domingo, 30 de setembro de 2012

Conheça cinco investimentos isentos de Imposto de Renda

Aplicações tradicionais como poupança a sofisticadas como debêntures, investidores podem economizar em imposto

30 de setembro de 2012 | 20h 56
Yolanda Fordelone, de

SÃO PAULO - O novo cenário de juro baixo exige mais uma tarefa do investidor: ter um planejamento tributário. Para ajudá-lo na economia de imposto, existem investimentos no mercado nos quais a pessoa física não paga Imposto de Renda. O Economia & Negócios fez uma seleção de cinco produtos que hoje são isentos de Imposto de Renda para os investidores pessoa física.

LCI. As Letras de Crédito Imobiliário ganharam popularidade nos últimos meses, entre outros motivos, pelo benefício tributário de isenção de IR. São títulos oferecidos pelos bancos lastreados em créditos imobiliários. Esses papéis foram criados inclusive para fomentar este mercado. São um dos meios do banco captar recursos para emprestar. Oferecem como rentabilidade um porcentual do CDI e têm como garantia o próprio emissor (banco) e o Fundo Garantidor de Crédito (FGC), em até R$ 70 mil. Funciona como se fosse um CDB, mas voltado para o crédito imobiliário e sem IR.

Fundos imobiliários. Outra aplicação atrelada ao mercado imobiliário, os fundos imobiliários são carteiras negociadas na bolsa. A cota pode ser comprada pelo próprio home broker das corretoras. Existem desde fundos que captam recursos para obras até aqueles que fazem a administração de prédios e empreendimentos como shopping centers. Justamente pela variedade de produtos, os especialistas dizem que é preciso ter um cuidado na seleção. Fundos de imóveis inacabados, por exemplo, podem ser mais arriscados. O ganho se dá pela valorização da cota na bolsa.

Poupança. A aplicação mais popular do País perdeu atratividade este ano devido à mudanças nas regras de rentabilidade. Quando o juro básico (Selic) estiver abaixo de 8%, a caderneta irá render 70% da Selic mais a variação da Taxa Referencial (TR), que na prática fica zerada para juros baixos. Apesar disso, ainda é interessante para o dinheiro de emergência e se o investidor estiver em fundos com taxas de administração acima de 1,5%. A poupança também é protegida pelo FGC.

Vendas de até R$ 20 mil em ações. Os pequenos investidores são isentos de Imposto de Renda em ações desde que a venda mensal seja inferior a R$ 20 mil. Ou seja, se em janeiro a pessoa comprou R$ 10 mil em ações e em outubro irá vender essa carteira por R$ 15 mil, não pagará imposto sobre só R$ 5 mil de lucro. Vale lembrar que no primeiro semestre o mercado acionário não teve bom desempenho. Agora ensaia uma recuperação, mas continua sendo indicado para quem aceita correr risco e pensa em investir no longo prazo.

Debêntures de infraestrutura. Estes papéis representam a dívida de uma empresa com o investidor. A diferença para uma debênture comum é que nas de infraestrutura o dinheiro captado na emissão do papel deve ser utilizado especificamente para projetos nesta área. As primeiras ofertas já estão em andamento e em outubro estas debêntures devem começar a ser negociadas. O risco da aplicação consiste em a empresa não conseguir pagar a dívida na data do vencimento. Além disso, apesar do mercado secundário ter evoluído bastante ainda não é tão líquidopara alguns papeis. Assim, se quiser vender uma debênture pode muitas vezes ter q desvalorizá-la demais para conseguir.



sábado, 29 de setembro de 2012

7 mitos e verdades sobre o consumidor brasileiro

Renda volátil, comportamento na hora de parcelar e valor do nome limpo são algumas das definições esclarecidas pela pesquisa

Por Fabiana Pimentel
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SÃO PAULO - Atualmente, 25% dos brasilerios têm mais da metade da renda comprometida com dívidas. Já mais da metade dos consumidores estão endividados.

Para entender como é o perfil dos consumidores, a pesquisa "Mercados - Endividamento e Inadimplência - Mitos e Verdades 2012", realizada pela Boa Vista Serviços, separou algumas afirmações sobre os consumidores para esclarecer o que é mito ou verdade. Veja:

Consumidor

1. Consumidor de classes mais baixas pagam as contas em dia
Mito. No levantamento, as classes C e DE foram as que possuem mais famílias endividadas, são 60% em cada uma. Além disso, também estão nessas classes a maioria dos consumidores que acreditam ser difícil quitar as dívidas com a renda mensal atual, sendo que são 48% na classe DE e 45% na
 classe C.

Também estão nessas classes o maior percentual de brasileiros com restrição ao crédito. Com isso, a Boa Vista chegou à conclusão de que a realidade sócio-econômica e o endividamento atual faz com que as famílias das classes C e DE são as que têm mais dificuldades de cumprir pontualmente com seus compromissos financeiros.

2. Renda das famílias de classe mais baixa é volátil
Mito. A pesquisa revela que as classes C e DE são as que tem a renda menos oscilante, sendo 47% e 61%, respectivamente.

Sendo assim, é possível constatar que as melhores condições de trabalho e a diminuição do nível de inadimplência tem contribuído para uma maior estabilidade da renda, em especial nas classes mais baixas.

3. O consumidor de baixa renda não poupa
Verdade. As classes que mais poupam dinheiro são a A (56%) e a B (49%). Nas classes C e DE, o percentual dos que poupam é menor, sendo 37% e 21%, respectivamente.

O questionamento sobre o que os consumidores fazem com o 13 salário ou rendas extras, as classes C (47%) e DE (48%) dão preferência por pagarem as dívidas com este dinheiro, sendo assim não sobra para a poupança. Caso tivessem uma renda maior que a atual, as classes C (38%) e DE (38%) afirmaram que poupariam dinheiro. Já as classes A (31%) e B (23%) guardam esta renda extra na poupança.

4. Consumidor não pensa em juros, mas no valor da parcela
Verdade. Na hora de realizar uma compra, a pesquisa constatou q ue 30% dos brasileiros pensam no valor da parcela, contra 22% que disseram primeiramente se preocupar com os juros.

Além disso, 15% dos brasileiros também disseram que a maior preocupação na hora de parcelar uma compra é o número das parcelas, enquanto 11% avaliam a diferença em relação ao valor à vista.

Para a Boa Vista, optar pelo parcelamento pelo valor da parcela pode ser a maneira mais onerosa de fazer uma compra, comprometendo boa parte da renda com o pagamento dos juros.

5. O consumidor de baixa renda não faz planejamento financeiro
Verdade. De acordo com a pesquisa, a maioria dos consumidores que pertencem às classes C (39%) e DE (47%) não costumam fazer algum tipo de controle dos gastos mensais. Já os consumidores das classes A (69%) e B (68%) em sua maioria, realizam esse tipo de controle.

Com esta constatação, a Boa Vista afirma que é necessário criar com urgência, iniciativas para disseminar a educação financeira nas classes mais baixas.

6. As mulheres estão à frente do orçamento doméstico
Mito. De acordo com o levantamento, 45% dos entrevistados afirmaram ser os líderes do orçamento familiar. Destes, 52% eram homens, contra 43% de mulheres.

Segundo a pesquisa, hoje a mulher não tem apenas responsabilidades domésticas, porém, não são totalmente responsáveis pelo orçamento. Atualmente, esta responsabilidade é dividida igualmente entre homens e mulheres

7. O nome é o maior patrimônio da pessoa
Verdade. Em todas as classes sociais, a maioria das pessoas concordam totalmente com essa afirmação. Na classe DE, foram 94% das respostas positivas, seguidas pelas classes B e C, ambas com 88% das respostas e 77% da classe A.

Nas classes de menor renda, a afirmativa é quase unânime, pois elas dependem muitas vezes do crédito para adequarem o fluxo de renda com os gastos previstos.

domingo, 23 de setembro de 2012

5 lições de Thor Batista sobre como não gastar dinheiro

Indicado nesta semana para a diretoria da EBX Brasil, o filho de Eike ainda tem dado sinais de que não sabe administrar a própria fortuna

Por Fabiana Pimentel
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SÃO PAULO - Nomeado nesta semana para o cargo de diretor da EBX Brasil, Thor Batista não é nenhum exemplo de como administrar bem o próprio dinheiro. Filho do homem mais rico do Brasil, o rapaz despreza os estudos e já declarou que nunca leu um livro inteiro. Ele não esconde que adora brinquedos de luxo e já atropelou e matou um ciclista ao volante de sua Mercedes. Quando quer se divertir ou consumir, gasta dinheiro como se fosse infinito.

O InfoMoney conversou com dois educadores financeiros, Laerte de Oliveira (Nota 10 Consultoria) e o professor Elisson de Andrade, que listaram algumas atitudes do rapaz que não deveriam ser imitadas por ninguém que quer construir um patrimônio pessoal sólido:

Thor Batista na balada - Grupo EBX

1. Desprezar os estudos: Thor Batista já afirmou jamais ter lido um livro completo, terminou o ensino médio por meio de supletivo e trancou o curso universitário de administração no Ibmec ainda no primeiro ano por considerá-lo pesado demais. Mas além de ser um rito imposto pela sociedade, o estudo é uma das formas mais seguras de progredir profissional e financeiramente. "O que não podemos esquecer é que o estudo é a busca do conhecimento com base nas experiências de outras pessoas, fazendo com que tenhamos um crescimento intelectual e a ampliação de horizontes na busca de novos objetivos", explica Oliveira.

2. Realizar gastos exorbitantes: Nos últimos anos, Thor Batista tem dado seguidas mostras de não ter noção do valor do dinheiro. Em entrevista a VEJA RIO concedida no ano passado, o jovem chegou a se gabar por "só" gastar no máximo R$ 6 mil por balada enquanto alguns de seus conhecidos torrariam R$ 60 mil em uma única noitada. Extremamente vaidoso, Thor também costuma comprar roupas de grife no exterior ou adquirir peças da Armani em um shopping do Rio. Em cada visita à loja, o rapaz gasta entre R$ 12 mil e R$ 15 mil.

Segundo educadores financeiros, ele ainda não aprendeu que é sempre importante buscar tirar o máximo proveito do dinheiro, não importa a quantidade de recursos que hoje esteja disponível na conta bancário. O dinheiro também pode ser usado para o bem dos outros. Somente dessa maneira será possível garantir um futuro promissor e ser admirado pela sociedade.

3. Consumir desenfreadamente: Quando quer pegar uma balada em São Paulo, Thor costuma usar um dos jatinhos do pai. Já para chegar a Angra dos Reis, geralmente costuma usar um helicóptero. O rapaz ainda é dono de um Aston Martin de R$ 1,3 milhão. Não há mal nenhum em nascer rico e em ter dinheiro. Mas, para Elisson de Andrade, gastos extravagantes são mais comuns entre pessoas que não precisaram trabalhar para ganhar dinheiro nem sabem como pode ser difícil acumular patrimônio. Começar a trabalhar na empresa do pai como trainee ou mesmo em algum cargo apenas gerencial poderia ajudar a ensinar ao rapaz o valor do dinheiro.

4. Agir como se estivesse acima da lei: No começo deste ano, o filho de Eike Batista atropelou e matou um ciclista em uma rodovia do Rio de Janeiro. Segundo o laudo pericial, o jovem dirigia a Mercedes-Benz SLR a 135 km/h em um trecho com velocidade máxima permitida de 110 km/h. O rapaz responde a processo por homicídio culposo em liberdade. Mas já que tem um padrão de vida dos sonhos de milhões de brasileiros, Thor não deveria correr o risco de colocar tudo a perder.

5. Tratar dinheiro como algo infinito: mesmo a pessoa mais rica do mundo deve entender que o dinheiro um dia acaba. As empresas de Eike Batista já chegaram a valer o dobro das atuais cotações em bolsa. Não que a herança de Thor esteja em jogo. Mas verdadeiros homens de negócios precisam entender que a economia é cíclica. Os preços de commodities como petróleo e minério de ferro têm variado muito nas últimas décadas e continuarão oscilando – o que sempre terá impactos em companhias como a MMX e a OGX. Não é porque sua empresa ou sua carreira estão deslanchando que não é preciso ser prudente e reservar um pouco dinheiro para tempos de vacas magras. Quem quer formar um patrimônio financeiro que garanta tranquilidade deve sempre gastar menos do que ganha, ensina Andrade.

Pagamento de tributos precisam de cuidado para não gerar multas pesadas

Erro em pagamento gera multa pesada

FILIPE OLIVEIRA
COLABORAÇÃO PARA A 
FOLHA

Brasil burocráticoNão bastasse a apuração das contribuições de PIS e Cofins ser complexa, empresas que erram nas contas estão sujeitas a multas que podem ser milionárias.

Funciona assim: gastos com insumo para produção geram créditos, usados para pagar PIS e Cofins, no caso de empresas que pagam seus tributos pelo lucro real.

Se restarem créditos, esses podem ser usados para compensar outros débitos com o Fisco, como o Imposto de Renda da Pessoa Jurídica.

Porém, a questão do insumo é complexa e pode gerar divergências. Se o Fisco considerar que o pedido de compensação foi feito sem a empresa ter direito ao crédito, ela será multada em 50% do valor pedido, de acordo com lei federal de 2010.

A advogada Priscila Dalcomuni afastou uma possível multa de R$ 8 milhões para uma exportadora no Tribunal Regional Federal da 4ª região (RS, SC e PR). O mandado de segurança tinha sido rejeitado na primeira instância.

"O valor da multa coloca os contribuintes em uma situação de medo", diz Heleno Torres, professor de direito tributário da USP. Para ele, usar ações preventivas é um recurso caro e que congestiona o sistema judiciário.

Márcio Shimomoto, vice-presidente administrativo do Sescon-SP (Sindicato dos Escritórios de Contabilidade), diz que a legislação é complexa por ter muitas exceções sobre o direito a crédito, dependendo da atividade e seu fim.

Para Juliana Ono, diretora da consultoria Fiscosoft, pontos que geram dúvidas quanto ao direito ao crédito são produtos e serviços que não são matéria-prima, mas são necessários -como os equipamentos de proteção.

DECISÕES

Segundo a tributarista Fabiana Chagas, o Fisco usa um conceito restrito ao considerar que apenas matéria-prima dá direito a créditos. Mas há decisões que apontam conceitos mais amplos.

Exemplo: o Carf (Conselho Administrativo de Recursos Fiscais) em 2010 definiu insumo como todo gasto necessário para a produção, ao autorizar o crédito sobre serviços, como o de armazenagem, da empresa Fitesa.

Procurada na quarta (dia 19), a Receita Federal informou que não haveria tempo hábil para resposta até o fechamento desta edição.

sexta-feira, 14 de setembro de 2012

10 dicas para se livrar do "bullying" corporativo

Especialista em gestão ensina profissionais a fugirem das piadinhas, apelidos e comentários maldosos dos colegas de trabalho

 

Por Eliane Quinalia
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SÃO PAULO - Se antes as piadinhas dos colegas eram encaradas como um fato corriqueiro detrabalho, agora, a situação é bem diferente. Os apelidos, críticas, fofocas e até mesmo o simples ato de ignorar alguém passaram a ser encarados pelo meio profissional como "bullying" e a atitude promete render sérios problemas para os trabalhadores envolvidos em uma agressão.

"Se os agressores forem superiores ao contratado, a atitude será interpretada como assédio moral", explica o diretor Executivo da Thomas Case & Associados/Case Consultores, Marshal Raffa, que garante que a prática tem sido cada vez visada pelas empresas.

pé na bunda - bullying corporativo - escritório

"As pessoas têm mais acesso à informação e aos próprios direitos e, por isso, estão tolerando cada vez menos esse tipo de comportamento no ambiente corporativo", diz.

Os agressores
Hoje, os profissionais que causam o "bullying" em uma empresa são normalmente colegas do mesmo nível hierárquico do contrato ou então superiores. Alguns clientes, dependendo da relação que os mesmos tiverem com as empresas, podem até entrar na lista, mas nem sempre.

"O exemplo tem que vir de cima. As companhias precisam apresentar uma política de gestão que impeça os colaboradores de realizarem essa prática, pois a mesma pode constranger, inibir e prejudicar a produtividade de quem sofre a agressão", explica Raffa, que relata que algumas práticas são tão prejudiciais que, não raro, levam muitos funcionários à um pedido de demissão.

"Os profissionais que passam por esse tipo de situação em uma empresa normalmente sofrem calados, com medo de represálias, e pedem demissão para se livrar do problema", conta.

Nos Estados Unidos, por exemplo, o número de profissionais que já experimentaram os efeitos do bullying corporativo aumentou visivelmente no último ano ao passar de 27% em 2011, para 35% em 2012, conforme aponta uma pesquisa da consultoria Harris Interactive.

Assim, se você encontra-se em uma situação similar à descrita anteriormente e deseja se livrar das piadinhas dos seus colegas, fique atento às dicas que o Portal InfoMoney, com a ajuda do diretor Executivo da Thomas Case & Associados/Case Consultores, Marshal Raffa, preparou para você.

Fuja do bullying
Confira abaixo as 10 orientações informadas pelo profissional:

Registre tudo – faça um registro e documente todos os episódios de bullying que você vem sofrendo na empresa. Anote o nome dos agressores envolvidos, as possíveis testemunhas - que mais tarde poderão comprovar sua história -, bem como os lugares onde a prática abusiva tem sido realizada. Essas informações poderão ajudá-lo quando um superior questionar você.

Fale com o agressor – se alguém passar dos limites com você no trabalho, converse com a pessoa envolvida. Explique como se sentiu com tal tratamento e peça que seu colega pare com as piadinhas e/ou comentários maldosos à seu respeito. Muitas vezes, o agressor não tem a real dimensão do quanto ele o está atingindo com tais atitudes. Segundo Raffa, uma "conversa franca e pessoal" pode trazer ótimos resultados.

Resolva o problema – caso sua tentativa de falar com o agressor não seja bem sucedida, procure alguma autoridade da empresa para relatar o problema que você vem vivenciando. O departamento pessoal ou mesmo a direção da companhia podem ser de grande ajuda, especialmente quando o envolvido no bullying for alguém de nível hierárquico superior à você.

Seja mais discreto – se você é daquelas pessoas que gostam de falar sobre sua vida pessoal por aí, que tal mudar sua postura? Seja mais reservado, especialmente no ambiente corporativo. Assuntos particulares, até mesmo aqueles 'inofensivos' devem ser evitados no trabalho: nunca se sabe quem poderá usar suas informações contra você.

Seja social, mas nem tanto  estar em uma rede social não deve ser um pretexto para que você publique na internet todos os assuntos de sua vida. Tenha em mente que o seu perfil será acessado por pessoas do seu trabalho, clientes e amigos, e evite postar comentários que possam ser comentados no seu trabalho. Caso queira desabafar sobre algo com determinados amigos, utilize os filtros que algumas redes oferecem para impedir que outros usuários tenham acesso à sua publicação ou mensagem.

Não faça com outros aquilo que não quer para você - se você não quer que façam piadas à seu respeito no trabalho, que tal parar os comentários sobre os outros? Ninguém irá levá-lo à sério em uma queixa de bullying se você estiver entre os principais agressores da sua empresa.

Fuja dos 'corredores'  as fofocas de corredores devem ser evitadas ao máximo por quem deseja sair de uma roda de bullying. Quanto maior o seu envolvimento em uma rede de fofocas e intrigas, maiores as chances do seu nome circular por aí. Por isso, se você não quer saber mais de conversinhas à seu respeito, fuja dos corredores e tape seus ouvidos para as fofocas que virão.

Não confunda liberdade com falta de respeito  não é porque o seu colega lhe dá liberdade que você pode desrespeitá-lo, afinal, todos têm os seus limites. Assim, avalie sempre o teor de um comentário ou brincadeira antes de se dirigir à um colega de trabalho. O mesmo vale para aqueles apelidos engraçadinhos, que devem ser esquecidos no ambiente profissional.

Saiba com quem brincar  algumas pessoas podem tolerar certas brincadeiras de amigos, mas de colegas, não. Tome cuidado com quem você brinca no trabalho e lembre-se de jamais criticar o gosto dos outros. Respeite as diferenças, nem todos são obrigados a gostar do mesmo time de futebol ou estilo musical que você.

Fonte InfoMoney

quinta-feira, 13 de setembro de 2012

Os 10 fundos imobiliários que mais distribuíram rendimentos no último ano

Fundo do shopping West Plaza, do Floripa Shopping e do Hotel Maxinvest encabeçam a lista da XP Investimentos

Por Diego Lazzaris Borges
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SÃO PAULO – No cenário de juros em baixa, para quem quer um rendimento maior do que o DI (Depósito Interbancário), os fundos imobiliários aparecem como uma alternativa interessante.  De acordo com levantamento da XP Investimentos, nos últimos 12 meses, alguns fundos garantiram uma rentabilidade mensal (calculada pelo dividend yield) de mais de 13%, bem acima da  Selic (taxa básica de juros), que atualmente está em 7,5% ao ano.

Veja a lista dos fundos imobiliários que pagaram os melhores dividends yields nos últimos 12 meses* (o levantamento só levou em consideração os fundos imobiliários constituídos há mais de 12 meses).

prédios - céu azul - imóveis
Fundo Dividend Yield dos últimos 12 meses Valorização das cotas nos últimos 12 meses
*XP Investimentos
FII West Plaza 13,89% -27,85%
Floripa Shopping FII 10,71% -7,44%
FII Hotel Maxinvest 9,28% 35,61%
FII Excellence 9,12% 22,92%
CSHG Recebíveis Imobiliários 8,63% -2,60%
FII Hosp. Nossa Senhora de Lourdes 8,55% -6,61%
Fator Verita FII 8,38% 18,35%
RB Capital Renda II 8,20% 11,03%
BB FII Progressivo 8,17% 34,96%
BC Fundo de FII 8,14% 40,79%

*Encerrados em 31/08. Existem duas maneiras de ganhar com os fundos imobiliários: com os rendimentos mensais e com a valorização das cotas negociadas. A lista foi ordenada pela distribuição de rendimentos

Leia mais: Os empreendimentos que estão na carteira dos principais fundos imobiliários

É importante lembrar que a rentabilidade passada não é garantia de rendimento futuro, mas sim um fator que também deve ser levado em consideração antes de optar por um investimento. Além disso, muitos fundos imobiliários possuem "rentabilidade garantida" por alguns meses ou anos após o seu lançamento, por isso, é preciso se atentar se ,após o término dessa garantia, o fundo continuará distribuindo rendimentos satisfatorios.

É o caso por exemplo do fundo do Shopping West Plaza, que ancabeça a lista. A rentabilidade do fundo é garantida em R$ 0,83 por cota - equivalente a 0,83% do valor da cota inicial do fundo, de R$ 100, mas apenas até o mês de setembro. A partir de outubro, esta garantia deixa de existir e a rentabilidade deve recuar de forma expressiva, conforme matéria do portal InfoMoney. 

Conheça mais sobre os fundos:

FII WEST PLAZA
O FII Shopping West Plaza é proprietário de 30% de um dos principais e mais tradicionais shoppings da Zona Oeste de São Paulo, o West Plaza.

Inaugurado em 1991, este shopping tem 270 lojas, além de 2 cinemas, com ABL total de 38.229 m². O fundo garante rentabilidade mínima de 0,833%a.m durante o período inicial de 48 meses, o qual se encerra no final de 2012.

FLORIPA SHOPPING FII
O FII Floripa Shopping tem por objeto a aquisição de 38% do empreendimento imobiliário Florianópolis Shopping Center, integralmente finalizado e operacional, para exploração comercial por meio de locação ou arrendamento, situado na Rodovia Virgílio Várzea, nº 587, área 2, no Saco Grande, distrito de Santo Antônio de Lisboa, Município de Florianópolis, Estado de Santa Catarina.

O Floripa Shopping Center conta com 27.757,8 m² de ABL e até fevereiro de 2012 havia 142 lojas locadas, com vacância de 2,81%. O empreendimento está em fase de maturação, e vem apresentando desempenho financeiro crescente. A Plenaventura Participações S.A, uma das empreendedoras do Shopping, garantiu rentabilidade mínima aos cotistas de 0,88%a.amaté outubro.

FII HOTELMAXINVEST
O fundo Hotel Maxinvest tem gestão ativa à procura de oportunidades no setor hoteleiro e, assim, investe em vários imóveis tipo "condo-hotéis" para a exploração da renda resultante da locação. O fundo, no entanto, já iniciou um ciclo de desinvestimento, com o objetivo de realizar o lucro com venda dos ativos, obtido em razão da valorização destas unidades hoteleiras, desde a compra das mesmas pelo Fundo.

FII EXCELLENCE
O FII EXCELLENCE investe em empreendimentos imobiliários, por meio da aquisição de certificados de recebíveis imobiliários (CRI), letras hipotecárias (LH), Letras de crédito imobiliário (LCI) ou de direitos a eles relativos, buscando rentabilidade anual de 105% do CDI.

A carteira do Fundo em março de 2012 era composta 34 CRIs e pela sua característica, e dos ativos que compõem o seu portfólio, o fundo não apresenta rentabilidade mensal linear, porém, tem conseguido no acumulado dos últimos 12 meses superar seu objetivo.

CSHG RECEBÍVEIS IMOBILIÁRIOS BC FII
O fundo CSHG Recebíveis Imobiliários BC FII foi criado com o objetivo de proporcionar aos investidores rentabilidade equivalente ao CDI bruto, através de investimentos em Certificados de Recebíveis Imobiliários (CRI), preponderantemente comerciais.

O Fundo encerrou o mês de março com 15 ativos na carteira, sendo 10 CRI comerciais (totalizando R$ 49,5 milhões), 4 CRI residenciais (totalizando R$ 36,7 milhões) e 1 LCI (totalizando R$ 20,1 milhões).

FII HOSPITAL NOSSA SENHORA DE LOURDES
O Grupo NSL vendeu ao fundo o imóvel onde funciona o Hospital Nossa Senhora de Lourdes, empreendimento que hoje conta com cerca de 220 leitos e 15 salas de cirurgia, dentre outras instalações.

O Fundo distribui rendimento a seus cotistas mensalmente, fruto do contrato de locação com o Hospital Nossa Senhora de Lourdes.

FATOR VERITA FII
O objetivo do fundo é a aquisição de ativos com lastro imobiliário, como CRI, LCI, LH, Quotas de FII, Quotas de FIDC, Quotas de FI RF e Debêntures, facilitando o investimento nestes Ativos por investidores não qualificados. O Benchmark do Fundo é IGPM+ 6% a.a.

RB CAPITAL RENDA II FII
O fundo tem por objeto a aquisição de bens imóveis não residenciais, bem como de quaisquer direitos reais a eles relacionados, notadamente de empreendimentos imobiliários construídos e locados preponderantemente na modalidade "built-to-suit", e outras formas de locação atípica, com geração de renda para o fundo.

Adminsitrado pela Votorantim Asset Management DTVM, e tendo como estruturador e gestor a RB Capital Realty, este fundo é proprietário de quatro ativos imobiliários comerciais locados sob regime atípico para duas empresas multinacionais (Ambev e Ampla - Grupo Endesa) e uma nacional (União de Lojas Leader).

BB FII PROGRESSIVO
O BB Progressivo, administrado pela Caixa Econômica Federal - CEF tem atualmente em seu patrimônio dois empreendimentos locados ao próprio Banco do Brasil: um edifício em Brasília, conhecido como "Edifício Sede I", e um bloco de edifícios administrativos interligados, na cidade do Rio de Janeiro, no bairro do Andaraí.

O BB Progressivo distribui rendimentos a seus cotistas mensalmente. O valor distribuído é bastante linear durante o ano, já que é resultado do valor recebido pela locação dos imóveis ao BB, reajustáveis anualmente pelo IGPM, deduzindo-se as despesas de funcionamento e administração do Fundo, além das eventuais despesas que competem ao Fundo em função da necessidade de reparos e/ou modernização dos empreendimentos (elevadores, por exemplo).

BC FUNDO DE FII
BC Fundo de Fundos de Investimentos Imobiliários tem por objetivo primordial a aquisição de cotas de outros Fundos de Investimento Imobiliário, Certificados de Recebíveis Imobiliários ("CRI"), Letras Hipotecárias ("LH"), Letras de Crédito ("LCI"), ações ou cotas de sociedades cujo único propósito se enquadre entre as atividades permitidas aos Fundos de Investimentos Imobiliários, e imóveis comerciais prontos ou em construção.

A carteira do Fundo em 15 de março de 2012 era composta por Cotas de 13 FIIs (57%), 15 CRIs (38%) e ativos de Renda Fixa (5%). O Fundo distribui rendimentos mensalmente, provenientes da composição de sua carteira e do ganho de capital com a venda de ativos integrantes do portfólio.

Fonte: InfoMoney