17/01/11 - 13h56
InfoMoney
SÃO PAULO – O cinema deixou de ser mudo, preto e branco e, aos poucos, está deixando a velha película de lado. A moda 3D, iniciada pelo mercado norte-americano, também chegou ao Brasil.
Liberdade
"O diretor de fotografia, por exemplo, passa a trabalhar com imagens e controle virtual de seus retratos. Ele passa a ter muitas opções de criação, que talvez não tivesse em outros trabalhos", afirma o executivo.
A mesma rotina acontece com outros profissionais da terceira dimensão. Carvalho defende a frase "uma ideia na cabeça e uma câmera na mão", eternizada pelo cineasta brasileiro Glauber Rocha.
"Hoje um diretor pode realizar bons trabalhos com uma camera na mão. Desde que sua ideia seja densa, ele terá toda liberdade para desenvolvê-la", ressalta Carvalho, que revela: "as equipes não são mais compostas por 150 pessoas, mas, sim, por 15".
Mercado de trabalho
Por se tratar de uma área ainda recente, muitos podem achar que o mercado 3D é escasso de oportunidades e tem modesta remuneração. Aí está o erro.
Segundo o diretor da Neorama, os artistas de qualquer região do Brasil podem ser contratados para trabalhos. O processo, no entanto, gira em torno da aparição de cada um.
"A virtualização e densidade criativa permitem que o profissional vá até o emprego. A internet e redes sociais são os principais canais desse relacionamento, ou seja, encontramos os profissionais por aí", explica.
A dica é que o profissional se relacione com a empresa com a qual se identifique. No futuro, diz Carvalho, serão as empresas que correrão atrás desse artista.
Quanto à remuneração, o mercado 3D preza o modelo de resultado, ou seja, quanto maior for a qualidade do trabalho, melhor será sua gratificação salarial.
Gabarito
Por fim, Carvalho dá o caminho para aqueles que pretendem se iniciar na área tridimensional. "Pela internet, você pode buscar qualquer tipo de informação técnica. Tenha disciplina e vá atrás de bons cursos", conclui.

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