sábado, 16 de abril de 2011

Presidente da Gerdau condena impostos de energia e fala sobre Belo Monte

Por: Equipe InfoMoney
14/04/11 - 10h14
InfoMoney

SÃO PAULO – Preocupado com a competitividade da indústria brasileira, Jorge Gerdau Johannpeter, presidente do Grupo Gerdau e da ONG Movimento Brasil Competitivo, afirmou em reunião parlamentar que o País precisa pensar em baixar os encargos de energia, já que os impostos cobrados atualmente são custos não compensáveis sobre o sistema.

De acordo com a Agência Brasil, Gerdau também falou sobre a possível participação da empresa no consórcio que vai construir a Usina Hidrelétrica de Belo Monte, no Rio Xingu, Paraná. Apesar de considerar o negócio uma oportunidade, ainda não tem nenhuma resposta a respeito do tema, pois, segundo o presidente, pesa sobre a decisão da companhia o fato de já ter outros investimentos como autoprodutor.

Conta de luz
O deputado Arnaldo Jardim, presidente da frente parlamentar, afirmou que a comissão vai trabalhar no sentido de derrubar a medida provisória que prorroga um dos encargos cobrados na 
conta de luz, a RGR (Reserva Global de Reversão). Ficou estabelecido que o tema será discutido em audiência pública marcada para o dia 4 de maio.

O encargo em questão foi criado em 1957 no sentido possibilitar a União indenizar eventuais reversões de concessão de serviços de energia elétrica. No fim do ano passado, a medida foi prorrogada até 2035 e, segundo a Abrace, a RGR e os impostos que incidem sobre ela correspondem a cerca de R$ 2,5 bilhão ao ano nas contas de luz dos consumidores.

Segundo o deputado, o Brasil tem uma das energias mais caras do mundo por causa dos encargos incidentes sobre o serviço. "Hoje, a energia concorre para a falta de competitividade da nossa indústria", completou

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