O Tribunal Regional Federal da 4ª Região promoveu nesta semana, entre os dias 12 e 16, o curso Usabilidade de Interfaces com o Usuário para desenvolvedores de sistemas de informática da Justiça Federal da 4ª Região.
Ministrado pelo engenheiro Walter Cibys, especialista em usabilidade e ergonomia, o curso tem por objetivo capacitar os servidores para criarem programas com uma boa interface com os usuários, que significa programas com uso mais facilitado e também mais agradáveis de utilizar.
Essa foi uma das ações propostas pela Comissão para Estudo dos Impactos do Sistema de Processo Eletrônico (e-Proc) sobre a Saúde dos Usuários, criada em fevereiro deste ano para tratar das questões de saúde e bem estar dos servidores em relação às condições de trabalho enfrentadas com a informatização dos processos judiciais e administrativos.
Segundo o diretor do Núcleo de Gestão de Pessoas e Ergonomia, Luís Olavo Melo Chaves, todos os sistemas utilizados na 4ª Região são desenvolvidos por servidores da Justiça Federal, o que torna importante investir no aperfeiçoamento destes. Ele ressalta que "trazer a cultura da usabilidade para o Judiciário vai reduzir o sofrimento dos usuários".
Um dos participantes, o oficial de gabinete do 1º Juizado Especial Federal de Maringá (PR) Felipe Raul Borges Benali, que participa de uma equipe que sugere alterações e melhorias para o e-Proc, acredita que o impacto do curso está na criação de possibilidades de qualificação dos sistemas.
"A 4ª Região é moderna e informatizada, o trabalho é todo usando sistemas desenvolvidos pelo tribunal", diz Benali, que entende que através desse estudo de usabilidade poderá ser otimizada a interface do e-Proc. "É possível perceber a importância do usuário, que é colocado como elemento principal, norteando o desenvolvimento do sistema", concluiu.
Mais saúde e produtividade
O curso Usabilidade de Interface com o Usuário é constituído de dois módulos. O primeiro ocorreu nesta semana, no auditório do tribunal, entre os dias 12 e 16, com carga horária de 10 horas. O segundo módulo, também com 10 horas, acontecerá em março e será realizado à distância.
O ministrante é o engenheiro gaúcho Walter Cibys, professor da Universidade Politécnica de Montreal e especialista em usabilidade e ergonomia. Para Cibys, a importância da melhoria da interface do processo eletrônico e de qualquer sistema informatizado de trabalho é a garantia de saúde das pessoas, que passam a ter menor nível de estresse e boa produtividade.
"A usabilidade e a ergonomia são investimentos da instituição, pois os servidores passam a trabalhar melhor, a sentirem-se mais satisfeitos. O e-Proc foi um grande avanço do Judiciário e o sistema ainda pode ter muitas melhoras", observou Cibys.
Um dos exemplos de melhoria proposto pelo engenheiro é o investimento na interface visual através do uso de cores. "As cores podem facilitar a percepção, a legibilidade dos processos", diz o engenheiro. "Cada vez mais o servidor lê documentos em telas de computador. É preciso avaliar a carga visual e investir na evolução do sistema", completou.

Walter Cibys durante curso de usabilidade focado
no processo eletrônico da JF da 4ª Região

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