris; a London Eye, em Londres; o Empire State Building, em Nova Iorque; a Fontana di Trevi, em Roma; e o Grand Palace, em Bangcoc.

Bem ao planeta e economia para o bolso!
Desligar as luzes e os equipamentos eletrônicos por uma hora será um movimento simbólico para conscientizar as pessoas da importância do combate ao aquecimento global. Mas saiba que atos como esses também ajudam a reduzir a conta no final do mês.

Para que o ato passe de simbólico para rotineiro, confira algumas dicas para salvar o planeta e o seu orçamento:

  • Lâmpada: trocar a incandescente pela fluorescente proporciona economia de 15% na conta de luz, segundo estudo da Coppe/UFRJ (Centro de Pesquisa e Estudo de Engenharia da Universidade Federal do Rio de Janeiro).
  • Equipamentos novos: troque os antigos pelos sistemas novos e eficientes. Uma boa dica é ficar atento ao Selo Procel de Economia, pois ele indica os equipamentos com os melhores índices de eficiência energética em suas categorias.
  • Eletroeletrônicos: a dica é desligar qualquer eletrônico, desde a televisão até o computador, quando ele não estiver sendo usado.
  • Stand by: quando os aparelhos estão no modo de espera, gastam pouco menos do que quando estão em funcionamento. O segredo é desligá-los no botão.
  • Geladeira: quando for abrir a geladeira, retire de uma só vez todos os alimentos de que vai necessitar e evite guardá-los quentes no refrigerador ou no freezer. Regule o termostato adequadamente e verifique se a borracha de vedação da porta está em bom estado, para evitar a fuga de ar frio.
  • Chuveiro: por mais tentador que seja, não se prolongue no banho e não tente aproveitar uma resistência queimada, pois isso acarretará aumento de consumo. 
  • Energia renovável: utilize a solar ou a eólica, sempre que possível. Segundo estudo do Greenpeace, o uso desses aquecimentos em um edifício antigo pode cortar os gastos com energia em até 80%.
Por Camila Mendonça, InfoMoney, 26/03/2010

relacionamento pelas redes sociais

Charlene Li: relacionamento pelas redes sociais

Segundo Charlene, as redes sociais não se tratam de tecnologias, mas de relacionamentos entre pessoas que completou dizendo que as pessoas ainda pensam em Facebook e outras redes sociais como modismo. Porém, o Facebook é o site mais popular nos EUA.

E nas mídias sociais é importante utilizá-las corretamente, ou seja, não pode se relacionar de maneira esporádica. Quando se pensa em relações com o cliente, pensa-se em campanhas. Mas o correto é ter relações contínuas. Sem interrupções, ressalta a palestrante.

Nesse processo de relaciomento com os clientes no ambiente digital Charlene lembrou: ouvir é muito importante, e lembre-se que a autencidade tem a ver com que a sua marca representa.

Acompanhe a cobertura do Seminário HSM com Charlene Li pelo portal HSM Online (www.hsm.com.br) ou Twitter (http://twitter.com/hsmglobal).

quarta-feira, 24 de março de 2010

Comer, Rezar e Amar nas Empresas

Fernando Adas fala sobre valores como lealdade e fidelidade nas relações organizacionais. Veja mais!

Se você se divertiu lendo "Comer, Rezar, Amar", o relato de Elizabeth Gilbert sobre o ano que passou viajando ao redor do mundo em busca da recuperação de sua crise existencial, vai gostar ainda mais de ver Julia Roberts em um filme ensinando-lhe estas três coisas.

Sempre desconfio dos blockbusters literários ou cinematográficos, obras normalmente digeridas como fast food, mesmo que tenham sido preparadas com carne nobre. Com o livro, não foi diferente e comecei a leitura com pouco apetite e menos vontade ainda para rezar ou amar a obra.

Entretanto, admito que o texto é uma válvula de escape e uma reflexão aos rumos que adotamos em nossa vida pessoal e profissional. Comer, rezar e amar podem sintetizar a trajetória de relacionamento que todos poderiamos ter, pessoalmente ou profissionalmente.

Inevitável também não comparar este ciclo com o percurso junto aos nossos clientes. Nossa etapa comer é sempre intensa. Somos ávidos por dados e pesquisas sobre os consumidores. Demandamos alta ingestão de informações mas a pergunta que fica é: conseguimos digerir esses dados e materializá-los em estratégias de relacionamento eficazes junto ao mercado?

Quantas vezes você respondeu a pesquisas, preencheu formulários de atendimento, cadastrou-se na internet, alimentou sistemas de database, na expectativa de fazer crescer um relacionamento com a empresa ou a marca e, mesmo assim, não obteve nenhum retorno, mesmo que um e-mail de agradecimento?

Somos ávidos por pedir. Pedir o nome, pedir a opinião, pedir o CPF, pedir a visita, pedir o cartão de crédito, pedir até indicação de outros clientes. E o que damos em troca a esta matéria prima rica em proteínas capazes de construir bons relacionamentos?

Comer é importante. Digerir, melhor ainda. Após as refeições, muitos sugerem uma siesta, um cochilo para descanso e, quem sabe, bons sonhos. Esta siesta também é necessária às empresas que sofrem de uma obesidade de informações que as tornam lentas às práticas comerciais eficazes.

Percebo que as empresas se esquecem de orar por seus clientes, o que significa entender os motivos de sua ativaçao ou a reflexão sobre a sua manutenção na base. E não faltam bíblias capazes de motivar estas orações. Manuais de CRM e versículos do velho e novo testamentos sobre a conquista e retenção de clientes.

Às vezes, percebo que as empresas não creem nas informações das quais se alimentam. Não creem ou não oram por elas, pois os formatos de campanhas mostram-se muito semelhantes, sempre ligados a promoções. É aquela oferta no tablóide da loja que você também recebe em casa e que dá descontos imbatíveis na queima de estoques. Sim, você já viu isso em 2009 e vai ver também em 2011.

O ateísmo corporativo pode ser fatal à fidelidade dos clientes. Uma boa ingestão de dados aliada a reflexões sobre estas informações cria o ambiente ideal a uma história de amor entre cliente e marca.

Amar é ter perspectivas de longo prazo na relação e não apenas um casamento de conveniência motivado por uma promoção. Amar é ter a motivação a trocas que ultrapassem um bônus ou um brinde. É a troca de informaçoes intimas e capazes de provocar transformacões em ambas as partes. Eu conto meus desejos a você. Você adapta produtos e serviços a mim. Eu juro lealdade a você. Você retribui com reconhecimento e recompensa até conquistar a minha fidelidade.

Aliás, numa relação de amor, a lealdade é exigida antecipadamente, a fidelidade conquistada posteriormente. Se teremos filhos? As caixas registradoras dirão.

Isso tudo, aprendi com as reflexões de Mrs. Gilbert, que aos 30 anos, casada, empregada e estabilizada, questionou a essência de sua vida e foi buscar outros desafios.

Pense nisso. Que desafios você busca junto a seus clientes e que obra literária escreverão juntos? Quem sabe sua história vira o próximo best seller comercial. Comer, Rezar, Amar, Conquistar e Fidelizar Clientes. Me chame para a noite de autógrafos.


Fernando Adas (Diretor de atendimento e planejamento da Fine Marketing, especialista em Comunicação Dirigida e Varejo -fernando@fmarketing.com.brwww.fmarketing.com.br)

HSM Online
24/03/2010

terça-feira, 23 de março de 2010

Junte-se a mim na Hora do Planeta 2010.

 
Em 27 de março, das 20h30min. às 21h30min, o mundo inteiro vai apagar as luzes e protestar contra o aquecimento global.

A Hora do Planeta 2009 teve meio bilhão de participantes em 88 países. Monumentos e locais simbólicos, como a Torre Eiffel, o Coliseu e a Times Square, além do Cristo Redentor e outros ficaram uma hora no escuro.

Com a sua ajuda, este ano vamos chegar a 1 bilhão de participantes. Será uma demonstração grandiosa de que a população do planeta exige o combate aos efeitos das mudanças climáticas.

Eu estou neste movimento. Entre no site www.horadoplaneta.org.br e junte-se a nós!

segunda-feira, 22 de março de 2010

Remessas de brasileiros que vivem no exterior poderão ser taxadas em 2%

SÃO PAULO - Tramita na Câmara dos Deputados um projeto de Lei de autoria do deputado Manoel Júnior (PMDB-PB) que prevê uma taxa de 2% sobre as remessas de dinheiro enviadas ao País por brasileiros que vivem no exterior.

O projeto, que tramita em regime de prioridade, será examinado pelas comissões de Seguridade Social e Família; de Finanças e Tributação; e de Constituição e Justiça e de Cidadania, sendo que depois seguirá para o Plenário.

De acordo com o deputado, caberá à Receita Federal regulamentar a forma de cobrança da alíquota, sendo que, para ter o direito de fazer remessas, será obrigatória a inscrição eleitoral do cidadão no respectivo consulado brasileiro.

Recursos
Conforme publicado pela a Agência Câmara, o dinheiro arrecadado deverá ser usado para o atendimento de brasileiros em situação de emergência em outros países, tais como: na repatriação de brasileiros, quando necessário; na hospedagem popular no exterior pelo prazo mínimo necessário à repatriação; no traslado de corpos de brasileiros ao País em caso de acidente ou de crime, quando a família da vítima é comprovadamente de baixa renda; no custeio de despesas hospitalares e emergenciais; na prestação de assistência jurídica; e na promoção de atividades de interesse comunitário dos brasileiros residentes na circunscrição do consulado.

"Embora continuem a contribuir com remessas de dinheiro que fortalecem a economia nacional, eles não contam com apoio adequado nos momentos de crise, como morte, doença, acidente ou processo judicial", disse o autor da proposta.

Em 2007, as remessas de dinheiro do exterior para o Brasil somaram US$ 7 bilhões. Com a medida, espera-se arrecadar cerca de US$ 140 milhões.

Por: Gladys Ferraz Magalhães
22/03/10 - 10h16
InfoMoney

sábado, 20 de março de 2010

Parceria entre Google, Intel e Sony para criação de aparelho que combina TV e internet surpreende mercado, mas levanta mais dúvidas que certezas.

Parceria entre Google, Intel e Sony para criação de aparelho que combina TV e internet surpreende mercado, mas levanta mais dúvidas que certezas.

O Google, a Intel e a Sony formaram um consórcio para produzir uma plataforma de conteúdo web para a sala de estar. O resultado?  Google TV. A nova plataforma se materializará como set-top box ou como um recurso de TVs com conexão à internet; funcionará com o sistema móvel do Google, o Android; e incluirá uma versão do navegador Chrome para uso em aplicações como Twitter ou Picasa, informou em 17/3 o The New York Times.

A ideia por trás da Google TV, afirma o jornal, é alimentá-lo com aplicações como as dos smartphones, que tornem o uso da web na TV tão fácil quanto mudar de canal. O Google espera encorajar desenvolvedores a criar apps para a Google TV da mesma forma que tem feito com o smartphone Android.

Dentro de alguns meses o Google vai fornecer um kit de desenvolvimento para a Google TV, e o jornal diz que as primeiras aplicações surgirão já em meados de julho. Não está claro como essas aplicações serão distribuídas, mas provavelmente o Google vai oferecer algum tipo de loja online – como a que existe para os smartphones com Android.

O domínio da sala de estar é tido como o Santo Graal das empresas de tecnologia. Há muitas set-top boxes no mercado que oferecem vídeo streaming do YouTube, acesso a filmes  alugados via download e navegação na web – os três principais consoles de jogos (Xbox 360, PlayStation 3 e Wii) são provas disso, bem como os gravadores digitais da TiVo, o Apple TV e o set-top box Roku.

Nenhum desses produtos, no entanto, conseguiu conquistar uma base de usuários grande o suficiente para ser declarado o rei da sala de estar, capaz de exibir conteúdo online e físico, como DVDs, em um só lugar. Será que o Google é capaz de se dar melhor que seus concorrentes, e dominar os lares com a Google TV? Talvez. Mas, antes de isso acontecer, será preciso encontrar respostas a algumas questões – e elas não param de surgir.

1. O que é afinal a Google TV: uma plataforma ou um produto?
Como o Google virou parceiro da Sony, é razoável assumir que os primeiros set-top boxes e as primeiras TVs virão com a marca Sony. Mas não é do estilo do Google amarrar-se a um único fabricante. Quanto tempo levará até que outra empresa inclua o Google TV em seus produtos? A Google TV será exclusiva dos produtos da Sony, ou veremos o recurso em outros fabricantes, como LG, Samsung e Panasonic?

 

Fonte: news.google.com

 

Qual será o segredo do Facebook?

Entre as diversas razões está a promoção da ligação entre as pessoas de forma prática

Em 12 meses, o site criado por estudantes da Universidade de Harvard quase duplicou o seu número de visitantes únicos, ou seja, de pessoas diferentes que o acessaram. Contando as visitas repetidas, o Facebook, criado em 2004, tornou-se o segundo maior site dos Estados Unidos em termos de acessos, ultrapassando até o gigante Yahoo.

A rede social registrava, em dezembro de 2009, um total de 350 milhões de usuários – um quinto da população mundial com acesso à internet. Mas, qual será o segredo do Facebook para atrair tantos usuários e se transformar, em apenas seis anos, no maior fenômeno entre as redes sociais?

Primeiramente, esse sucesso colossal, não pode ser analisado apenas por um viés. Existem diversos motivos que fazem do Facebook um dos maiores expoentes do setor no mundo, pelo menos em termos numéricos.

Um dos motivos desse sucesso é a promoção de conectividade, da ligação, entre as pessoas de forma prática. Um exemplo desta praticidade é as atualizações dos contatos de um usuário, que são exibidas já na página inicial.

Outro motivo é a crescente oferta de aplicativos de excelente qualidade que funcionam paralelamente com a ferramenta, como os social games – Máfia Wars e Farmville -, além da integração com o Twitter e com outras redes digitais.

O Facebook atingiu um nível tal que inspirou até um filme, a ser lançado em outubro próximo, e já  se tornou mais popular entre os brasileiros do que o Twitter – o miniblog no qual as mensagens não podem ter mais do que 140 caracteres.

Pontos negativos

Apesar deste crescimento e da boa qualidade do sistema, no entanto, o Facebook  já experimenta alguns pontos negativos. Nos EUA, alguns jornais chegam a falar do Facebook como "cidade fantasma", com usuários abandonando a ferramenta pelo excesso de informações que julgam irrelevantes, uma suposta aproximação do Facebook com o MySpace. 

Houve também um movimento de posicionamento de nichos, o que acabou levando muita gente para o Facebook. No caso do Brasil, especificamente, muitos usuários optaram pelo Facebook após a massificação e banalização do Orkut, se aproveitando inclusive da barreira lingüística que havia até 2009.  Era uma alternativa para internautas mais exigentes que queriam fazer parte de um produto mais globalizado do que o Orkut, com usuários predominantemente indianos e brasileiros.

No Brasil, o grande problema, além da popularização gigantesca, está no uso abusivo das ferramentas de compartilhamento e gratificação que terminam dificultando o uso básico da rede.  Isto é  resultado natural da construção de redes gigantes, com muitos participantes conectados por laços fracos. A qualidade da ligação emotiva, política e intelectual entre os membros de uma rede é determinante para o seu sucesso. No entanto, sem dúvidas o Facebook está longe de ser um fracasso.

Fábito Bito (Blogueiro e Coordenardor de Mídias Sociais da Talk Interactive)

sexta-feira, 19 de março de 2010

Especialistas em redes sociais apostam que inovação nas mídias sociais começa dentro de casa

Receita para inovar em redes sociais não existe. Mas todos estão em busca do mesmo norte, ou melhor, da mesma resposta para a pergunta: como é possível ser diferente e único no meio de tamanha avalanche de plataformas de mídias sociais?

Para responder a esta questão, escutamos especialistas em inovação digital e constatamos: incluir a inovação da empresa nas mídias sociais, e não as mídias na inovação, é o melhor caminho para não errar. Isso significa ter primeiro a estratégia pronta e depois pensar como colocá-la nas redes.

Gil Giardelli, coordenador dos cursos na ESPM de Inovação Digital, conta que a sociedade deu um grande salto - partiu de pessoas para a tecnologia e agora volta para o início: pessoas. "O conceito de redes sociais no Brasil ainda está muito ligado as ferramentas mais populares como Orkut, Facebook etc. Porém, em comparação com outros países, o Brasil é o que mais está fazendo experimentos em mídias sociais", explica.

"O mundo ainda está começando a discutir como inovar e transformar esta tecnologia em resultado. O grande ponto das redes sociais é a troca de informações, o ponto de encontro e a conexão que a rede permite ter. Por outro lado, as empresas estão se deixando levar apenas pelo modismo e aderem as redes sem pensar no verdadeiro objetivo do negócio", completa o professor.

Segundo o especialista, existem sim muitos cases de fracassos, mas também existem muitas empresas que acertaram a mão. É o caso do projeto da Pepsi - o Pepsi Refresh Project. "Neste modelo de inovação pelas redes sociais, os usuários enviam projetos para a Pepsi com ideias de como ajudar o planeta, permitindo a votação pelos próprios internautas. Além disso, os mais votados concorrem a prêmios em dinheiro e a empresa consegue um grande número de ideias em pouco tempo", comenta Giardelli.

O caso clássico da Goldcorp, centenária empresa de mineração de Ontário, Canadá, superou sua crise financeira com o projeto "Desafio Goldcorp". Neste caso, a empresa abriu seus estudos geológicos ao público e concedeu um prêmio de US$ 575 mil para os melhores métodos e iniciativas de qualquer especialista que indicasse onde encontrar ouro nos 222 km2 de sua propriedade. O concurso rendeu a profusão de ouro e catapultou o desempenho de US$ 100 milhões para US$ 9 bilhões.

No Brasil podemos ainda destacar os casos da Dell, que começou a conversar com seus clientes e fãs em 2006 pela comunidade Direct2Dell (para usuários e fabricantes) e a Ford, que passou a direcionar uma estratégia social massivamente no Twitter. A NASA também inovou e criou um canal para que as pessoas possam seguir as imagens do robô no espaço, enquanto outras companhias também utilizam as redes para gerenciar crises, como é o caso do Walmart.

Além de ações de inovação com o mercado, as empresas também podem inovar internamente com seus colaboradores, seja por meio de uma ferramenta Wikipedia ou por outra forma de colaboração. "Uma das coisas mais críticas que as empresas fazem é bloquear as redes sociais para os colaboradores. O que precisa ser feito é usar a mídia a seu favor. Você pode contratar usando o Linkedin, usar um canal de vídeo para treinamento interno, o Twitter para governança, entre outras tantas opções', relata Luli Radfaher, professor em Comunicação Digital da ECA-USP.

As chances de dar certo

Muitas empresas já deram tiros nos pés tentando inovar nas redes sociais. Com certeza você deve conhecer pelo menos um caso destes. Para Radfaher, da USP, o que o mundo corporativo precisa é entender o universo da Web 2.0, antes de se apropriar dele. "Usar bem as redes sociais é não mudar os fundamentos da comunicação. A empresa inteligente mantém o diálogo e tem sempre uma resposta para o cliente. Quando a empresa abre uma conta no Twitter, ela precisa ter algum serviço atrelado a ferramenta como, por exemplo, um aeroporto que pode prestar um serviço de trânsito para os passageiros. Ao invés de usar uma estratégia de guerrilha, as empresas precisam começar a tomar posse das mídias entendendo como elas funcionam, e não tentando comprar quem as usa", enfatiza Radfaher.

Ainda na visão do professor Radfaher, para acertar a mão, a receita ainda é a mais velha do mundo: antes de falar, as empresas precisam escutar o que o cliente quer. "Isso é inovar. Os cases das empresas que mais inovaram mostram que elas tiraram o que não era útil em um produto e passaram a substituir por uma solução proposta pelo próprio usuário. Para isso, a empresa precisa ter e manter a transparência por meio de um canal que permita o diálogo", salienta Radfaher.

Ter expertise na área em que atua e saber porque e onde a inovação deve começar é o começo para esta empreitada 2.0. Decidida esta primeira etapa, se o canal será o Orkut, Facebook, Twitter, Linkedin ou uma plataforma própria de rede social será um mero detalhe. Tenha foco no DNA da inovação e faça a Web 2.0 trabalhar a seu favor.

Os sete passos para trilhar o melhor caminho nas mídias sociais:

1- Primeiramente faça uma pesquisa: entre nas redes e veja o que estão falando de você. Procure saber qual é o seu poder de influencia nestas redes.

2- Use as redes a seu favor. Ao invés de bloquear o acesso aos funcionários.

3- Contrate usando o Linkedin.

4- Use um canal de vídeo para treinamento interno.

5- Use o Twitter para determinar a governança.

6- Analise o mercado, o ambiente e as ferramentas que você irá utilizar.

7- Descubra o que as pessoas querem da empresa.

Acompanhe na próxima semana a segunda reportagem deste especial sobre estratégia nas redes sociais.

Katia Cecotosti, editora do HSM Online
25/02/2010

terça-feira, 16 de março de 2010

DICA DO CONSULTOR DA SEMANA

dicas para você gerenciar o tempo e vender mais

  1. Estabeleça as prioridades no dia anterior, assim você ganha tempo para o próximo dia – O que é mais importante em seu dia? Prospectar novos clientes? Vender mais para clientes leais? Marcar reuniões? Fazer pós-venda? Quando você planeja suas atividades com antecedência, as chances de  suas vendas aumentarem é muito grande, pois você estará focado e concentrado na principal prioridade, que é "negociar" com o cliente. Portanto, prepare sua agenda de acordo com suas prioridades e irá atingir as suas metas com mais tranquilidade, diminuindo a pressão psicológica que fica em sua cabeça.
  2. Mantenha seu material de trabalho organizado, isso dá uma sensação de bem-estar e motivação – Mantenha todo o arsenal de vendas bem organizado em sua pasta de trabalho. Organize seu cartão de visitas, fôlder da empresa, informações do cliente, tabela, calculadora, material de apresentação em PowerPoint, computador, depoimentos, estatísticas que comprovem suas argumentações e tudo que possa ajudá-lo nessa negociação que está apenas começando. Mas por que tudo isso? Por um simples motivo: além de você se sentir mais seguro e aliviado por saber que todas as informações estão em suas mãos, o cliente vai perceber que está lidando com um vendedor organizado e profissional. O que você acha da ideia?
  3. Programe para estar o máximo possível de tempo na presença do cliente – Como está o seu Tempo Ativo na Presença do Cliente (TAPC)? Quem é o principal responsável pelo seu negócio? É o cliente, concorda? Então esteja em contato o máximo de tempo possível com ele e obterá resultados surpreendentes. Esse deve ser o seu principal objetivo na hora de gerenciar seu tempo.
  4. Saiba dizer "não" para as atividades que não proporcionam resultados efetivos para você – Antes de realizar alguma atividade, faça a seguinte pergunta: "Isso é realmente importante? Ou posso fazer em outro horário?". A grande sacada é não entrar no piloto automático, e sim conseguir pensar friamente em suas prioridades. Saiba dizer "não" para você quando estiver fugindo do foco, volte para o trilho novamente e direcione suas atenções para o cliente. Lembra-se de que ele é o segredo de seu negócio?
  5. Registre todas as informações dos clientes para ganhar tempo num futuro retorno – Se você pretende gerenciar ou ser mais produtivo, organize toda a informação obtida do cliente num CRM ou, até mesmo, em uma agenda. O vendedor que tem a informação nas mãos acaba se diferenciando, pois ele sabe exatamente como evoluir na negociação, deixando para o cliente uma imagem brilhante de organização, profissionalismo e preocupação com seus interesses. Você está sendo esse vendedor?
  6. Quando finalizar o dia, olhe sua produtividade e comemore os resultados alcançados – Celebre a conquista de seus resultados com sua família ou com alguém de sua confiança, não deixe passar em branco. Já que dedicou muito esforço para atingir seus objetivos, você é merecedor. Quando você se premia com uma torta, um jantar, cinema ou algo do gênero, as pilhas da bateria estão sendo recarregadas para o próximo dia, e seu grau de motivação permanecerá em alta por mais tempo.
Consultor André Silva é palestrante nas áreas de motivação e vendas.
 
 

sexta-feira, 12 de março de 2010

O ombro amigo - Espetacular coluna do Jornalista Paulo Sant'ana

O OMBRO AMIGO

De que matéria e substância é feito um amigo? Como pode um estranho equiparar-se a nosso pai e a nossa mãe, até mesmo sobrepujá-los em lealdade e dedicação?

Que amálgama une um amigo a outro? Em que mistura de elementos se alicerça afinal uma amizade?

Não há dúvida de que a amizade suplanta o amor por não correr o risco de ser efêmera.

É essa perenidade que diferencia a amizade do amor e a faz mais nobre que o amor.

*

Quando cessarem todos os recursos, quando ficar de prontidão a voz dos necrológios para gritar que você morreu, ainda restará na última cidadela de proteção um amigo.

O amigo é o mais sólido, o mais imarcescível abrigo contra a solidão devastadora.

O grande óbice ao desespero é um amigo, o único obstáculo ao suicídio é um amigo.

Por que ele é amigo, não se saberia dizer. É amigo como um cão fiel, sem motivo, trata-se de uma simples escolha.

Há pessoas que nasceram para ser amigos. É da sua natureza ajudar, amparar, estar ao lado, construir, velar, mourejar em pura amizade.

*

O amor também se diferencia da amizade porque esta é absolutamente desinteressada.

O amigo ajuda o outro amigo porque esta é a sua missão, a de dar sentido à vida do outro.

No amor, um dos amantes ama o outro porque a felicidade do outro fá-lo lucrar.

Na amizade, um amigo ajuda o outro sem lucrar nada, apenas para ajudar, amparar, diligenciar.

*

Mil vezes, se eu tiver de escolher, preferiria ter um grande amigo a um grande amor.

E, se eu tiver um grande amor, ele sobreviverá aos tempos e se tornará perpétuo só no caso de que ele se transforme em uma grande amizade.

O amor é temporal, a amizade é eterna.

*

Se me faltarem todas as forças, se todos os elementos que me mantêm erguido soçobrarem, ainda assim permaneço em vida e prossegue acesa no meu coração a chama da esperança, se um amigo existir.

A vida só pode cessar quando faltar um amigo. Um amigo é infinitamente mais útil que a riqueza, o luxo, a fartura e a ostentação.

O maior tesouro da vida é um amigo.

A maior e mais importante desgraça é a falta de um amigo.

*

Cultive um amigo, se é que se possa cultivá-lo, se é que essa atração que o move não seja simplesmente natural e espontânea.

Agradeça ao seu amigo, embora ele exista independentemente de qualquer agradecimento ou homenagem. Quando se dedica, não está em busca de gratidão, ele só é amigo porque é da sua vocação telúrica a amizade.

Procure saber se você tem, no seu círculo de amizades, um amigo.

Se o tiver, só assim a vida terá sentido.

  • Jornal Zero Hora, 11 de março de 2010, Coluna do PAULO SANT'ANA

  • quarta-feira, 10 de março de 2010

    30 razões que levam uma empresa a fechar as portas

    Confira quais são os 30 erros mais comuns das empresas, seja na administração de pessoas, processos ou finanças

    Provavelmente nunca ninguém lhe falou as principais falhas que você micro ou pequeno empresário pode estar cometendo na gestão financeira da sua empresa. Aproveite este artigo, o qual foi sugerido por um aluno e empresário.

    "Eu já montei e tive que fechar cinco empresas, depois dessa cruel experiência decidi voltar para a sala de aula". Este foi o desabafo que um dos alunos do curso de Planejamento e gestão  financeira, fez no primeiro dia de aula. A resistência para sair da rotina de trabalho, originada quase sempre pelo conforto é grande, mas chega uma hora que não tem outra saída. Foi o caso deste empresário, que depois dessa triste experiência, que aconteceu entre os 33 e 58 anos de idade, decidiu buscar conhecimento e se atualizar.

    Vejamos as principais falhas que temos percebido na área financeira, tanto em trabalhos de consultoria e assessoria, como em cursos abertos e fechados:

    1. Acreditar que basta colocar um software de gestão financeiro para controlar as contas da empresa.

    2. Acreditar que somente um funcionário pode tomar conta das finanças, dependendo do tamanho da empresa.

    3. Acrescentar às contas da empresa, suas contas particulares e até as contas da família, para o funcionário controlar.

    4. Misturar as contas da empresa com as contas particulares, inclusive com cartões de crédito pessoal, transferências de contas (pessoa física/pessoa jurídica), etc.

    5. Fazer retiradas avulsas das contas da empresa durante o mês de acordo com sua necessidade particular.

    6. Valor do pró-labore crescente e/ou indefinido (variável) todo mês.

    7. Não registrar as entradas e saídas de dinheiro com precisão e no instante do fato.

    8. Não dispor de um plano de contas gerencial (não tributário) que identifique e agrupe as principais contas da empresa (entradas e saídas no caixa e receita e despesa no demonstrativo de resultados).

    9. Exigir do funcionário melhor controle, sem este dispor das condições da segurança e da autonomia para controlar o caixa.

    10. Colocar o funcionário do financeiro para fazer outros serviços ou serviço externo.

    11. Pegar dinheiro do caixa, sem comunicar o responsável pelo controle.

    12. Acreditar que o saldo do caixa no final do mês é o lucro da empresa.

    13. Não controlar e fazer inventários periódicos, valorizando o estoque.

    14. Não dispor de controles a fim de conhecer com precisão o estoque inicial, estoque final e o custo da mercadoria vendida (ou custo da matéria prima).

    15. Gastar o saldo do caixa para pagar contas particulares e outros negócios.

    16. Não fazer uma reserva de caixa para despesas eventuais de final e inicio de ano.

    17. Acreditar que é difícil (ou impossível) fazer uma previsão de fluxo de caixa.

    18. Confundir lucratividade com rentabilidade.

    19. Confundir fluxo de caixa com demonstrativo de resultados.

    20. Confundir custos fixos com variáveis e vice-versa.

    21. Acreditar que acrescentando uma porcentagem "X" aos custos operacionais, é a forma correta de formar o seu preço de venda.

    22. Não considerar descontos, devoluções, garantias e as despesas escondidas como: encargos sociais, depreciação, seguros, etc, na apuração de resultados.

    23. Confundir contas de caixa com contas de resultados.

    24. Confundir regime de caixa com regime de competência.

    25. Não calcular e atualizar o capital de giro necessário para a empresa.

    26. Não conhecer e nem calcular o seu ponto de equilíbrio para controle, tomada de decisões e criação de estratégias sazonais.

    27. Não saber com precisão qual o lucro (ou prejuízo) da empresa.

    28. Acreditar que são os funcionários que precisam da empresa (emprego).

    29. Contratar mais parentes baseado somente pela confiança e/ou por pena.

    30. Prescindir das novas tecnologias da informação.

    Como consequência dessas inconformidades, a empresa estagna, não consegue mais crescer e logo em seguida passa a pagar seus compromissos com atraso. Depois passa a depender de empréstimos bancários e por último passa a demitir funcionários para diminuir a folha de pagamentos. Com isso cai a produtividade e a qualidade dos serviços.

    Daí os clientes começam a migrar para os concorrentes mais atualizados e agressivos, terminando com o fechamento do negócio. Essa é a triste história deste aluno e de milhares de empreendedores e pequenos empresários do Brasil e do planeta inteiro.  O negócio era bom em quanto era pequeno – dava para administrar e ganhar dinheiro.

    Agora, as condições externas e internas estão muito diferentes, os clientes estão cada vez mais exigentes, existem muito mais opções no mercado para atender as mesmas necessidades. Depois que a empresa começa a crescer, a situação fica mais difícil de administrar.

    Se pelo menos cinco destas situações estiverem acontecendo com você (ou com seu amigo), sua situação é delicada e muito perigosa. A tendência é piorar cada vez mais.

    Federico Amory (Consultor da Eficaz consultoria de gestão, especialista em reestruturação organizacional e empresas familiares. http://www.empresa-eficaz.com.br - ee@empresa-eficaz.com.br )

     

    HSM Online
    10/03/2010

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    terça-feira, 9 de março de 2010

    Os sete monstros da iniciativa

    Olá.

    Certa vez, um especialista em mentes chegou a uma cidade distante garantindo que podia provocar acontecimentos e mobilizar pessoas. Milhares de curiosos foram à palestra dele e se concentraram ao máximo quando ele acendeu uma vela, no meio do palco, e pediu que todos mentalizassem-na apagando. Algumas pessoas recitaram mantras, outras apenas fecharam os olhos e tentaram mandar o máximo de energia para aquela tarefa.

    Após alguns minutos, o especialista voltou ao microfone e disse simplesmente: "Agora, alguém dos milhares presentes na plateia pode subir até o palco e efetivamente apagar a vela?". A maioria das pessoas ficou desconcertada e sem ação, mas algumas correram para apagá-la. O fato é que a solução era mais simples do que todos imaginavam: bastava que alguém tomasse a iniciativa.

    No ambiente corporativo, essa situação acontece frequentemente. Observe como seus colegas de trabalho reagem com um papel que caiu no chão ou com o telefone de um funcionário que resolve tocar, mas o colega acaba de ir ao banheiro. Muitos profissionais ficam esperando que situações simples se resolvam por mágica, mas não tiram a bunda da cadeira para realmente resolvê-las. Por que será que isso acontece?

    Aqui, na Editora Quantum, observamos que existem sete monstros cuja função é justamente impedir as pessoas de tomarem a iniciativa. São eles:
    1. Preguiça.
    2. Medo do ridículo.
    3. Medo de retaliação.
    4. Insegurança.
    5. Falta de objetivo.
    6. Resistência a mudanças.
    7. Falar muito e agir pouco.
    Para dar um basta a cada um deles – e a outros que podem estar se escondendo por aí –, estamos desenvolvendo o próximo Treinamentos VendaMais justamente sobre esse tema. E, como o produto é sobre iniciativa, nada melhor que começar pedindo ajuda a você, Telmo, para testar em que nível anda sua iniciativa.

    Desses sete monstros, qual é o que mais te atrapalha ou já atrapalhou profissionalmente? Se não for algum desses sete, conte para mim qual você acha que é o seu monstro da iniciativa. Escreva para: leitor@editoraquantum.com.br e participe da nossa enquete. Só não vale responder que não há nenhum monstro, porque todo mundo, mais cedo ou mais tarde, perde algum bom negócio por falta de iniciativa. Tire a bunda da cadeira e comece a pensar sobre a sua rotina. O que tem impedido você de mostrar proatividade?

    Um abraço e boa$ venda$,

    Raúl Candeloro
    www.vendamais.com.br
     

    domingo, 7 de março de 2010

    Como se forma um bom aluno - Parte III (última)

     
    Todo pai quer que seu filho vá bem na escola. Só querer não basta. A seguir, oito lições de crianças que se destacam nos estudos
    Camila Guimarães com Juliana Arini, Marco Bahé e Nelito Fernandes
    Renato Stockler
    CRIATIVA
    Larissa, em sua escola. O gosto pelas artes a torna uma criança observadora, o que a ajuda em outras disciplinas
     6. PENSAMENTO SOLTO

    Um caminho alternativo, quase oposto ao da persistência dos trigêmeos Joebert, Joemerson e Joeverton, é a aposta na criatividade. Trata-se de, em vez de perseguir notas, liberar a imaginação. Pode-se construir uma argumentação forte contra a ênfase do sistema de ensino nas notas. Quando uma pessoa (criança, jovem ou adulto) se concentra em demasia no grau que receberá por um trabalho, deixa de apreciar o valor intrínseco dele. Em boa medida, a importância dada à nota é subtraída da alegria de aprender.

    Por isso é tão revitalizante observar crianças como Larissa Silvestre, de 9 anos, descobrindo o mundo, formulando conceitos, brincando. "A Larissa sempre foi criativa", afirma sua professora de artes, Maria Luisa de Godoy. "Se eu pedia para ela recortar uma árvore, numa aula sobre contornos, ela me vinha com um varal cheio de roupas. Se eu ensinava a fazer uma peteca de sucata, em cinco minutos a peteca virava outro brinquedo."

    Sua mãe, Arlete de Epifânia, estudou até a 4a série e é cozinheira há 13 anos em uma casa de um bairro nobre de São Paulo. No ano passado, entrou pela primeira vez em um museu, quando a escola de Larissa convidou os pais a acompanhar os filhos numa visita ao Museu de Arte de São Paulo (Masp). "Nunca imaginei que existisse um lugar como aquele e que minha filha fosse capaz de fazer o que ela fez ali", diz Arlete. De lá para cá, quando tem tempo livre, ela tenta fazer programas que envolvam algum tipo de atividade artística. Se não dá, ajuda a filha a costurar roupinhas para suas bonecas.

    Parecem atividades que têm pouco a ver com as disciplinas escolares. Não é assim. A sensibilidade de Larissa para as artes faz dela uma criança observadora – o que a favorece na hora de resolver um problema de matemática ou associar fatos históricos. Segundo Maria Lúcia Sabatella, especialista em crianças superdotadas, gente criativa é extremamente concentrada. "Os grandes inventores, os maiores estrategistas, nos negócios ou na guerra, não fazem a sequência lógica de raciocínio", diz. "Eles são criativos. Seu caminho para chegar à resposta pode até ser mais longo. Mas é singular."

    Esse argumento é contrário à má imagem dos alunos que ficam "rabiscando o papel" em vez de estudar a sério para a prova. "A produção artística exige do aluno um esforço que pode ser maior do que nas outras disciplinas", afirma Paulo Portella, coordenador do Serviço Educativo do Masp. "A criatividade das artes exige construção de conhecimento – e não a simples repetição deles." Uma criança com pendor para as artes pode ter um caminho de sucesso até maior que o de um aluno "certinho", em áreas menos convencionais. Ou pode levar vantagem no próprio campo do estudo. Larissa, por exemplo, diz que não quer ser artista quando crescer. Ela quer ser veterinária.

    A produção artística exige do aluno um esforço que
    pode ser maior que nas outras disciplinas

     

    Anderson Schneider
    INFLUÊNCIA
    Felipe brinca com carrinhos de construção, junto da foto do avô. Ele também quer ser engenheiro, para "salvar o mundo do desmatamento"
     7. A INSPIRAÇÃO DE ALGUÉM

    Todo mundo tem alguém que admira. Pode ser a mãe, um professor, uma personagem histórica. Essa figura nos faz almejar ser melhor. Isso também é verdade nos estudos. Quase todo bom aluno tem um professor inspirador, um parente que quer imitar, um bom exemplo. Felipe Brum, de 10 anos, morador de Brasília, tem dois: seu avô materno, Ribamar Ferreira, e Bruno, seu irmão mais velho. Ribamar é engenheiro e serve de inspiração para Felipe desde que, numa visita à construção de uma pousada da família na Bahia, mostrou-lhe que a matemática serve para construir coisas. "Quero construir robôs para ajudar a salvar a humanidade do desmatamento", diz o menino. "Para fazer meu robô, sei que vou ter de estudar engenharia." Bruno, seu irmão mais velho, também segue a carreira do avô. Passou no vestibular com 16 anos. "Eu também quero passar na UnB", diz Felipe, sem saber direito o que significa a sigla, da Universidade de Brasília. Seu plano para conseguir a vaga já está em prática. Estuda duas horas todos os dias e tem como meta a nota mínima 8.

    A rotina de estudos de Felipe foi organizada pela mãe, Isabella, para que o menino superasse suas dificuldades de aprendizado. Há dois anos, ele foi diagnosticado com transtorno de déficit de atenção (TDA). Isabella, que é médica, mudou seus horários para se dedicar aos estudos do filho. O irmão mais velho também ajuda. "Ele me estimula a aplicar os cálculos em tudo o que faço", diz Felipe. "Nunca imaginei que para construir computadores a gente usava matemática."

    Ter o avô e o irmão como heróis é a motivação de Felipe. "São muitos os casos em que ter um referencial, um exemplo a ser seguido, é determinante para a motivação do aprendizado", afirma Quézia Bombonatto, presidente da Associação Brasileira de Psicopedagogia. "Estimular isso é válido, mas com o cuidado de respeitar a individualidade da criança." Porque pode acontecer o contrário: a criança se sentir intimidada pela figura de sucesso e se frustrar ao não conseguir ser como ela.

    Não parece ser o caso de Felipe. No ano passado, ele tirou 9,6 em matemática, disciplina em que tinha ficado em recuperação no ano anterior. "Agora só quero boas notas, sei que isso ajuda a passar rápido no vestibular, como foi com o Bruno."

    Ricardo 
Jaeger
    ENGAJADO
    Marcelo, no grêmio estudantil de sua escola. Ele renovou a sede, promoveu um festival de música, fez ação social. Sua capacidade de questionar o coloca entre os melhores alunos
     8. PLANOS DE MUDAR O MUNDO

    Para que serve a escola? Em parte, ela é a instituição conformista por natureza. É lá que aprendemos os meios e modos do mundo, as tradições de nossa cultura, o que devemos fazer para ter sucesso, de acordo com as expectativas da sociedade. Mas ela é, também, o lugar do exercício das possibilidades. É nela que aprendemos a pensar por conta própria. Uma boa educação inclui a capacidade de questionar, experimentar, criar. Um traço comum entre maus alunos é que seus interesses estão fora da escola. Mas esse é também um traço comum entre os bons alunos. A única diferença é que os maus alunos perseguem seus interesses em detrimento do estudo. Os bons mesclam suas atividades ao estudo. Com isso, ganham capacidade crítica, vivência, experiência.

    No ano passado, Marcelo Monteiro, de 16 anos, dedicou boa parte de seu tempo livre a um projeto especial: recuperar a imagem do grêmio estudantil do colégio onde cursa o 3o ano do ensino médio, em Porto Alegre. Sua função como primeiro secretário era negociar com a diretoria atividades para os alunos e melhorias na escola, tarefa complicada dada a reputação do grêmio até então. As gestões anteriores deixaram a organização quebrada. Ao assumir, Marcelo e seus colegas de chapa encontraram a sede pichada, sofás depredados, computador quebrado. "Tivemos de reconquistar a confiança do diretor e dos coordenadores para emplacar nossos projetos", diz ele. Para reformar a sede, arrecadou dinheiro com os alunos (cobrando pelo serviço de fazer carteirinhas de estudantes) e pais de alunos (enviou cerca de 1.500 boletos opcionais no valor de R$ 20 para o endereço residencial dos colegas. Mais da metade dos pais depositou o dinheiro).

    Também organizou uma campanha para mobilizar o colégio a participar de uma espécie de gincana. O prêmio, dado para a escola com o maior número de inscritos, era um computador. Levou. No final do ano, já com a sede reformada e o prestígio do grêmio recuperado, Marcelo conseguiu autorização da diretoria para fazer um festival de música. Cada convidado levou 1 quilo de alimento, doado para entidades carentes. "Não sei quanto deu no final, mas lotamos a Kombi que a escola nos emprestou para fazer a entrega."

    Mesmo tão ocupado com articulações estudantis e organização de eventos, Marcelo está no topo das notas de sua turma. Vai tentar o vestibular para Direito. "Ele não tem medo de se meter em encrencas", diz um de seus professores, Ivanor Reginatto, no colégio há 25 anos. "Nem todo bom aluno questiona tanto quanto Marcelo, mas essa sua capacidade o coloca entre os melhores." De certa forma, Marcelo segue os passos de seus pais, Marisa e Rui. Ambos participaram de grêmios estudantis no colégio e na faculdade. Durante cinco anos, presidiram a Associação de Pais e Mestres onde Marcelo estuda. "Tentamos passar a ideia de que se engajar em atividades fora da sala de aula daria a ele a base que vai definir seu futuro profissional e pessoal", diz a mãe. "Eles me ensinaram a priorizar o diálogo, a discutir questões que acho importantes", diz Marcelo. É para isso que serve a educação. Para atuar no mundo.

    Como se forma um bom aluno - Parte II

     
    Todo pai quer que seu filho vá bem na escola. Só querer não basta. A seguir, oito lições de crianças que se destacam nos estudos
    Camila Guimarães com Juliana Arini, Marco Bahé e Nelito Fernandes
    Renato Stockler
    ORGANIZADA
    Gabriela, em sua escola. Sua disciplina a torna capaz de aprender com mais facilidade
     3. ORGULHO DO RESULTADO

    Nem sempre o prazer de aprender vem da paixão por algo específico. Muitas vezes, trata-se do prazer de fazer bem feito, uma espécie de orgulho de ter realizado algo. Esse perfeccionismo move Gabriela Vergili, de 13 anos. Na primeira semana de aula, no mês passado, ela e a irmã mais nova, Geovana, chegaram em casa, em São Paulo, com a mesma tarefa (embora estejam em séries diferentes, ambas têm um professor em comum). Elas tinham de descobrir em que data cairia o Carnaval deste ano. Como sempre, as duas sentaram no mesmo horário para fazer o dever (a regra, na casa de dona Mércia, sua mãe, é fazer a lição logo depois do almoço). Geovana, eficiente, descobriu logo a data pedida: 16 de fevereiro. E foi brincar. Gabriela demorou mais. Pesquisou na internet, na enciclopédia Larousse, voltou para a internet. E escreveu um longo texto sobre Quaresma, Equinócio, fases da Lua e concílios religiosos. "A disciplina e a organização da Gabriela a ajudam a 'aprender a aprender' qualquer coisa", afirma Luís Junqueira, professor dela no ano passado. "Por isso ela é tão versátil: tem texto redondo, sabe fazer um documentário em vídeo, vai bem na aula de artes e até na educação física."

    Essa disciplina é um ponto de honra para Mércia. Ela sempre foi rigorosa com os estudos das filhas. Além do horário da lição, à noite ela e o marido chegam do trabalho e tiram dúvidas das crianças. Quando a escola passa uma pesquisa, manda ler um livro, Mércia acompanha por telefone se as obrigações foram cumpridas. Essa rigidez – acompanhada do exemplo, senão o efeito pode ser o oposto – cria comprometimento com o estudo. "Quase sempre a criança vai buscar em casa como ela vai se relacionar com a vida acadêmica", diz Débora Vaz, pedagoga e diretora de um colégio particular de São Paulo. Gabriela é concentrada para fazer seus deveres, cumpre o combinado com os professores, respeita o sinal da escola, devolve o livro da biblioteca dentro do prazo.

    Como mostra a pesquisa do MEC de 2007, o dever de casa é outro ponto em comum entre os bons alunos. Vários estudos comprovam que a lição de casa ajuda a assimilar conteúdos. Também é a forma mais fácil de verificar o aprendizado dos filhos. Por isso, os pais devem se envolver – mas não muito. A lição de casa tem de ser feita apenas pelo aluno. "É quando a criança está sozinha para lidar com todo o conhecimento que adquiriu em sala e vai decidir o que fazer com ele", diz Harris Cooper, um acadêmico da Universidade Duke, Carolina do Norte, que há mais de 20 anos estuda a relação dos pais com a lição de casa (leia suas recomendações).

     Daryan Dornelles
    DETERMINADO
    Leandro no trem, voltando da escola. Seu dia começa às 4h30 e vai até as 22 horas
     4. RESISTÊNCIA A FRUSTRAÇÕES

    Outra forma de a disciplina se manifestar é na resiliência. O termo designa a propriedade de um corpo de voltar à forma original depois de sofrer uma deformação. Por extensão, passou a ser usado por psicólogos como a capacidade de uma pessoa se recobrar de episódios ruins ou resistir a dificuldades. Em geral, a resiliência é alimentada pela determinação, uma característica encontrada em grande parte dos bons alunos. Um exemplo é Leandro Siqueira, de 16 anos. Ele acorda às 4h30. Pega um trem em Cosmos, Zona Oeste, a região mais pobre do Rio de Janeiro, rumo ao Centro Federal de Educação Tecnológica Celso Fukow Fonseca (Cefet), uma das melhores escolas técnicas do país. Sai de casa sem tomar café – ou não chegaria a tempo à primeira aula, às 7 horas. Leandro faz a primeira refeição do dia às 12h30, no intervalo do período integral. Chega em casa às 20h30, janta e estuda até as 22 horas. Como seu quarto é pequeno, e a sala geralmente está ocupada, Leandro usa a varanda para ter a concentração de que precisa.

    A maratona massacrante se justifica. Quando entrou na escola técnica, numa vaga que disputou com 50 candidatos, Leandro sentiu um baque. Ele sempre havia sido bom aluno, mas o desnível em relação à escola pública de onde vinha era grande demais. Pegar recuperação em três disciplinas não foi o pior. Pelas regras da escola, quem é reprovado duas vezes é expulso. Leandro teve medo de perder sua conquista. "Eu me cobrava muito e ficava pensando no dinheiro que meu pai gasta para eu estar aqui todo dia e almoçar", afirma, logo depois do almoço num restaurante a quilo, onde gastou R$ 11. Suas notas se estabilizaram acima da média graças à severidade de seu plano de estudos, que inclui mais algumas horas de caderno aos domingos, assistido por uma tia professora de matemática. Os pais de Leandro, um instalador de gás desempregado e uma dona de casa, estudaram até a 8a série. Não conseguem ajudá-lo com os estudos. Mas não poderiam dar lição melhor que o sacrifício que fazem para lhe dar a oportunidade de um bom estudo.

    Será possível incutir determinação em alguém? Em termos. A resiliência é, provavelmente, uma característica da personalidade. Mas os pais podem influenciar. Em geral, fazem isso para o lado errado. "Vemos muitos pais lenientes, enchendo seus filhos de facilidades", afirma Maria Lúcia Sabatella, uma educadora especialista em crianças superdotadas. O resultado são crianças mimadas, com pouca resistência a frustrações. E uma tendência a desistir ante as dificuldades. Por isso, em seu programa dedicado a localizar bons alunos na rede pública, os pais também recebem aulas. Eles aprendem a estimular seus filhos e, especialmente, a não boicotá-los. "Temos de ensiná-los a formar indivíduos autônomos, independentes", diz Sabatella.

    Leo 
Caldas
    TREINO DIÁRIO
    Joebert, Joeverton e Joemerson (a partir da esq.), na escola. Em casa, estudam mais três horas com o pai
     5. O GOSTO DA COMPETIÇÃO

    Os trigêmeos Joeverton, Joemerson e Joebert de Oliveira Maia, de 12 anos, foram medalhistas na Olimpíada Brasileira de Matemática das Escolas Públicas (OBMEP) no ano passado. Joeverton foi medalha de ouro. Joemerson e Joebert ficaram com o bronze. Não é preciso dizer que eles são o orgulho do pai, José Jorge Maia, chefe da família de classe média baixa que vive na periferia de João Pessoa. Professor de matemática da rede pública da Paraíba, tudo o que José conseguiu até hoje foi com esforço: a casa onde mora e ter criado os três filhos só com seu salário, já que sua mulher, Selma, também professora, parou de trabalhar para cuidar dos bebês. "Sobrevivo com tudo o que aprendi na escola. É só isso que eu tenho e é isso que eu quero garantir para meus filhos", diz.

    Não é só discurso. José e Selma dão aos trigêmeos, todos os dias, três horas extras de aula, além da lição de casa. É como um treino de atletismo, com esforço repetitivo. José copia provas de olimpíadas de matemática antigas e dá como treino para os meninos. A vontade de vencer, atingir metas mais altas, destacar-se é um poderoso incentivo para os estudos. "Os melhores alunos não têm medo do desafio", fiz Suely Druk, diretora da OBMEP.

    As aulas, no terraço da casa simples da família, não são apenas de matemática. Incluem ciências, português e história. Os meninos não se incomodam em suar a camisa. "Sempre foi assim aqui em casa", diz Joemerson. O reforço ajuda a compensar as deficiências da escola municipal onde estão matriculados no 8o ano do ensino fundamental. "Queria que a escola puxasse mais. Estamos sem professor de história e de inglês", diz Joebert.

    A postura de José faz com que os filhos não enxerguem a escola como um fardo, mas como solução. Os três querem se formar em engenharia da computação. Informática passou a ser a paixão dos meninos depois que Joemerson ganhou um computador num concurso de redação, há dois anos. De lá para cá, têm como passatempo navegar em redes de relacionamento, bate-papo e sites de jogos, como qualquer pré-adolescente. A diferença é que eles só fazem isso depois dos estudos.

    Como se forma um bom aluno

    Confira a seguir um trecho dessa reportagem da edição

    da revista Época deste domingo,  06/03/2010.

    Todo pai quer que seu filho vá bem na escola. Só querer não basta.
     
    A seguir, oito lições de crianças que se destacam nos estudos
    Camila Guimarães com Juliana Arini, Marco Bahé e Nelito Fernandes

    Não há pai ou mãe que não sonhe com isso: que seu filho vá bem na escola, encontre uma vocação e faça sucesso. É por isso que os pais brasileiros, ouvidos em uma pesquisa do Movimento Todos pela Educação, disseram participar com afinco da vida escolar de seus filhos. Essa participação, porém, tem suas falhas – como mostra um detalhamento da pesquisa de 2009, feito com exclusividade para ÉPOCA. Em alguns casos, há falta de tempo (a queixa mais comum de quem tem filho em escola particular). Em outros, o principal obstáculo é o desconhecimento do conteúdo ensinado (para quem tem filho em escola pública).

    A pesquisa também detectou conceitos ultrapassados de como impulsionar o conhecimento. A maioria dos pais presta demasiada atenção às notas e preocupa-se menos em estimular a leitura ou acompanhar se a criança está aprendendo.

    Em outras palavras: há mais cobrança que incentivo. É como se os pais considerassem que sua tarefa principal é garantir o acesso à escola – a partir daí, a responsabilidade seria dos professores. Isso é pouco, principalmente num país que não tem avançado satisfatoriamente na área da educação. O nível de ensino das escolas brasileiras, mesmo as de elite, é baixo, na comparação com os países mais avançados. Um relatório do Ministério da Educação, ainda incompleto, mostra que atingimos apenas um terço das metas do Plano Nacional de Educação, entre 2001 e 2008. A evasão escolar no ensino médio aumentou de 5% para 13%. Só 14% dos jovens estão na universidade. Menos de um quinto das crianças até 3 anos frequenta creches.

    E, no entanto, há ilhas de excelência. Há alunos brilhantes, curiosos, esforçados, interessados, capazes. Não estamos falando de superdotados. São meninos e meninas comuns, de colégios públicos e particulares, pobres ou ricos, que vão para a escola e... aprendem. Mais: formam-se. Estão no caminho de se tornar cidadãos melhores, pessoas melhores, gente de sucesso. Fazer com que uma criança seja assim não está inteiramente ao alcance dos pais. Pesquisas mundiais mostram que o envolvimento paterno responde por, no máximo, 20% da nota final. O restante seria determinado pela qualidade da escola, a relação com os professores, a influência dos colegas e, claro, seu próprio talento. Mas há, em cada um desses fatores, também uma influência dos pais. Cabe a eles analisar a escola, monitorar os professores, perceber o ambiente em que seu filho vive, estimular-lhe os talentos naturais. Talvez não seja possível fabricar bons alunos. Mas, como atestam as experiências dos garotos e das garotas desta reportagem, há boas receitas para ajudá-los a descobrir esse caminho.

    Se os pais não sabem reconhecer as paixões naturais dos filhos,
    inibem o aprendizado, em vez de promovê-lo

     

    Renato Stockler
    UMA HISTÓRIA FELIZ
    Pedro Manzaro lê um livro na biblioteca do colégio. Ele tinha dificuldades na escola. Recuperou-se graças ao gosto pela leitura
     1. O  PODER DO INCENTIVO

    O menino Pedro Manzaro seria um personagem improvável para uma reportagem sobre bons alunos. Aos 7 anos, ele começava o 3o ano sem saber escrever direito e com falhas de leitura. Em breve iniciaria aulas de reforço, com pouco resultado. Pedro era um retardatário na turma de alfabetização. Naquele momento, a diretora do colégio, de uma rede particular de São Paulo, chamou seus pais para uma conversa. Era preciso agir. Quando estão aprendendo as letras, as crianças têm um "clique", um momento muito pessoal a partir do qual a escrita e a leitura deslancham. O "clique" de Pedro estava demorando demais.

    Que pai não ficaria apreensivo com uma situação dessas? Foi como Andréia e Sidnei Manzaro se sentiram. Mas logo trataram de agir. A estratégia foi usar a leitura – o menino adorava livros, vivia com eles embaixo do braço, apesar da dificuldade de entendê-los. Na casa da família, já havia a tradição de cada criança (Pedro tem dois irmãos mais novos) ter seu "dia de filho único", quando os pais ficam só com ele. Durante a recuperação de Pedro, que levou um ano, seus dias de filho único eram sempre passados dentro de livrarias. Andréia passou a ler os livros de aventura, gênero favorito de Pedro, para conversar com ele sobre os vaivéns dos heróis das histórias (ela pegou gosto: está lendo agora o segundo livro da série Píppi Meialonga, sobre uma garota que viaja pelo mundo e odeia a escola).

    Hoje, Pedro é considerado um aluno acima da média. Não é um colecionador de notas 10. Mas isso não preocupa ninguém. "O principal é ele gostar do que está fazendo", afirma Andréia. O sucesso foi resultado de um esforço conjunto. A escola lhe deu atenção especial, com correção cuidadosa dos textos. O hábito da leitura fez outro tanto. Ler estimula a capacidade de compreender um texto, é um hábito fundamental na formação de seres pensantes. Está entre os quatro fatores comuns aos melhores alunos, segundo uma pesquisa feita pelo Ministério da Educação em 2007 (os outros são fazer lição de casa, ter atividades extracurriculares e pais engajados).

    O terceiro impulso, crucial, para a recuperação de Pedro foi a torcida dos pais. O incentivo e os elogios deles ajudaram a construir autoconfiança e gosto pelo esforço. "A gente vivia dizendo para ele: 'Filho, olha o que você conseguiu!'", diz Andréia. O elogio é capaz de transformar. Mas é preciso ter cuidado com ele. Há uma ciência em seu uso. Segundo pesquisas americanas, crianças que recebem congratulações por seu desempenho e seu talento tendem a ficar mais preguiçosas e menos criativas. Aparentemente, ficam com medo de arriscar, porque um fracasso destruiria a imagem que conquistaram. Crianças que recebem elogios por seu trabalho duro, pelo esforço despendido para chegar àquele resultado têm reação inversa. Tornam-se mais persistentes, desenvolvem gosto pelo risco. E, quando fracassam, atribuem isso a um esforço insuficiente, não à incapacidade. Foi o que aconteceu com Pedro. "Mesmo com os sucessivos erros, nunca ouvi o Pedro se recusar a escrever um texto", diz Beatriz Loureiro, a professora que acompanhou sua recuperação.

    Se os pais não sabem reconhecer as paixões naturais dos filhos, inibem o aprendizado, em vez de promovê-lo

    Rogério Cassimiro
    BRINCADEIRA
    Guilherme e seus dinos, em uma praça. A paixão ensina a pesquisar e tirar conclusões
     2. O PRAZER DE APRENDER

    Guilherme Ortolan, de 9 anos, tem dificuldade de passar para a próxima fase. Não na escola. Essa ele tira de letra. O problema de Guilherme é que, quando joga um de seus games preferidos com o pai, esquece o objetivo. "Ele para o jogo para me dizer que a classificação de um dos bichos na tela está errada: aquele dinossauro não pode ser herbívoro e viver naquela parte da floresta se tem dentes tão pontiagudos, típicos dos carnívoros", diz o pai, também Guilherme. A paixão do menino pelos dinossauros começou cedo. Ele nem era alfabetizado. Os pais souberam estimular seu interesse. Começaram comprando lagartos de brinquedo. Depois vieram os livros. E as pesquisas na internet. E os recortes de jornais e revistas (muitos deles presenteados pelos professores). A família inteira ficou envolvida pela mania, e Guilherme acabou virando "especialista". Quando vai brincar com seus dinossauros, ele os organiza por período geológico. Ou por hábitos alimentares.

    Esse processo mostra como uma paixão ajuda a estimular a criatividade, ensina a pesquisar por conta própria, tirar conclusões, fazer conexões. Se os pais e professores não sabem reconhecer e estimular as paixões naturais das crianças, se insistem para ela "largar de bobagens e se concentrar no que é sério", inibem o aprendizado, em vez de promovê-lo. Com Guilherme, aconteceu o contrário. "O repertório dele é superior ao dos colegas", diz Maria Isabel Gaspar, coordenadora pedagógica da escola em que ele estuda, em Ribeirão Preto, interior de São Paulo. "Não são raras as vezes em que ele já tem informações sobre o que está sendo ensinado na sala de aula."

    Esse tipo de aluno – capaz de fazer associações e reflexões mais sofisticadas – as melhores universidades do país procuram. Em seus vestibulares, elas evoluíram da cobrança de acúmulo de informações para a capacidade de solucionar problemas. O Enem, a prova unificada de seleção aplicada pelo Ministério da Educação, segue a mesma linha.

    sexta-feira, 5 de março de 2010

    Prepare o emocional para o processo de seleção a uma vaga de emprego

    Por: Flávia Furlan Nunes
    02/03/10 - 10h58
    InfoMoney


    SÃO PAULO – A aparência ganha atenção redobrada quando se participa de um processo seletivo para trabalhar em uma empresa. Porém, tão importante quanto isso é cuidar do emocional, que pode colocar tudo a perder. Quem nunca falou mais do que devia porque estava nervoso? Em entrevistas e exposições em grupo, não poderia ser diferente.

    Para a psicóloga e psicoterapeuta Clarice Barbosa, um pouco de tensão é natural antes de participar de um processo seletivo, uma vez que a pessoa estará lidando com uma situação nova e desconhecida. Mas é preciso ter controle. "Quando se está empregado e quer sair da empresa, isso é mais tranquilo do que quando se está desempregado, quando há uma maior expectativa", explicou.

    E é exatamente a expectativa que deve ser trabalhada neste momento. Não coloque tanta importância neste processo seletivo, por mais que ele tenha um papel fundamental em sua vida, e pense no que fará, caso não seja aprovado. "O excesso de expectativa faz com que, depois, a pessoa tenha de trabalhar com a frustração e a autoestima baixa".

    Antes do processo
    Para cuidar do emocional antes do processo seletivo, primeiro é preciso fazer um trabalho de autoconfiança. De que forma? Revendo o currículo, as experiências pelas quais já passou e olhando para ele de uma forma positiva. "A tendência das pessoas é ir para a empresa com a autoestima baixa e desvalorizando o trabalho que já fizeram."

    O interessante, para trabalhar a insegurança, é fazer uma versão de seu currículo mais aprofundada para você mesmo, tentando colocar aquilo que certamente será questionado na entrevista de emprego. "Uma pessoa muito insegura profissionalmente fica mais ansiosa neste momento".

    Além de questões relacionadas ao currículo, é importante se planejar para o processo seletivo, o que ajuda a lidar com as emoções na hora H. Dormir bem à noite, não beber no dia anterior, alimentar-se corretamente e fazer atividade física ajudam a pessoa a preparar o corpo e a mente para as entrevistas pessoais e dinâmicas em grupo.

    Uma questão que não deve ser deixada de lado é o tempo. Planeje o dia em que terá de ir até a empresa. Que horas sairá de casa? Qual o trajeto que fará até a companhia? Irá de carro, ônibus, táxi? Tirou dinheiro para pagar estacionamento? Quanto menos decisões para tomar de última hora, melhor.

    Afinal, imprevistos abalam o emocional, por mais que você não perceba isso. Imagine se você chega atrasado à entrevista? Certamente estará mais afobado e ansioso! Se algo assim acontecer, Clarice indica que o profissional trabalhe a respiração e movimentos corporais que relaxam.

    Fim da farra para os recibos médicos no IR - Já vale para IRPF ANO BASE 2010

     

     

    As salas de espera dos consultórios médicos devem ficar mais cheias este ano no Brasil. É que, antes de ir embora, o paciente terá de esperar mais alguns minutos pela nota fiscal, que deverá ser preenchida com o CPF do médico e os dados pessoais do contribuinte, especialmente daquele que declara ou é dependente de quem declara Imposto de Renda (IR) pelo formulário completo. A partir de 2011, a Receita Federal vai passar a cruzar os recibos médicos informados pelos contribuintes com a Declaração de Serviços Médicos (DSMED) fornecida pelo outro lado: os profissionais da área de saúde. Não apenas médicos, mas também dentistas, fisioterapeutas e psicólogos terão de informar o valor recebido de cada paciente com o respectivo CPF.

    A Declaração de Serviços Médicos será o 10º mecanismo de controle eletrônico criado pela Receita, que já controla, por exemplo, as transações imobiliárias registradas em cartório por meio da Declaração de Operações Imobiliárias (DOI) e identifica os pagamentos mensais a cartões de crédito via Declaração de Operações com Cartão de Crédito (Decred). "A DSMED já está valendo desde 1º de janeiro para os médicos. Os hospitais e planos de saúde também vão ter de informar à Receita tudo o que receberam dos pacientes", alerta Richard Domingos, diretor-executivo da Consultoria Contábil Confirp, de São Paulo.

    Segundo a Confirp, o volume de recibos médicos falsos deve ser reduzido com o novo mecanismo de controle da Receita. As deduções de recibos médicos despertam interesse e abrem brecha para fraudes porque não têm limite de valor. "Na maioria das vezes, o culpado é o contribuinte que, na tentativa de diminuir o imposto devido, tenta lançar despesas que ele não fez e que são ilegais", afirma o diretor-executivo. Ele lembra que as deduções de despesas médicas devem corresponder a serviços efetivamente prestados e pagos aos profissionais de saúde. "Cuidado: fornecer ou usar recibos médicos falsos configura crime contra a ordem tributária, sujeito à multa de 150%", completa.

    Para o advogado tributarista Janir Adir Moreira, consultor da coluna Em dia com o Leão, do Estado de Minas, o contribuinte que comprovar despesas médicas ou odontológicas em 2010 deve se cercar de cuidados extras. Em caso de pagamento de procedimentos de maior valor, como implantes dentários, internação em CTI ou sessões de fisioterapia (que não foram cobertos pelo plano de saúde), a recomendação é guardar comprovantes como radiografias, pedidos de exames e até cópias de cheques. "Além dos recibos médicos, é bom guardar a cópia ou o original de documentos que comprovem a efetividade da prestação do serviço", explica o consultor.

     
    Quinta, 04 de Março de 2010.
     
    Fonte: Sindifisco Nacional
     
     

    segunda-feira, 1 de março de 2010

    Conheça os sete principais erros na comunicação no trabalho

    Por: Karla Santana Mamona
    01/03/10 - 10h50
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    SÃO PAULO - Você já parou para pensar como é a sua comunicação no ambiente de trabalho? Pois saiba que essa análise pode ajudar a evitar diversos problemas com os colegas, a chefia, os clientes e os fornecedores.

    De acordo com o especialista em comunicação verbal e focada em gestão de pessoas, Reinaldo Passadori, as empresas têm buscado profissionais competentes na comunicação, principalmente na verbal.

    Ele afirma ainda que, para ter uma comunicação eficiente, é necessário que os profissionais façam uma reflexão sobre a forma que interpretam os fatos, como compreendem o próximo e como tratam as pessoas.

    Erros de comunicação
    Para melhorar a comunicação no ambiente corporativo, é necessário evitar alguns erros. Confira abaixo os sete principais pecados na comunicação que foram listados por Passadori:

    1. Apatia: o contrário é a empatia, que nada mais é do que a capacidade de se colocar no lugar do outro, compreendendo o nível sociocultural e o temperamento. Ser empático é ser generoso com o outro. Com voz serena, mas firme, pode-se articular palavras com calma, confiança, polidez, o que torna a comunicação mais atraente.
    2. Insegurança: profissionais inseguros geralmente se comportam de maneira agressiva, o que pode causar medo e intimidação. Quem se conhece verdadeiramente detém o controle de seus atos, gestos e palavras. Uma pessoa assertiva defende suas ideias e direitos e, ao mesmo tempo, procura aceitar os dos outros, o que deve ser feito!
    3. Impaciência: quando se é impaciente, é difícil ensinar e aprender, já que não há espaço para a observação e o intercâmbio de informações. Uma postura sábia requer dar o tempo de maturação necessário aos acontecimentos e também tomar decisões firmes de forma serena, sem 'atropelos'. 
    4. Incoerência: é a diferença entre falar, defender uma ideia, valores ou posição e não seguir os discursos e as ideias apregoados. Esse comportamento desperta desconfiança e descrédito, pois as pessoas acreditam que a qualquer momento o incoerente poderá mudar de lado, sem se importar com os desdobramentos das suas atitudes.
    5. Prolixidade: ser excessivamente longo, cansativo e entediante numa conversa ou texto é um dos maiores pecados da comunicação. Geralmente, o prolixo não reconhece que sua expressão é confusa, cheia de palavras repetidas ou sem um significado importante e que os ouvintes não prestam atenção justamente pela falta de objetividade.
    6. Ignorância: falta de conhecimento, sabedoria e instrução sobre determinado tema, ou mesmo acreditar em algo falso, não tendo discernimento. Saber que existe mais conhecimento e profundidade em um assunto, porém, não buscar isso. Fazer pouco caso da importância do saber, e agir como se não precisasse do outro. 
    7. Arrogância: caracteriza a falta de humildade, alguém que não deseja ouvir, aprender algo que não saiba ou estar no mesmo nível do seu próximo. Contraposta, a humildade é uma das qualidades mais difíceis de exercer. Porém, humilde não significa ser fraco perante a posição que ocupa. Pode-se nascer com essa característica ou trabalhar para adquiri-la. A humildade é saber ouvir, sem passar por cima do outro, é ser reverente e ter conhecimento exato do que não se é.

    As cinco leis do Ouro

    As cinco leis do Ouro mostram bem a característica do *livro com suas lições simples, práticas e eficientes. O livro, obviamente, é rico em detalhes e oferece diversas outras lições como no capítulo "Sete soluções para a falta de dinheiro"; mas vale aqui mencionarmos as cinco leis do Ouro, que são a base da filosofia do livro:

    "I. O ouro vem de bom grado e numa quantidade crescente para todo homem que separa não menos de um décimo de seus ganhos, a fim de criar um fundo para seu futuro e o de sua família". Ou seja, poupe 10% de tudo o que receber.

    "II. O ouro trabalha diligente e satisfatoriamente para o homem prudente que, possuindo-o, encontra para ele (para o ouro) um emprego lucrativo, multiplicando-o como os flocos de algodão no campo". Moral da história: use a riqueza para gerar riqueza.

    "III. O ouro busca a proteção do proprietário cauteloso, que o investe de acordo com os conselhos de homens mais experimentados em seu manuseio". Conclusão: siga conselhos de quem sabe, das pessoas experientes.

    "IV. O ouro foge do homem que o emprega em negócios ou propósitos com que não está familiarizado ou que não contam com a aprovação daqueles que sabem poupá-lo".  Não se esqueça: invista somente depois de estudar bem o assunto ou ouvir parecer de quem entende.

    "V. O ouro escapa ao homem que o força a ganhos impossíveis ou que dá ouvidos aos conselhos enganosos de trapaceiros e fraudadores ou que confia em sua própria inexperiência e desejos românticos na hora de investi-lo". Lembre-se: escolha metas realistas e parceiros honestos, pense antes de obedecer aos impulsos.

    * Fonte: Resumo do livro "O homem mais rico da Babilônia", de  George S. Clason.